Ginseng Para Que Serve, Como Tomar?

Ginseng Para Que Serve, Como Tomar

Qual a forma correta de tomar ginseng?

The store will not work correctly in the case when cookies are disabled. Código Identificador (SKU) 2429 R$15,67 5% Via Boleto, PIX e transferência 2x de R$8,25 s/ juros no cartão ou em até 6x com juros Ver parcelamentos Detalhes do produto Utilizada pela medicina chinesa, o ginseng é uma raiz medicinal que comprovadamente traz uma série de benefícios e a lista é ampla.

Fortalece o sistema imunológico; Alivia os sintomas da menopausa; Diminui o estresse e o cansaço; Melhorar a elasticidade da pele e a tonificação muscular; Age como um poderoso antioxidante; Estimula a regeneração celular; Aumenta a produção de glóbulos vermelhos.

Como consumir: Para uso particular, especialistas recomendam que as pessoas tomem de 5 a 10 g de ginseng em pó por dia. Para isso, basta misturar uma colher de sopa do produto nas refeições. No dia a dia, é indicado tomar de 3 a 4 xícaras de chá por dia.

Fora esses casos, o ginseng em pó pode ser colocado em sopas, chás, saladas e em outras refeições. O produto também é utilizado para aplicações em bolos e tortas dos mais variados sabores. Receita: Chá de ginseng Ingredientes: 1 colher de sopa de ginseng em pó 300ml de água Modo de preparo: Coloque a água e o pó em uma panela e deixe ferver.

Desligue o forno e tampe-a por 10 minutos. Composição: ginseng em pó. NÃO CONTÉM GLÚTEN (CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL GLUTEN FREE). Video Produto Informação Nutricional

Quanto devo tomar de ginseng por dia?

Hipertensos agudos devem tomar precauções, pois o Ginseng pode elevar a pressão. Não deve ser usado durante a lactação e por pacientes diabéticos. A dose diária não deve ultrapassar 1 cápsula ao dia. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO A sensibilidade de pacientes idosos pode ser altera- da com a idade.

Por que tomar ginseng?

As vantagens são numerosas: redução do estresse e do cansaço (tanto físico quanto mental), aumento da disposição para atividades diárias e maior qualidade de vida, além de melhora no desempenho sexual. Outras promessas envolvem propriedades anti-inflamatórias e redução dos níveis de glicose no sangue.

Que hora tomar ginseng?

Como usar o Panax ginseng? – Uso oral. Ingerir uma cápsula pela manhã e outra no almoço. Recomenda-se manter o tratamento por 4 a 8 semanas, devendo o medicamento ser utilizado por, no máximo, 3 meses. Utilizar apenas a via oral. O uso deste medicamento por outra via, que não a recomendada, pode causar a perda do efeito esperado ou mesmo provocar danos à saúde.

Pode tomar ginseng todos os dias?

Doença O ginseng costuma vir de duas espécies diferentes de plantas: o ginseng americano e o ginseng asiático. O ginseng americano é mais leve que o ginseng asiático. O ginseng encontra-se disponível sob várias formas: raízes frescas e secas, extratos, soluções, cápsulas, comprimidos, cosméticos, bebidas e infusões.

  • Os componentes ativos do ginseng são os panaxanos no ginseng americano e os ginsenosídeos no ginseng asiático.
  • O ginseng siberiano não é o ginseng verdadeiro e contém diferentes componentes ativos.
  • Os produtos de ginseng variam consideravelmente no que diz respeito à qualidade.
  • Muitos contêm pouco ou nenhum princípio ativo detectável.

Em pouquíssimos casos, alguns produtos de ginseng provenientes da Ásia foram misturados propositadamente com raiz de mandrágora ou com fenilbutazona ou aminopirina, fármacos que foram retirados do mercado nos Estados Unidos por causarem efeitos colaterais inaceitáveis Não há evidência convincente de que o ginseng de fato melhora o desempenho mental em pessoas saudáveis ou em pessoas diagnosticadas com demência.

Um estudo mostrou que o ginseng não previne resfriados, mas encurta sua duração. Em outro estudo de grande porte, mas breve, o ginseng melhorou a qualidade de vida, de acordo com um relatório subjetivo. No entanto, é difícil avaliar a qualidade de vida (e alguns outros possíveis efeitos do ginseng, como a energia), porque ela é tão subjetiva.

Em um estudo realizado com pessoas com diabetes, o ginseng reduziu os níveis de glicose no sangue e causou uma melhora no humor e na energia. Algumas evidências preliminares sugerem que o ginseng americano pode ajudar a aliviar as infecções das vias respiratórias.

O ginseng tem um registro de segurança relativamente bom. No entanto, algumas autoridades recomendam limitar o uso do ginseng a três meses, por causa do possível desenvolvimento de efeitos colaterais. Os efeitos colaterais mais frequentes são o nervosismo e a excitação, com tendência a diminuir depois dos primeiros dias.

É possível que ocorra uma redução na capacidade de concentração e nos níveis de glicose no sangue, que podem chegar a valores muito baixos (hipoglicemia). Outros efeitos colaterais podem incluir dor de cabeça, reações alérgicas e problemas do sono e digestivos, sensibilidade na mama e irregularidades menstruais.

  • Uma vez que o ginseng tem um efeito semelhante ao do estrogênio, nem gestantes ou lactantes nem crianças devem tomá-lo.
  • Efeitos colaterais mais graves, como, por exemplo, crise de asma, hipertensão arterial, palpitações ou risco de arritmia cardíaca e hemorragia uterina no caso de mulheres na pós-menopausa foram relatados em algumas ocasiões.

Para muitas pessoas, o sabor do ginseng é desagradável. O ginseng pode interagir com medicamentos que previnem a formação de coágulos, aspirina ou outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides, digoxina, terapia de reposição de estrogênio, inibidores da monoamina oxidase (IMAO, usados para tratar a depressão) e com medicamentos que diminuem os níveis de glicose no sangue (medicamentos anti-hiperglicêmicos, usados para tratar o diabetes).

  • O ginseng também pode aumentar as concentrações séricas de determinados medicamentos.
  • Por exemplo, o ginseng pode aumentar os níveis de imatinibe (usado para tratar a leucemia) e de raltegravir (usado para tratar o HIV), causando toxicidade hepática.
  • Arritmias podem ocorrer caso o ginseng seja combinado com determinados medicamentos que afetam o ritmo cardíaco, como, por exemplo, a amiodarona ou a tioridazina.

O ginseng não é recomendado porque não oferece nenhum benefício comprovado à saúde e tem algum risco de causar efeitos colaterais significativos e interações medicamentosas. Gestantes e lactantes não devem tomar ginseng. OBS.: Esta é a versão para o consumidor. Direitos autorais © 2023 Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA e suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Quanto tempo o ginseng começa a fazer efeito?

Quanto tempo demora para o ginseng fazer efeito? Apesar da grande demora no cultivo do ginseng, experimentar suas propriedades medicinais é algo que demanda bem menos tempo. As pesquisas mais aceitas sobre a planta estimam que dois meses seria o suficiente para obter benefícios na saúde.

Qual é a contra indicação do ginseng?

ADVERTÊNCIAS ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA OU DO CIRURGIÃO-DENTISTA. Hipertensos agudos devem tomar precauções, pois o Ginseng pode elevar a pressão. Não deve ser usado durante a lactação e por pacientes diabéticos.

Quanto tempo dura o efeito do ginseng?

Um novo estudo da Coreia do Sul, feito em mais de cem homens diagnosticados com o problema, mostra que um medicamento natural à base de ginseng pode combater a disfunção erétil em algumas semanas.

Quais são os efeitos colaterais do ginseng?

Doença O ginseng costuma vir de duas espécies diferentes de plantas: o ginseng americano e o ginseng asiático. O ginseng americano é mais leve que o ginseng asiático. O ginseng encontra-se disponível sob várias formas: raízes frescas e secas, extratos, soluções, cápsulas, comprimidos, cosméticos, bebidas e infusões.

  1. Os componentes ativos do ginseng são os panaxanos no ginseng americano e os ginsenosídeos no ginseng asiático.
  2. O ginseng siberiano não é o ginseng verdadeiro e contém diferentes componentes ativos.
  3. Os produtos de ginseng variam consideravelmente no que diz respeito à qualidade.
  4. Muitos contêm pouco ou nenhum princípio ativo detectável.

Em pouquíssimos casos, alguns produtos de ginseng provenientes da Ásia foram misturados propositadamente com raiz de mandrágora ou com fenilbutazona ou aminopirina, fármacos que foram retirados do mercado nos Estados Unidos por causarem efeitos colaterais inaceitáveis Não há evidência convincente de que o ginseng de fato melhora o desempenho mental em pessoas saudáveis ou em pessoas diagnosticadas com demência.

Um estudo mostrou que o ginseng não previne resfriados, mas encurta sua duração. Em outro estudo de grande porte, mas breve, o ginseng melhorou a qualidade de vida, de acordo com um relatório subjetivo. No entanto, é difícil avaliar a qualidade de vida (e alguns outros possíveis efeitos do ginseng, como a energia), porque ela é tão subjetiva.

Em um estudo realizado com pessoas com diabetes, o ginseng reduziu os níveis de glicose no sangue e causou uma melhora no humor e na energia. Algumas evidências preliminares sugerem que o ginseng americano pode ajudar a aliviar as infecções das vias respiratórias.

O ginseng tem um registro de segurança relativamente bom. No entanto, algumas autoridades recomendam limitar o uso do ginseng a três meses, por causa do possível desenvolvimento de efeitos colaterais. Os efeitos colaterais mais frequentes são o nervosismo e a excitação, com tendência a diminuir depois dos primeiros dias.

É possível que ocorra uma redução na capacidade de concentração e nos níveis de glicose no sangue, que podem chegar a valores muito baixos (hipoglicemia). Outros efeitos colaterais podem incluir dor de cabeça, reações alérgicas e problemas do sono e digestivos, sensibilidade na mama e irregularidades menstruais.

Uma vez que o ginseng tem um efeito semelhante ao do estrogênio, nem gestantes ou lactantes nem crianças devem tomá-lo. Efeitos colaterais mais graves, como, por exemplo, crise de asma, hipertensão arterial, palpitações ou risco de arritmia cardíaca e hemorragia uterina no caso de mulheres na pós-menopausa foram relatados em algumas ocasiões.

Para muitas pessoas, o sabor do ginseng é desagradável. O ginseng pode interagir com medicamentos que previnem a formação de coágulos, aspirina ou outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides, digoxina, terapia de reposição de estrogênio, inibidores da monoamina oxidase (IMAO, usados para tratar a depressão) e com medicamentos que diminuem os níveis de glicose no sangue (medicamentos anti-hiperglicêmicos, usados para tratar o diabetes).

  1. O ginseng também pode aumentar as concentrações séricas de determinados medicamentos.
  2. Por exemplo, o ginseng pode aumentar os níveis de imatinibe (usado para tratar a leucemia) e de raltegravir (usado para tratar o HIV), causando toxicidade hepática.
  3. Arritmias podem ocorrer caso o ginseng seja combinado com determinados medicamentos que afetam o ritmo cardíaco, como, por exemplo, a amiodarona ou a tioridazina.

O ginseng não é recomendado porque não oferece nenhum benefício comprovado à saúde e tem algum risco de causar efeitos colaterais significativos e interações medicamentosas. Gestantes e lactantes não devem tomar ginseng. OBS.: Esta é a versão para o consumidor. Direitos autorais © 2023 Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA e suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Quem tem ansiedade pode tomar ginseng?

Ginseng intensifica a ansiedade, principalmente na fase de performance do Teste e apresenta menor capacidade de reduzi-lá na fase final, demonstrado com maior significância através das medidas psicológicas.

Quem toma ginseng pode tomar antidepressivo?

Interactions between drugs and ginkgo or ginseng herbal medicines – Os medicamentos fitoterápicos são amplamente utilizados, principalmente, pelos portadores de doenças crônicas e em associações medicamentosas com diversos fármacos. As possíveis interações entre eles estão sendo muito estudadas, pois podem alterar os perfis de eficácia e segurança de muitos fármacos.

  1. Nesta revisão, as informações foram localizadas, avaliadas e sistematizadas e contêm as principais interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos elaborados com ginkgo ou ginseng.
  2. Verificou-se que os medicamentos fitoterápicos elaborados com tais plantas podem interferir na farmacocinética e/ou farmacodinâmica de diversos fármacos, podendo provocar conseqüências graves aos pacientes.

O ginkgo pode interferir com anticoagulantes orais, antiplaquetários e com fármacos metabolizados pelo sistema P450-CYP3A4. O ginseng pode interagir com antidepressivos inibidores da monoamino oxidase, anticoagulantes orais, anti-hipertensivos, e contraceptivos à base de estrogênios.

Além disso, não é recomendada a administração concomitante de ginkgo ou ginseng com antineoplásicos. Nesse sentido, o uso concomitante de medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng com outros fármacos deve ser adequadamente monitorado. Ginkgo biloba; Panax ginseng; ginkgo; ginseng; interações medicamentosas Herbal medicines are widely used especially by patients with chronic diseases, often administered concomitantly with synthetic drugs, raising the potential of pharmacokinetic and pharmacodynamic drug-herb interactions.

From the last years, there is an increasing interest in this subject reflected by the great number of documented case reports, in vivo studies, and also clinical trials evaluating drug-herb interactions. The aim of this paper was to review the literature in order to identify reported interactions between ginkgo or ginseng herbal medicines and drugs as well as to evaluate and summarize these information.

Interactions between ginkgo or ginseng herbal medicines and drugs can occur and may lead to serious consequences. Ginkgo has the potential to cause significant interactions with anticoagulant and antiplatelet drugs, and also with drugs metabolized by the cytochrome P450 enzyme system, especially by CYP3A4.

Ginseng has the potential to cause significant interactions with monoamine oxidase inhibitors, warfarin, antihypertensive agents and estrogens. Additionally, both should be avoided with anticancer drugs. Based on these data and regarding patient’s safety, the concomitant use of herbal medicines and drugs has to be properly surveyed by physicians and/or other health care professionals.

Ginkgo biloba; Panax ginseng; ginkgo; ginseng; drug-herb interactions DIVULGAÇÃO Interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng Interactions between drugs and ginkgo or ginseng herbal medicines Rodrigo F. Alexandre; Fabíola Bagatini; Cláudia M.O. Simões * * E-Mail: [email protected], Tel.

+55-48-33315075, Fax +55-48-33319247 Laboratório de Farmacognosia, Departamento de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Trindade, 88040-900 Florianópolis-SC, Brasil RESUMO Os medicamentos fitoterápicos são amplamente utilizados, principalmente, pelos portadores de doenças crônicas e em associações medicamentosas com diversos fármacos.

As possíveis interações entre eles estão sendo muito estudadas, pois podem alterar os perfis de eficácia e segurança de muitos fármacos. Nesta revisão, as informações foram localizadas, avaliadas e sistematizadas e contêm as principais interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos elaborados com ginkgo ou ginseng.

Verificou-se que os medicamentos fitoterápicos elaborados com tais plantas podem interferir na farmacocinética e/ou farmacodinâmica de diversos fármacos, podendo provocar conseqüências graves aos pacientes. O ginkgo pode interferir com anticoagulantes orais, antiplaquetários e com fármacos metabolizados pelo sistema P450-CYP3A4.

O ginseng pode interagir com antidepressivos inibidores da monoamino oxidase, anticoagulantes orais, anti-hipertensivos, e contraceptivos à base de estrogênios. Além disso, não é recomendada a administração concomitante de ginkgo ou ginseng com antineoplásicos. Nesse sentido, o uso concomitante de medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng com outros fármacos deve ser adequadamente monitorado.

Unitermos: Ginkgo biloba, Panax ginseng, ginkgo, ginseng, interações medicamentosas. ABSTRACT Herbal medicines are widely used especially by patients with chronic diseases, often administered concomitantly with synthetic drugs, raising the potential of pharmacokinetic and pharmacodynamic drug-herb interactions.

  1. From the last years, there is an increasing interest in this subject reflected by the great number of documented case reports, in vivo studies, and also clinical trials evaluating drug-herb interactions.
  2. The aim of this paper was to review the literature in order to identify reported interactions between ginkgo or ginseng herbal medicines and drugs as well as to evaluate and summarize these information.

Interactions between ginkgo or ginseng herbal medicines and drugs can occur and may lead to serious consequences. Ginkgo has the potential to cause significant interactions with anticoagulant and antiplatelet drugs, and also with drugs metabolized by the cytochrome P450 enzyme system, especially by CYP3A4.

  1. Ginseng has the potential to cause significant interactions with monoamine oxidase inhibitors, warfarin, antihypertensive agents and estrogens.
  2. Additionally, both should be avoided with anticancer drugs.
  3. Based on these data and regarding patient’s safety, the concomitant use of herbal medicines and drugs has to be properly surveyed by physicians and/or other health care professionals.

Keywords: Ginkgo biloba, Panax ginseng, ginkgo, ginseng, drug-herb interactions. INTRODUÇÃO A utilização de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos para a recuperação da saúde é uma prática generalizada, sendo o resultado do acúmulo secular de conhecimentos empíricos sobre a ação dos vegetais por diversos grupos étnicos (Simões et al., 1986).

Diversos estudos mostram que os medicamentos fitoterápicos são amplamente comercializados em muitos países, principalmente, EUA (Barnes et al., 2004; Blumenthal et al., 2006), Europa (Menniti-Ippolito et al., 2002; Hartel & Volger, 2004; De Smet, 2005) e Brasil (Momesso, 2002; Ribeiro et al., 2005; Silva et al., 2006).

Os usuários de plantas medicinais e/ou medicamentos fitoterápicos são, predominantemente, pessoas adultas e idosas, que utilizam outros medicamentos como tratamento principal de doenças crônicas (MacLennan et al., 1996) e, geralmente, acreditam que a fitoterapia é uma alternativa terapêutica isenta de efeitos adversos e/ou incapaz de causar interações medicamentosas (Ernst et al., 1995).

  1. Muitas vezes, o uso desses recursos é estimulado de maneira pouco criteriosa.
  2. Os conhecimentos empíricos acumulados no passado (tradição cultural) e os científicos desenvolvidos, ao longo do tempo, principalmente com a condução de ensaios clínicos randomizados, mostram que as plantas medicinais e os medicamentos fitoterápicos podem, também, provocar efeitos adversos, toxicidade e apresentar contra-indicações de uso (Alexandre et al., 2005a,b).

As plantas medicinais e, por conseqüência, os medicamentos fitoterápicos são constituídos de misturas complexas de muitos compostos químicos, que podem ser responsáveis pela suas ações polivalentes. Essas ações podem ser explicadas pela interdependência única das mesmas, quando efeitos aditivos, antagônicos e/ou sinérgicos ocorrem como resultado da interação de vários constituintes químicos ativos, em diversos sítios de ação, em diferentes órgãos e tecidos (Williamson, 2005).

Contudo, em muitos casos, os constituintes químicos responsáveis pelas atividades farmacológicas das plantas medicinais e/ou medicamentos fitoterápicos são desconhecidos e a complexidade dos constituintes presentes aumenta a possibilidade de ocorrer interações quando fármacos são utilizados concomitantemente (Fugh-Berman & Ernst., 2001; Mills et al., 2005).

As interações entre fármacos e os componentes químicos presentes nas plantas medicinais e nos medicamentos fitoterápicos podem causar alterações nas concentrações plasmáticas dos fármacos e, conseqüentemente, mudanças nos seus perfis de eficácia e/ou segurança.

Essas interações podem ser classificadas em farmacocinéticas e farmacodinâmicas. No primeiro caso, os processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção do fármaco, podem ser afetados, resultando em ampliação ou redução dos efeitos esperados. A maioria dos fármacos tem seus efeitos terapêuticos explicados através da ligação a receptores específicos.

A administração concomitante de fármacos e plantas medicinais e/ou medicamentos fitoterápicos pode alterar os níveis de resposta a esses receptores, provocando a ampliação ou redução do efeito farmacológico esperado, devido ao sinergismo ou antagonismo, respectivamente (Fugh-Berman, 2000; Izzo & Ernst, 2001).

As plantas medicinais e os medicamentos fitoterápicos são amplamente utilizados no Brasil como alternativa terapêutica, principalmente por aqueles que estão em tratamento de doenças crônicas com outros medicamentos. Nesse sentido, o objetivo desse artigo foi realizar um levantamento bibliográfico sobre as principais interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos elaborados à base de ginkgo ( Ginkgo biloba L.) e ginseng ( Panax ginseng C.A.

Mey. e Panax quinquefolius L.), contribuindo, juntamente com outras publicações nacionais (Cordeiro et al., 2005), para a divulgação e prevenção de tais interações. METODOLOGIA De acordo com a literatura, ginkgo e ginseng são plantas utilizadas para a elaboração de medicamentos fitoterápicos amplamente utilizados na Europa, EUA (Blumenthal et al., 2006; van den Bout-van den Beukel et al., 2006) e em todo o território nacional (Cordeiro et al., 2005).

  1. Realizou-se um levantamento bibliográfico para a busca de informações sobre as possíveis interações do ginkgo ou ginseng com determinados fármacos.
  2. Para isso, foram utilizadas as bases de dados MEDLINE e COCHRANE COLLABORATION, utilizando-se como palavras-chaves os binômios científicos ” Ginkgo biloba “, ” Panax ginseng ” e ” Panax quinquefolius “, sem restrição de data, idioma e tipo de publicação e indexados até agosto de 2006.

Essas bases de dados foram utilizadas para a localização dos estudos pré-clínicos, que foram realizados para elucidar os mecanismos envolvidos nas possíveis interações medicamentosas, além de relatos de casos, ensaios clínicos e revisões sistemáticas e/ou meta-análises, realizados para avaliar a segurança dos medicamentos fitoterápicos elaborados com as plantas medicinais em questão.

Além disso, foram realizadas buscas manuais de ensaios clínicos nas listas de referências de livros especializados e/ou de artigos já localizados. RESULTADOS Os resultados da pesquisa bibliográfica realizada sobre as possíveis interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos elaborados com ginkgo ( Ginkgo biloba L.) e ginseng ( Panax ginseng C.A.

Mey. e Panax quinquefolius L.) estão apresentados nas Tabelas 1 e 2, respectivamente. DISCUSSÃO Ginkgo Os extratos secos padronizados de Ginkgo biloba, principalmente o EGb 761 e o LI 1370, são utilizados para a elaboração de medicamentos fitoterápicos (Hillebrand & Oliveira, 2004). De acordo com os resultados dos ensaios clínicos randomizados, duplos-cegos e controlados, esses medicamentos são eficazes no tratamento da claudicação intermitente (Pittler & Ernst, 2000; Jacoby& Mohler, 2004) e da insuficiência cerebral (doença caracterizada por sintomas típicos, tais como dificuldades de concentração e memória, confusão, indisposição, cansaço, redução da performance física, ansiedade, tontura, zumbido e cefaléia) (Gerhardt et al., 1990; Kleijnen & Knipschild, 1992; Hopfenmüller, 1994), podendo constituir uma alternativa terapêutica para o tratamento de demências do tipo Alzheimer e multi-infarto (Oken et al., 1998; Rogers et al., 1998; Wettstein, 2000; Le Bars et al., 2002; Schulz, 2003) e do zumbido (Ernst & Stevinson, 1999; Drew & Davies, 2001; Morgenstern & Biermann, 2002; Rejali et al., 2004; Smith et al., 2005).

Os constituintes químicos considerados ativos do ginkgo são os flavonóides (glicosídeos de quercetina, canferol e isoramnetina) e as lactonas terpênicas (ginkgolídeos e bilobalídeo) (DeFeudis, 1998). A Comissão E alemã afirma que não há interações de relevância clínica entre medicamentos fitoterápicos elaborados com ginkgo e fármacos (Blumenthal et al., 2000).

No entanto, existem vários relatos de casos sobre suas prováveis interações com fármacos anticoagulantes orais, antiplaquetários, antiinflamatórios não-esteroidais, anticonvulsivantes, antidepressivos, anti-hipertensivos e antiulcerosos ( Tabela 1 ).

Após a tabela, tais interações estão descritas em maiores detalhes, finalizando com algumas considerações relativas aos dados encontrados na literatura. Anticoagulantes orais e antiplaquetários O uso concomitante de medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo com anticoagulantes e/ou antiplaquetários pode aumentar o risco de complicações hemorrágicas, já que estes medicamentos aumentam a fluidez sangüínea (DeFeudis, 1998).

Um paciente de 78 anos desenvolveu hemorragia intracerebral após uso concomitante de varfarina e de um medicamento fitoterápico à base de ginkgo (Matthews, 1998; Lambrecht et al., 2000). Um caso de hifema espontâneo, hematoma subfrênico e hemorragia vítreos foi relatado após o uso concomitante de ácido acetilsalicílico e ginkgo (Rosenblatt & Mindel, 1997).

  • Recentemente, foi publicado o relato do caso de uma mulher de 77 anos, que teve sangramento pós-operatório persistente e que ingeria, concomitantemente, um medicamento elaborado com ginkgo para o tratamento de deficiência cognitiva e ácido acetilsalicílico.
  • Este quadro clínico foi controlado após a interrupção do tratamento com o medicamento fitoterápico (Bebbington et al., 2005).

Antiinflamatórios não-esteroidais Há um relato de caso de hemorragia cerebral fatal ocorrido em um homem idoso, após o uso do ginkgo durante mais de dois anos para o tratamento de tonturas ocasionais, e ibuprofeno, durante quatro semanas, para o tratamento da osteoartrite.

Neste caso, o paciente não apresentava, aparentemente, fator de risco para o sangramento intracraniano. Tal associação pode aumentar a incidência de sangramentos, provavelmente pela inibição do tromboxano A 2, que é um componente da cascata de coagulação (Meisel et al., 2003). Recentemente, foram relatados dois casos de hemorragia cerebral em pacientes idosos e portadores da doença de Alzheimer tratados com extratos de ginkgo e ácido acetilsalicílico, durante aproximadamente dois anos.

Nos dois casos, o quadro clínico foi recuperado após a suspensão do antiinflamatório (Varona & Morales, 2005). Estes casos podem ser explicados pelo fato de que os ginkgolídeos A e B, presente no ginkgo, é um inibidor do fator de agregação plaquetária (Prehn & Krieglstein, 1993).

Além disso, o uso concomitante de preparações contendo ginkgo com outros atiinflamatórios não-esteroidais pode potencializar os riscos de sangramentos gastrointestinais (Micromedex, 2005). Anti-hipertensivos O uso concomitante de medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo e nifedipina (antagonista dos canais de cálcio) pode aumentar a freqüência de efeitos adversos desse anti-hipertensivo, tais como cefaléia, rubor e edema de tornozelo (Micromedex, 2005).

De acordo com um ensaio clínico aberto, o uso do extrato de ginkgo provocou um aumento médio na concentração plasmática da nifedipina de, aproximadamente, 29% após 30 min da sua administração (Smith et al., 2001). O provável mecanismo de interação é a inibição da isoforma CYP3A4 do sistema enzimático citocromo P450 pelos componentes químicos do ginkgo (Micromedex, 2005).

Em outro ensaio clínico randomizado realizado com oito voluntários saudáveis, verificou-se que a concentração plasmática máxima da nifedipina em dois voluntários foi duplicada após o seu uso concomitante com um medicamento fitoterápico elaborado com ginkgo, provocando cefaléia intensa, desmaio, rubor intenso e taquicardia (Yoshioka et al., 2004).

Antiulcerosos O omeprazol é um fármaco utilizado no tratamento da úlcera péptica e do refluxo gastroesofágico, sendo que a sua metabolização ocorre, principalmente, via isoforma CYP2C19 do sistema hepático P450. Através de um ensaio clínico randomizado conduzido com 18 voluntários sadios, verificou-se que o ginkgo, quando administrado concomitantemente com este fármaco, reduziu a biodisponibilidade do mesmo e aumentou a concentração plasmática do seu metabólito ativo, denominado 5-hidróxiomeprazol.

  1. Esse resultado indica que o ginkgo pode induzir a isoforma CYP2C19 e, com isso, reduzir a concentração plasmática do omeprazol (Yin et al., 2004).
  2. Anticonvulsivantes O uso de medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo pode reduzir a eficácia dos anticonvulsivantes.
  3. Há um relato de dois pacientes, com epilepsia previamente bem controlada com valproato de sódio, que apresentaram crises epilépticas após a ingestão de um medicamento à base de extrato de ginkgo, cuja elaboração não foi detalhada pelos autores.

As crises foram controladas após a suspensão do tratamento com o medicamento fitoterápico (Granger, 2001). Antipsicóticos A associação de medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo pode aumentar a atividade do haloperidol e da olanzapina, provavelmente, devido ao efeito antioxidante do ginkgo.

Esta interação foi estudada em quatro ensaios clínicos que verificaram o aumento da atividade terapêutica do haloperidol (0,25 mg/kg/dia) (Zhou et al., 1999; Zhang et al., 2001a,b) e da olanzapina (5 a 20 mg/dia) (Atmaca et al., 2005), em portadores de esquizofrenia. Dois destes estudos verificaram a redução dos níveis plasmáticos da enzima superóxido dismutase (Zhou et al., 1999; Zhang et al., 2001a) e um terceiro estudo verificou, além da redução da superóxido dismutase, a redução da catalase (Atmaca et al., 2005), sugerindo que o ginkgo seqüestra os radicais livres produzidos pela atividade hiperdopaminérgica, característica nos casos de esquizofrenia.

Ansiolíticos Um ensaio clínico avaliou a possível alteração da atividade das isoformas CYP 2D6 e 3A4 do citocromo P450 hepático, após o tratamento com o extrato de ginkgo (EGB 761), em 12 voluntários saudáveis. Para isso, foram administrados fármacos metabolizados por tais isoformas (dextrometorfano e alprazolam, respectivamente), juntamente com 240 mg/dia do medicamento fitoterápico, durante 14 dias.

Verificou-se que o extrato de ginkgo não modificou a farmacocinética do dextrometorfano, indicando que não há alteração da isoforma CYP 2D6. Apesar da redução em 17% na área sobre a curva concentração versus efeito do alprazolam, o extrato de ginkgo também não apresentou interação com a isoforma CYP 3A4 (Markowitz et al., 2003).

Antidepressivos Está descrito na literatura o relato do caso de um paciente com doença de Alzheimer, que entrou em coma após o uso de um medicamento fitoterápico à base de ginkgo e de trazodona (antidepressivo atípico), que foi revertido com a administração de flumazenil.

  1. Essa interação pode ser explicada pelo fato de que os flavonóides presentes no ginkgo podem aumentar a atividade gabaérgica, devido ao efeito direto nos receptores benzodiazepínicos (Sasaki et al., 1999).
  2. Além disso, o ginkgo pode aumentar a atividade da isoforma CYP3A4 do sistema microssomal P450, elevando a concentração plasmática do metabólito ativo da trazodona (Galluzzi et al., 2000).

A disfunção sexual é um efeito adverso comum dos antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. Alguns estudos mostraram que medicamentos elaborados com Ginkgo biloba podem contribuir para a redução de tais efeitos adversos, principalmente, porque o ginkgo pode aumentar a liberação de óxido nítrico na musculatura peniana (Cohen & Bartlik, 1998; Kang et al., 2002; Wheatley, 2004).

  1. Porém, os resultados foram contraditórios e sem significância estatística e clínica devido aos graves problemas metodológicos apresentados nestes estudos, tais como a falta de grupos controle, o emprego de extratos não padronizados, a heterogeneidade das amostras, entre outros.
  2. Em suma, os estudos disponíveis sugerem uma potencial interação entre os medicamentos fitoterápicos elaborados com ginkgo e anticoagulantes orais, antiplaquetários e com fármacos metabolizados pelo sistema P450 CYP3A4.

Portanto, deve-se monitorar o tempo de pró-trombina em pacientes tratados com ginkgo e varfarina, e acompanhar clinicamente aqueles que ingerem ginkgo, concomitantemente com ácido acetilsalicílico, alprazolam e trazodona. Como os antineoplásicos são metabolizados, principalmente, pelas isoformas CYP3A4, deve-se evitar sua utilização concomitante com o ginkgo (Sparreboom et al., 2004).

Ginseng Muitas preparações à base de ginseng disponíveis comercialmente apresentam outros constituintes químicos na formulação, impedindo uma avaliação precisa da eficácia e da segurança desta planta presente nesses medicamentos. Os ensaios clínicos randomizados, duplos-cegos e controlados mostraram que o extrato seco de Panax ginseng G115 pode ser uma alternativa terapêutica na melhora da performance física, psicomotora e cognitiva, e também como imunomodulador (Vogler et al., 1999; Bucci, 2000; Coleman et al., 2003).

Os seus constituintes químicos considerados ativos são as saponinas triterpênicas tetracíclicas e pentacíclicas (Liu & Xiao, 1992). Um estudo in vitro mostrou que as saponinas do ginseng inibiram, de maneira concentração-dependente, a atividade do citocromo P450 dos microssomos hepáticos isolados de ratos.

  1. O efeito inibitório foi evidente na oxidação do p -nitrofenol mediada pela CYP2E1 e na N-metilação da eritromicina mediada pela CYP3A (Kim et al., 1997).
  2. Porém, os efeitos do ginseng sobre esse sistema metabolizador de xenobióticos, em humanos, ainda não foram totalmente elucidados (Ionnides, 2002).
  3. Outros pesquisadores mostraram que o ginseng não provoca efeitos relevantes sobre o metabolismo de fármacos mediado pelo sistema CYP, em humanos, apresentando menor probabilidade de causar interações farmacocinéticas do que outras espécies vegetais (Gurley et al., 2005).

Alguns relatos de interações envolvendo medicamentos fitoterápicos à base de ginseng e outros fármacos já foram publicados e estão apresentados na Tabela 2. Após a tabela, tais interações estão descritas em maiores detalhes, finalizando com algumas considerações relativas aos dados encontrados na literatura.

Antidepressivos Foram relatados dois casos de interações medicamentosas entre fenelzina (antidepressivo da classe dos inibidores da enzima monoamina oxidase) e medicamentos fitoterápicos elaborados com ginseng. No primeiro caso, uma mulher de 64 anos apresentou cefaléia, insônia e tremores após utilizar um produto à base de ginseng, ginseng na forma de chá e fenelzina.

Três anos depois, quando ainda utilizava fenelzina, apresentou os mesmos sintomas, após utilizar cápsulas de ginseng (Shader & Greenblatt, 1985). Os autores não relataram o desfecho do caso, mas relacionaram o aparecimento desses efeitos devido a interação entre o produto contendo ginseng e a fenelzina (Shader & Greenblatt, 1988).

  • No segundo caso, uma mulher de 42 anos, com depressão, sem história familiar de mania e/ou doenças psiquiátricas, iniciou um tratamento com fenelzina (45 mg/dia) e uma preparação à base de ginseng.
  • Inicialmente, obteve redução dos sintomas da depressão, mas posteriormente, apresentou sintomas de mania, insônia, irritabilidade, cefaléia e alucinações e, por isso, suspendeu os medicamentos antidepressivos.

Como houve o aparecimento dos sintomas da depressão, retomou o tratamento com a fenelzina, sem suspender a preparação à base de ginseng e, novamente, apresentou episódios de cefaléia. Os autores relacionaram o aparecimento desses sintomas devido a uma possível interação entre a fenelzina e o ginseng (Jones & Runikis, 1987).

  1. O mecanismo envolvido nesta interação ainda é desconhecido, mas pode estar relacionado com a atividade do ginseng sobre o sistema nervoso central.
  2. Anticoagulantes orais Foi relatada a possível interação entre um medicamento fitoterápico à base de P.
  3. Ginseng e varfarina (Janetzky & Morreale, 1997).
  4. Neste caso, uma mulher de 47 anos, que tinha uma válvula mecânica na aorta, tratava-se com varfarina (5 mg/dia) há sete anos como anticoagulante, e iniciou o uso de três cápsulas diárias do medicamento fitoterápico.

O tempo de pró-trombina, que esteve normal nos últimos nove meses, declinou para 1,5 (normal: 2,5 a 3,5), após duas semanas do início do tratamento com o ginseng. Esse valor retornou ao normal após a suspensão do medicamento fitoterápico, sugerindo uma interação entre os ginsenosídeos e a varfarina.

Como estudos em animais não mostraram interferência do ginseng sobre a farmacodinâmica e a farmacocinética da varfarina (Zhu et al., 1999), o significado clínico desse caso não pôde ser estabelecido (Coon & Ernst, 2002). Com base nestes relatos de casos, foram conduzidos três ensaios clínicos para avaliar a possível interação entre P.

ginseng e varfarina em voluntários jovens. Dois ensaios clínicos mostraram que o ginseng não altera a farmacocinética e a farmacodinâmica da varfarina (Jiang et al., 2004; 2005); porém, o outro estudo mostrou redução no efeito anticoagulante da varfarina, quando a mesma foi administrada juntamente com o ginseng (Yuan et al., 2004).

  • Como os resultados destes estudos foram contraditórios, recomenda-se a monitoração do paciente, devido a possível redução da eficácia dos anticoagulantes orais pelos medicamentos fitoterápicos à base de ginseng (Plotnikoff et al., 2004; Cheng, 2005; Micromedex, 2006).
  • Estrogênios O uso concomitante de medicamentos fitoterápicos à base de ginseng e estrogênios pode provocar efeitos adversos advindos do aumento da atividade estrogênica, tais como mastalgia e sangramento menstrual excessivo.

Alguns relatos de casos sugerem que o ginseng possui atividade semelhante aos hormônios estrogênicos (Palmer et al., 1978; Punnonen & Lukola, 1980; Greenspan, 1983). Devido a esse possível efeito estrogênico, deve-se evitar o uso de medicamentos à base de ginseng em pacientes com câncer de mama, sangramento vaginal anormal não diagnosticado, tromboflebite ativa, distúrbios tromboembólicos e em gestantes (Micromedex, 2006).

Anti-hipertensivos Um ensaio clínico conduzido com 22 voluntários saudáveis avaliou a possível interação do uso concomitante de um medicamento à base de ginseng e nifedipina (vasodilatador antagonista dos canais de cálcio). Durante 18 dias, um grupo foi tratado com 200 mg/dia de um medicamento à base de ginseng e uma dose única de nifedipina (10 mg), enquanto o grupo controle foi tratado somente com a nifedipina.

Após 30 min, observou-se um aumento de 53% na concentração plasmática da nifedipina em relação ao grupo controle. Como conseqüência, verificou-se um aumento significativo nos efeitos adversos desse anti-hipertensivo, tais como cefaléia, constipação, edema de tornozelos e insuficiência cardíaca (Smith et al., 2001).

Há na literatura, o relato de um caso de uma mulher de 63 anos, portadora de glomerulonefrite membranosa e tratada com furosemida e ciclosporina, que foi hospitalizada com quadro de hipertensão e edema. Estas complicações ocorreram após 10 dias de tratamento com uma preparação contendo ginseng e germânio (mineral presente em suplementos alimentares para fortalecimento do sistema imunológico).

O quadro foi controlado após a administração intravenosa de 240 mg de furosemida e a suspensão da preparação à base de ginseng. Os autores relataram a possível interação entre o ginseng e a furosemida, mas a presença do germânio pode ter favorecido o aparecimento das complicações, principalmente, pelo fato de que o germânio, quando usado a longo prazo, pode provocar danos renais (Becker et al., 1996).

Hipoglicemiantes Alguns estudos sugerem que medicamentos fitoterápicos à base de Panax ginseng ou Panax quinquefolium podem provocar hipoglicemia em pacientes tratados com hipoglicemiantes orais (Vuksan et al., 2000a,b) e, também, podem reduzir a glicemia pós-prandial em indivíduos saudáveis (Vuksan et al., 2000b,c; Vuksan et al., 2001).

Os mecanismos desta possível interação medicamentosa ainda não foram elucidados, mas provavelmente, ocorre pelo fato de que, em estudos em animais, o ginseng aumentou a sensibilidade aos receptores da insulina (Ng & Yeung, 1985; Ohnishi et al., 1996) e, também, a sua secreção (Kimura et al., 1981).

Etanol Um estudo clínico aberto e não-randomizado, conduzido com voluntários saudáveis, mostrou uma redução de 30% na concentração plasmática do etanol, quando esse foi administrado juntamente com um extrato de ginseng (Lee et al., 1987). Esta interação pode ser explicada pelo fato de que os ginsenosídeos retardam o esvaziamento gástrico e induzem os sistemas enzimáticos que metabolizam o etanol e, também, a isoforma CYP2E1 (esta isoforma do citocromo P450 hepático é responsável pela metabolização do etanol, juntamente com as enzimas álcool e aldeído desidrogenase e catalase).

Vacinas Um ensaio clínico randomizado e multicêntrico avaliou a possível interferência do extrato G115 de ginseng sobre a eficácia de uma vacina polivalente para o tratamento do vírus influenza, em 227 voluntários. Verificou-se uma redução significativa nos sintomas característicos da gripe e, também, um aumento da atividade das células NK sangüíneas nos pacientes tratados com o medicamento fitoterápico (Scaglione et al., 1996).

Estes resultados podem ser explicados pelo fato de que o ginseng melhorou a resposta imunológica em animais de laboratório (Hu et al., 2003) Em suma, os estudos disponíveis sugerem uma potencial interação entre os medicamentos fitoterápicos elaborados com ginseng e antidepressivos inibidores da monoamino oxidade, anti-hipertensivos, contraceptivos à base de estrogênios e hipoglicemiantes orais.

Além disso, deve-se monitorar o tempo de pró-trombina nos usuários de ginseng e varfarina. CONCLUSÃO A utilização de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos tem aumentado nos últimos anos, principalmente, pelos portadores de doenças crônicas. Como as plantas medicinais e os medicamentos fitoterápicos são caracterizados por uma mistura complexa de componentes químicos e podem apresentar diversos mecanismos de ação, não há dúvidas de que, quando administrados concomitantemente, podem interagir com diversos fármacos, alterando os seus perfis de eficácia e segurança.

Neste estudo, verificou-se que as evidências disponíveis sobre a maioria das possíveis interações medicamentosas foram obtidas de estudos in vitro, in vivo ou de relatos de casos. Estes estudos, geralmente, apresentam diversas limitações. Apesar dos estudos in vitro e in vivo serem importantes para a elucidação dos mecanismos envolvidos na interação, geralmente, os seus resultados não podem ser extrapolados para os seres humanos (Ernst 2000a,b).

Apesar das informações presentes nos relatos de casos, na maioria das vezes, serem insuficientes, estas fontes de informação são importantes para aumentar as evidências sobre a segurança dos medicamentos fitoterápicos e estimular a condução de estudos clínicos controlados.

Mesmo assim, o número de relatos de casos ainda é reduzido, já que não há tradição dos médicos em relacionar os efeitos adversos a medicamentos com prováveis interações com plantas e/ou medicamentos fitoterápicos, dando a idéia, muitas vezes equivocada, de que estes produtos são totalmente seguros. Adicionalmente, muitos pacientes não informam aos profissionais da saúde de que são usuários da fitoterapia e, assim, os casos de interações medicamentosas não podem ser identificados (Hu et al., 2005).

No entanto, quando os mesmos chegam a ser identificados, geralmente, são registrados com informações insuficientes, dificultando a conclusão de que a interação foi provocada pelo medicamento fitoterápico e, mais dificilmente, estes relatos são publicados em revistas científicas especializadas.

Portanto, recomenda-se que os profissionais da área da saúde documentem os possíveis casos de interações entre medicamentos fitoterápicos e fármacos, contribuindo para aumentar as evidências sobre o perfil de segurança das mesmas. No caso de utilizar fármacos juntamente com tais medicamentos ou mesmo com plantas medicinais, recomenda-se aos usuários solicitar informações aos profissionais da área da saúde, para evitar riscos de interação medicamentosa e prejudicar o seu tratamento.

Recebido 8 Janeiro 2007; Aceito 10 Dezembro 2007

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Publicação nesta coleção 14 Abr 2008 Data do Fascículo Mar 2008

Aceito 10 Dez 2007 Recebido 08 Jan 2007

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Quem está na menopausa pode tomar ginseng?

Continua após publicidade O ginseng já desperta a atenção da ciência há algum tempo (Foto: Alex Silva/SAÚDE é Vital) Continua após publicidade O ginseng foi a primeira planta a ter o princípio de ação plenamente descrito pela ciência, lá pelos anos 1970. Na época, os cientistas observaram que ele aumentava o calibre dos vasos sanguíneos.

Hoje, sabe-se que também potencializa a produção de energia do organismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece as propriedades restauradoras e estimulantes das moléculas que, na verdade, formam o sistema de defesa da planta. Ela é usada principalmente para combater fadiga crônica, estresse e falta de concentração.

Só que o ginseng não deve ser usado por grávidas, por quem sofre de hipertensão, taquicardia ou está na menopausa. Outra coisa: não é indicado consumir mais do que 8 gramas de ginseng nem tomar por mais de dois meses seguidos. A planta interage com antidiabéticos, anticoagulantes e estimulantes.

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Quanto tempo posso tomar ginseng?

Recomenda-se em geral manter o tra- tamento por 4 a 8 semanas. Utilizar por no máximo 3 meses. ADVERTÊNCIAS ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA OU DO CIRURGIÃO-DENTISTA. Hipertensos agudos devem tomar precauções, pois o Ginseng pode elevar a pressão.

Pode tomar o ginseng em jejum?

Pode tomar o ginseng em jejum? Tome 1 xícara pela manhã, em jejum, e outra à tarde.

Para que serve ginseng em cápsula?

Descrição – GINSENG COREANO 300mg Conhecido como Panax ginseng, o Ginseng Coreano é originário da região da China, sendo utilizada há mais de 3000 anos como uma planta estimulante, reconstituinte, geradora de vitalidade, conhecido como elixir da longa vida.

Está indicado com estimulante e relaxante do sistema nervoso central, estimula o vigor muscular; ajuda o corpo a suportar a pressão do dia a dia,antiagregante, antioxidante e melhora estados de debilidade tais como: após uma doença ou na velhice, aumentar o vigor, bem como para melhorar a resposta do corpo ao estresse, aumentando as capacidades físicas e cognitivas.

“Venda sob prescrição de profissional habilitado, podendo este ser o nosso farmacêutico de acordo com a Resolução 586/2013 do Conselho de Farmácia. Consulte-o!” INDICAÇÃO – Estimulante do sistema nervoso central; – Estimula o vigor muscular; – Aumenta a disposição; – Aumenta as capacidades físicas e cognitivas.

COMPOSIÇÃO Ginseng 300mg POSOLOGIA Tomar 1 cápsula ao dia pela manhã. VALIDADE 6 meses. ADVERTÊNCIAS 1. Nunca compre medicamento sem orientação de um profissional habilitado.2. Imagens meramente ilustrativas.3. Pessoas com hipersensibilidade à substância não devem ingerir o produto.4. Em caso de hipersensibilidade ao produto, recomenda-se descontinuar o uso e consultar o médico.5.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido.6. Manter em temperatura ambiente (15 a 30ºC). Proteger da luz, do calor e da umidade. Nestas condições, o medicamento se manterá próprio para o consumo, respeitando o prazo de validade indicado na embalagem.7.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.8. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.9. Este medicamento não deve ser utilizado por menores de 18 anos sem orientação médica.10. Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientação médica.11.

O uso do medicamento durante o período de amamentação também não é recomendado.12. O uso contínuo deste fármaco pode originar a “síndrome de abuso do ginseng”, com efeitos idênticos aos causados pelo emprego de corticosteróides tais como nervosismo, agitação, insónia, hipertensão arterial, urticária e diarreia matinal.13.

  1. Não se deve utilizar Ginseng no curso de enfermidades agudas, trombose coronária, doenças cardíacas severas e hemorragias, em pacientes com hipersensibilidade nervosa, esquizofrenia, histeria.14.
  2. Deverá tomar alguns cuidados em caso de hipertensão arterial, terapias estrogênicas e diabetes.
  3. REFERÊNCIAS 1.

ALONSO, J.R., Tratado de Fitomedicina.Isis Ediciones.1998.2. FERNANDES, A.V.F. Ginseng (Panax ginseng).2011. Tese de Doutorado.,3. POLUNIN, M.; ROBBINS, C., A Farmácia Natural. Editora Civilização.1992.4. PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES (CD-ROM).3º edição.1998.5.

Quem toma ginseng pode beber?

Evite a ingestão de bebidas alcoólica quando estiver em processo de tratamento com Ginseng Indiano.

Quem tem arritmia cardíaca pode tomar ginseng?

O uso de Panax ginseng em pacientes com alterações cardíacas importantes deve ser evitado, e o uso em pessoas com alterações leves e moderadas da pressão arterial deve ser feito sob orientação médica. O Panax ginseng só deve ser administrado por no máximo três meses.

Para que serve o ginseng para emagrecer?

O ginseng ajuda a emagrecer devido ao aumento do metabolismo, redução da absorção de gorduras e carboidratos, melhora da sensibilidade à insulina, redução da inflamação e do estresse oxidativo, condições relacionadas ao sobrepeso e à obesidade.

Como o ginseng age no cérebro?

Ginseng: o que é, para que serve e como consumir Especialista consultado Nutrologia CRM 78392/SP Clínico geral e nutrólogo, diretor da clínica Dr. Roberto Navarro. Formado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz. i Escrito por Redação MinhaVida Redatora especializada na cobertura de temas sobre alimentação e universo fitness. Ginseng é uma planta medicinal cuja raiz é a parte mais consumida. Existem vários subtipos desta planta, sendo que a principal é o panax ginseng,

  • O alimento é bom para a saúde do coração, o cérebro, tem ação anti-inflamatória, diminui o e reduz a,
  • O ginseng conta com vitaminas B1, B2 e B3, que agem no metabolismo da glicose, dos ácidos graxos e aminoácidos.
  • A vitamina B12, importante para a formação das células vermelhas do sangue e desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso, também está presente.

A planta, tanto a raiz quanto o caule, também possui ferro, que previne, cobalto, magnésio e cobre, que ajuda na absorção do ferro. Apesar de ter todos esses nutrientes, o ginseng se destaca pela presença de saponinas que contam com um forte efeito anti-inflamatório – isto porque elas diminuem as chamadas citocinas pró-inflamatórias, bloqueando parte de sua ação que causa inflamação.

  • Bom para o coração
  • Bom para o cérebro
  • Ação anti-inflamatória
  • Diminui o estresse
  • Reduz a fadiga.

Bom para o coração: O ginseng é benéfico para o coração de diversas formas. Sua ação anti-inflamatória previne a aterosclerose, distúrbio que ocorre quando há o acúmulo de gordura, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias que formam placas.

  • Ação anti-inflamatória: Quando há inflamação devido à produção de citocinas pró-inflamatórias, que acontece em casos de e, o ginseng age combatendo este sintoma.
  • Diminui o estresse: O ginseng age sobre a glândula suprarrenal que estimula a produzir o, principal hormônio do estresse.
  • Reduz a fadiga: O ginseng reduz a fadiga ao estimular o sistema nervoso central, regulando ou aumentando as funções cerebrais.
  • Bom para pacientes com câncer: Alguns estudos preliminares realizados em animais observou que em casos de, o consumo de ginseng melhora a qualidade do sono e o apetite do paciente.

Apesar do caule também conter saponinas, a parte do ginseng que normalmente é ingerida é a raiz, Ela pode ser consumida nas formas de pó, extrato, capsula e tintura. O pó pode ser adicionado em sucos, sopas e em outros alimentos.

  1. Ginseng ajuda a diminuir o estresse – Foto: Getty Images

A quantidade recomendada de pó de ginseng é entre cinco e dez gramas, Quem for ingerir a raiz em si, deve ficar entre um e dois gramas, Como o ginseng interage com medicamentos antidepressivos, anticoagulantes e para, pessoas que ingerem qualquer um desses remédios deve evitar o consumo da planta.

  • Nutrólogo Roberto Navarro
  • Nutrólogo e homeopata Silvio Laganá de Andrade, diretor da Clínica Aspin.

: Ginseng: o que é, para que serve e como consumir

Pode tomar Maca peruana e ginseng juntos?

Descrição – Maca Peruana + Ginseng são dois poderosos ingredientes juntos, resultando em uma fórmula potente que oferece diversos benefícios para a saúde física, mental e sexual, como aumento de desejo sexual, melhora do índice de fertilidade e o desempenho sexual, auxiliando no tratamento da ejaculação precoce.

Além disso, colabora para o aumento de energia e ganho de massa muscular, sendo um ótimo suplemento para treinos. Também atua no aumento da qualidade do sono e do bem estar, na melhora na capacidade de concentração, no aumento na velocidade de raciocínio, estimula o sistema nervoso melhorando o estresse, reforça o sistema imunológico, no controle da diabetes e do colesterol alto e auxilia na saúde do coração.

Tomar 3 cápsulas ao dia, preferencialmente antes das principais refeições.

Qual é a contra indicação do ginseng?

Para quem é contra indicado o Ginseng? – Como o ginseng interage com medicamentos antidepressivos, anticoagulantes e para ansiedade, pessoas que ingerem qualquer um desses remédios deve evitar o consumo da planta. Hemofílicos, crianças, gestantes e lactantes também devem evitar o consumo de ginseng.

Quais são os efeitos colaterais do ginseng?

Doença O ginseng costuma vir de duas espécies diferentes de plantas: o ginseng americano e o ginseng asiático. O ginseng americano é mais leve que o ginseng asiático. O ginseng encontra-se disponível sob várias formas: raízes frescas e secas, extratos, soluções, cápsulas, comprimidos, cosméticos, bebidas e infusões.

Os componentes ativos do ginseng são os panaxanos no ginseng americano e os ginsenosídeos no ginseng asiático. O ginseng siberiano não é o ginseng verdadeiro e contém diferentes componentes ativos. Os produtos de ginseng variam consideravelmente no que diz respeito à qualidade. Muitos contêm pouco ou nenhum princípio ativo detectável.

Em pouquíssimos casos, alguns produtos de ginseng provenientes da Ásia foram misturados propositadamente com raiz de mandrágora ou com fenilbutazona ou aminopirina, fármacos que foram retirados do mercado nos Estados Unidos por causarem efeitos colaterais inaceitáveis Não há evidência convincente de que o ginseng de fato melhora o desempenho mental em pessoas saudáveis ou em pessoas diagnosticadas com demência.

  1. Um estudo mostrou que o ginseng não previne resfriados, mas encurta sua duração.
  2. Em outro estudo de grande porte, mas breve, o ginseng melhorou a qualidade de vida, de acordo com um relatório subjetivo.
  3. No entanto, é difícil avaliar a qualidade de vida (e alguns outros possíveis efeitos do ginseng, como a energia), porque ela é tão subjetiva.

Em um estudo realizado com pessoas com diabetes, o ginseng reduziu os níveis de glicose no sangue e causou uma melhora no humor e na energia. Algumas evidências preliminares sugerem que o ginseng americano pode ajudar a aliviar as infecções das vias respiratórias.

O ginseng tem um registro de segurança relativamente bom. No entanto, algumas autoridades recomendam limitar o uso do ginseng a três meses, por causa do possível desenvolvimento de efeitos colaterais. Os efeitos colaterais mais frequentes são o nervosismo e a excitação, com tendência a diminuir depois dos primeiros dias.

É possível que ocorra uma redução na capacidade de concentração e nos níveis de glicose no sangue, que podem chegar a valores muito baixos (hipoglicemia). Outros efeitos colaterais podem incluir dor de cabeça, reações alérgicas e problemas do sono e digestivos, sensibilidade na mama e irregularidades menstruais.

  • Uma vez que o ginseng tem um efeito semelhante ao do estrogênio, nem gestantes ou lactantes nem crianças devem tomá-lo.
  • Efeitos colaterais mais graves, como, por exemplo, crise de asma, hipertensão arterial, palpitações ou risco de arritmia cardíaca e hemorragia uterina no caso de mulheres na pós-menopausa foram relatados em algumas ocasiões.

Para muitas pessoas, o sabor do ginseng é desagradável. O ginseng pode interagir com medicamentos que previnem a formação de coágulos, aspirina ou outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides, digoxina, terapia de reposição de estrogênio, inibidores da monoamina oxidase (IMAO, usados para tratar a depressão) e com medicamentos que diminuem os níveis de glicose no sangue (medicamentos anti-hiperglicêmicos, usados para tratar o diabetes).

  • O ginseng também pode aumentar as concentrações séricas de determinados medicamentos.
  • Por exemplo, o ginseng pode aumentar os níveis de imatinibe (usado para tratar a leucemia) e de raltegravir (usado para tratar o HIV), causando toxicidade hepática.
  • Arritmias podem ocorrer caso o ginseng seja combinado com determinados medicamentos que afetam o ritmo cardíaco, como, por exemplo, a amiodarona ou a tioridazina.

O ginseng não é recomendado porque não oferece nenhum benefício comprovado à saúde e tem algum risco de causar efeitos colaterais significativos e interações medicamentosas. Gestantes e lactantes não devem tomar ginseng. OBS.: Esta é a versão para o consumidor. Direitos autorais © 2023 Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA e suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Quantos comprimidos de ginseng devo tomar?

Panax ginseng + Associação é indicado para: –

Manifestações de caráter involutivo, tais como: diminuição do rendimento físico e mental, estados de fadiga e esgotamento, distúrbios da memória, diminuição da capacidade de concentração, envelhecimento precoce; Estados de carência ou deficiência de vitaminas ; Convalescenças; Situações de estresse ; Como tratamento coadjuvante nas hiperlipidemias e arteriosclerose; Nos estados de desnutrição ; No climatério feminino ou masculino.

Panax ginseng + Associação é contraindicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade a quaisquer dos componentes de sua fórmula. Panax ginseng + Associação é contraindicado durante a gravidez e a lactação, e em casos de hipertensão aguda. A dose recomendada é de um comprimido ao dia ou a critério médico.

  1. A dose máxima diária não deverá ultrapassar 2 comprimidos.
  2. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
  3. Nas pessoas hipersensíveis, as saponinas do ginseng podem agir como hiperestimulantes, provocando insônia,
  4. Neste caso, tomar o medicamento logo ao levantar.
  5. Além disso, pode causar hipertensão ou hipotensão,

A apresentação em comprimidos revestidos elimina o sabor desagradável, característico do ginseng que, entretanto, pode assim mesmo ser percebido por pessoas mais sensíveis. Nesse caso, tomar a medicação juntamente com uma refeição para mascarar o sabor referido.

O uso do ginseng em doses acima de 3 g por dia pode causar a síndrome do abuso do ginseng, caracterizada por hipertensão, nervosismo, insônia, erupções na pele e diarréia quando da abstinência da droga. Pacientes mais sensíveis quando submetidos ao tratamento com sais de ferro podem, ocasionalmente, apresentar distúrbios gastrintestinais, tais como: Náuseas, vômitos, diarréias, dores abdominais, úlcera péptica e/ou constipação intestinal.

Nesses pacientes, a redução da dose diária ou a administração imediatamente após as refeições minimiza esses possíveis efeitos. Reações alérgicas têm sido raramente reportadas após o uso oral do ácido fólico, Após o uso de nicotinamida, pode ocorrer em percentuais bastante reduzidos, reação caracterizada por náusea, vômito, diarréia, constipação, sensação de calor e rubor na face.

  1. Os efeitos psicoativos causados pelo ginseng podem ser potencializados quando Panax ginseng + Associação for administrado concomitantemente com inibidores da monoaminoxidase (exemplo: fenelzina).
  2. O uso concomitante de Panax ginseng + Associação com cafeína pode causar hiperexcitabilidade.
  3. Panax ginseng + Associação pode reduzir a eficácia da varfarina devido à presença do ginseng quando forem administrados concomitantemente.

A ingestão concomitante de ácido ascórbico com antiácidos contendo alumínio, pode proporcionar uma maior absorção deste componente do antiácido, determinando aumento dos níveis sanguíneos do mesmo. A administração concomitante com ácido acetilsalicílico resulta em uma redução da absorção do ácido ascórbico em cerca de um terço.

  • A absorção da cianocobalamina é diminuída quando a mesma é adminsitrada concomitantemente com cimetidina e outros inibidores de H2 por similaridade.
  • A nicotinamida eleva os níveis da carbamazepina, causando moderados efeitos neurológicos, tais como: ataxia, nistagmo e diplopia.
  • A administração concomitante de nicotinamida e carbamazepina pode ocasionar vômitos também.

A nicotinamida associada ao ácido acetilsalicílico pode desencadear rash cutâneo e eritema facial. O fumarato ferroso quando administrado concomitantemente com tetraciclina, diminui a ação deste antibiótico, A administração concomitante com antiácidos pode causar diminuição da absorção do ferro.

O ginseng pode diminuir os níveis de glicose sérica, interferindo assim na manutenção de níveis estáveis de glicemia. O ginseng pode causar também leve aumento na pressão arterial, interferindo no controle pressórico do paciente hipertenso. Panax ginseng + Associação deve ser usado com cautela em pacientes hiperativos, e que estejam usando estimulantes como a cafeína.

O ácido ascórbico pode proporcionar um aumento da formação de cristais urinários. Portanto, os pacientes com deficiência de filtragem renal deverão evitar uma possível nefrolitíase. O ácido ascórbico foi associado à hemólise em pessoas com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

Pode ocorrer aumento dos níveis glicêmicos em tratamentos prolongados e em altas doses. A deficiência de cianocobalamina poderá mascarar a deficiência de ácido fólico e vice-versa. Quando as concentrações da cianocobalamina são inadequadas, ocorre uma alteração no metiltetraidrofolato, causando deficiência funcional do ácido fólico intracelular, determinando a deficiência da cianocobalamina.

Categoria de risco na gravidez: B Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Panax ginseng + Associação é contra-indicado para o tratamento pediátrico.

Como tomar ginseng em pó com água?

Receitas com ginseng – É possível adicionar uma colher (sopa) de ginseng em pó em smoothies, sucos arroz, sopas etc., assim como usar a erva in natura para fazer chás (2,5 g em 100 ml de água até 4 vezes ao dia). No entanto, o princípio ativo tem maior disponibilidade quando usado sob via oral, em cápsula, por atingir maior concentração.