O Que E Fibromialgia?

O que é fibromialgia é o que causa?

O que é fibromialgia? – Fibromialgia é uma doença reumatológica que afeta a musculatura causando dor. Por ser uma síndrome, essa dor está associada a outros sintomas, como fadiga, alterações do sono, distúrbios intestinais, depressão e ansiedade, Acomete 2% da população mundial e é mais frequente em mulheres.

O que a fibromialgia faz na pessoa?

O que é fibromialgia? – Fibromialgia é uma doença não articular e não inflamatória comum, mas mal compreendida e caracterizada por: dor generalizada, às vezes intensa; sensibilidade generalizada dos músculos, áreas ao redor de tendões e tecidos moles adjacentes; rigidez muscular; fadiga; confusão mental; transtorno do sono; e diversos outros sintomas somáticos.

A doença causa dores e desconfortos com duração superior a de 3 meses e que podem sumir e voltar de acordo com alguns gatilhos, como o estresse, o desenvolvimento de doenças ou o acontecimento de eventos traumáticos. Outra característica marcante desse problema é a sensibilidade exacerbada à dor. Alguns pesquisadores acham que isso acontece por conta do modo como as mensagens são enviadas ao cérebro, mas ainda são necessárias novas pesquisas para entender esse mecanismo.

A fibromialgia é comum, ocorrendo 7 vezes mais em mulheres, geralmente jovens ou de meia-idade, do que em homens, crianças ou adolescentes. Em virtude da diferença entre os sexos, às vezes ela é não é percebida em homens. Frequentemente, ocorre em pacientes com outras doenças reumáticas sistêmicas concomitantes não relacionadas, complicando assim o diagnóstico e o tratamento.

Qual é a parte do corpo que a fibromialgia ataca mais?

O que acontece no corpo do paciente com fibromialgia? A doença provoca dores por todo o corpo e pode causar grande impacto na qualidade de vida. Quase todo mundo já sentiu alguma vez na vida, mas o paciente com pode não só sentir dor nas costas, mas também nas pernas, nos ombros e em vários outras regiões do corpo simultaneamente.

As dores, geralmente, são acompanhadas de fadiga crônica e distúrbios do sono. Por conta dessas características, a fibromialgia é caracterizada como uma doença reumatológica, sem causa orgânica, inflamatória ou mecânica, em que o paciente sente dor crônica generalizada por mais de três meses. Dor intensa e difusa Toda dor funciona como um alarme de incêndio – ela indica que determinada região do organismo não está funcionando bem.

Na fibromialgia esse alarme dispara sem necessidade e ativa todo o sistema nervoso, fazendo a pessoa sentir ainda mais dor. Dessa maneira, nervos, medula e cérebro tornam os estímulos dolorosos ainda mais intensos. Isso significa que, além das dores provocadas pela própria condição, uma dor lombar ou uma dor nos ombros, por exemplo — problema comum que pode atingir qualquer um — pode ser ainda mais intensa em quem tem fibromialgia.

Outra característica da doença é a sensibilidade ao toque. Um simples tapinha nas costas, como gesto de cumprimento, pode incomodar o paciente. Ouça também: Além disso, acredita-se que exista, também, uma predisposição genética que influencia no surgimento da condição, pois há genes específicos que fazem com que algumas pessoas tenham mais sensibilidade à dor do que outras.

Outro fator que interfere na sensibilidade da dor é o estresse crônico, pois apesar de o estresse ser uma reação biológica natural do corpo humano, quem tem fibromialgia sente mais dor quando está sob estresse. Como funciona o diagnóstico O diagnóstico é apenas clínico, pois não existe nenhum exame capaz de detectar a fibromialgia.

  1. Porém, em muitos casos são solicitados exames para descartar outras doenças que causam sintomas semelhantes.
  2. Veja também: O principal indício da doença é a dor crônica generalizada, que atinge as partes acima e abaixo da cintura, os lados direito e esquerdo do corpo e pelo menos uma parte da coluna.
  3. Na maioria dos casos, a doença se instala de forma progressiva e o paciente vai percebendo os sintomas aos poucos.

Geralmente, a pessoa não consegue apontar pontos específicos de dor e a queixa mais comum no consultório médico é de que “tudo dói”. Como não existem exames específicos, todo o histórico do paciente deve ser levado em conta, e o médico também precisa identificar se existem condições atenuantes, como uma tendinite ou outra doença reumática, por exemplo.

Até pouco tempo atrás, o diagnóstico era feito com base em um teste de 18 pontos de dor na musculatura. Para ser diagnosticado, o paciente tinha que apresentar dor em pelo menos 11 desses 18 pontos. Hoje, no entanto, leva-se mais em consideração a dor crônica em si do que o número de pontos com dor, além dos outros sintomas.

A partir daí, avalia-se seu histórico para chegar ao diagnóstico correto e buscar o tratamento, que inclui medicamentos para alívio da dor (que atuam estimulando os inibidores de dor no sistema nervoso central) e melhora do sono, atividade física regular, redução de estresse e até terapia, já que a doença pode causar um grande impacto na qualidade de vida e problemas emocionais.

E na hora da dor? Durante uma crise de dor aguda, o paciente deve identificar se o episódio de dor foi causado por alguma circunstância específica, como uma situação de muito estresse, e evitá-la, na medida do possível. Ele também pode recorrer a analgésicos e conversar com o médico para buscar uma orientação individualizada que o ajude a combater a crise.

O mais importante para evitar ou pelo menos reduzir o número de episódios de dor é praticar exercícios físicos regularmente. Apesar de o repouso ser a reação mais comum à dor, é muito importante que o paciente faça atividades para melhorar os sintomas.

Qual é o exame que detecta a fibromialgia?

Procure um médico o quanto antes! – O diagnóstico da fibromialgia é realizado baseado nos sintomas e no exame físico do paciente, não existe nenhum exame nem de laboratório nem de imagem que confirme a doença. O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento.

Nele, são avaliadas as estruturas dos ligamentos, músculos e ossos. A quantidade de pontos de dor diferem entre os pacientes, como já explicamos. Existe uma discussão acerca de quantos pontos indicam um quadro de fibromialgia, mas o mais aceito é diagnosticar a doença entre 9 e 11 pontos. Mas, independentemente de quantos pontos de dor sejam identificados, toda dor recorrente deve ser motivo para procurar um médico de preferência um especialista em tratamento de dores.

Lembre-se: a dor é um alerta do seu corpo para você. Não ignore esse chamado do corpo, principalmente se acontecer mais de uma vez ou for constante. Agora, se sua dor é referente a algum movimento repetitivo, como dor no pulso em quem passa o dia digitando, desenhando ou pintando, ou dores nas costas ou membros em quem carrega peso, pode ser um quadro de LER.

O que uma pessoa com fibromialgia não deve fazer?

Bebidas energéticas e ricas em cafeína – Quem tem fibromialgia, geralmente, sofre com a má qualidade do sono. Por isso, café, chás ricos em cafeína, energéticos e refrigerantes a base de cola devem ser evitados ou ingeridos apenas nas primeiras horas do dia.

Quem tem fibromialgia sente dor todos os dias?

Além de fadiga, distúrbios do sono e episódios. depressivos. Para o tratamento, o mais recomendado é

Quais as piores dores da fibromialgia?

Quando questionados onde dói, os pacientes com fibromialgia respondem: dói tudo. São dores constantes, que pioram ao toque e surgem em vários pontos do corpo, tais como nuca, ombros, lombar, quadris, tornozelos, cotovelos e joelhos.

Como é o início da fibromialgia?

Quais são os sintomas da fibromialgia? – Há chance de rigidez no corpo e dor, que começam com frequência gradual, difusamente e com qualidade dolorosa. A dor é disseminada e pode piorar com fadiga, esforço muscular ou uso excessivo. Os pacientes geralmente têm vários sintomas somáticos.

A fadiga é comum, assim como os distúrbios cognitivos, como dificuldade de concentração e uma sensação geral de confusão mental. Há chance também de sintomas ligados a  síndrome do intestino irritável,  cistite intersticial,  enxaqueca  ou  dores de cabeça de origem tensional, Sensação de formigamento ou dormência nas mãos também pode estar presente, geralmente bilateralmente.

Os sintomas podem aumentar por estresse ambiental ou emocional, transtorno do sono, trauma, exposição à umidade ou ao frio, ou por um médico, familiar ou amigo que transmita para o paciente a mensagem incorreta de que “isso é coisa da sua cabeça”. Os pacientes tendem a estar estressados, tensos, ansiosos, fatigados e, em alguns casos, depressivos.

Quais são as sequelas da fibromialgia?

Fibromialgia tem diagnóstico e tratamento pelo SUS no RS No Dia da Conscientização sobre Fibromialgia, neste12 de maio, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) orienta sobre prevenção, diagnóstico e tratamento dessa síndrome que engloba uma série de manifestações clínicas, como dor, fadiga, indisposição e distúrbios do sono.

  • Trata-se de uma forma de reumatismo associada à sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso.
  • A síndrome que afeta 2,5% da população mundial, a maioria mulheres entre 30 e 50 anos, tem tratamento e diagnóstico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul.
  • Desde 2021, o Estado conta com a Lei nº 15.606 de 29/04/21, que trata da Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia.

Conforme a coordenadora da Seção de Doenças de Condições Crônicas Não Transmissíveis da SES, Fernanda Carvalho, a fibromialgia é uma condição complexa que afeta a vida das pessoas de forma global. “Por isso, é fundamental um olhar integral por parte das equipes de saúde”, explicou.

  • Na Atenção Primária à Saúde (APS), além do cuidado direcionado à dor, pode ser oferecido um olhar mais abrangente que inclua questões da saúde mental, atividade física, práticas integrativas e hábitos saudáveis”.
  • O acesso ao diagnóstico e tratamento da fibromialgia deve começar em uma das unidades de saúde da atenção primária do município de residência do paciente, onde todo o processo de investigação será iniciado e as orientações efetuadas pela equipe.

Caso haja necessidade de abordagem de maior complexidade para acompanhamento, o caso poderá ser encaminhado pela equipe UBS, através do sistema GERCON (Sistema de Regulação) para serviços de média e alta complexidade habilitados pelo Estado, como ambulatórios de neurologia e de reumatologia além de outras especialidades.

Cada caso será cuidadosamente estudado pela equipe de regulação do Departamento Estadual de Regulação do Estado (DRE), que definirá a oferta mais adequada para o caso conforme as informações clínicas da equipe básica do município. A SES também tem estimulado a pesquisa sobre a doença no Estado e a revisão e elaboração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, que permitam uma melhor regulação de acesso, além do incentivo à formação e a capacitação de profissionais de saúde no atendimento à pessoa com fibromialgia, bem como a educação de seus familiares. Prevenção

Estudos mostram que embora ainda não haja cura para a fibromialgia é possível controle com a prática de exercícios físicos, preferencialmente atividades aeróbicas, como andar e nadar. A hidroginástica, o alongamento e o fortalecimento muscular devem, também, ser estimulados, já que benefícios são observados.

Além disso, somada à prática de exercícios, uma alimentação saudável e equilibrada pode auxiliar no alívio da dor crônica. A dieta deve incluir frutas e vegetais frescos, grãos integrais, gorduras saudáveis como abacate e azeite. Alimentos não saudáveis, como os processados, e quantidades excessivas de gorduras saturadas devem ser evitados.

Contudo, é importante procurar orientação médica especializada em tratamento da fibromialgia. Diagnóstico O diagnóstico da fibromialgia é eminentemente clínico, com a história, exame físico e exames laboratoriais, auxiliando a afastar outras condições que podem causar sintomas semelhantes.

  • Não há alteração dos exames que indicam inflamação.
  • Além disso, exames de imagem devem ser interpretados com muito cuidado, pois nem sempre os achados da radiologia são a causa da dor do paciente.
  • A fibromialgia também pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, e muitas vezes dificulta uma completa melhora dos pacientes.
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Tratamento O objetivo dos tratamentos é aliviar os sintomas com melhora na qualidade de vida. A doença não traz deformidades ou sequelas nas articulações e músculos, entretanto os pacientes apresentam uma má qualidade de vida. Os Protocolos Clínicos e as Diretrizes Terapêuticas recomendam a prática de exercícios físicos regulares.

Por sua vez, em alguns casos, a terapia psicológica pode ser útil, sobretudo para aprender a lidar frequentemente com a dor crônica. Os medicamentos são úteis para diminuir a dor, melhorar o sono e a disposição do paciente e para possibilitar a prática de exercícios físicos. Alguns fármacos, como a pregabalina e a duloxetina, agem na maior sensibilidade à dor.

Outros medicamentos, como relaxantes musculares, antidepressivos e analgésicos podem ser usados para alívio de diversos sintomas. : Fibromialgia tem diagnóstico e tratamento pelo SUS no RS

Como acalmar dor de fibromialgia?

Atividade física regular – O reumatologista do CREB ressalta que a prática de atividade físcia regular é fundamental para o paciente de fibromialgia. O pilates pode ser uma excelente alternativa, pois é uma atividade prazerosa e que respeita a limitação de quem a pratica.

  1. Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode praticar o pilates.
  2. Caminhadas também podem ser uma boa atividade, o importante é que a prática seja regular e prazerosa”, estipula o Dr.
  3. Sérgio Rosenfeld.
  4. Segundo ele, o tratamento da fibromialgia é individualizado, também é medicamentoso e muitas vezes o uso de recursos psicológicos são muito bem-vindos.

“A fibromialgia é uma doença de longa evolução, mas a prática regular de exercícios moderados pode controlar as dores. Com a melhora da dor, da mobilidade e do humor, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, com uma rotina normal de sono e de suas atividades diárias.

  1. O Dr. Sérgio Rosenfeld acrescenta que estudos de um grupo multidisciplinar do European League Against Rheumatism recomendam “fortemente” a prática de exercício físico orientado.
  2. Os exercícios aeróbicos e de fortalecimento são muito importantes para o paciente.
  3. O estudo também recomenda a acupuntura, para alívio da dor, e a hidroterapia, disponível no CREB em duas piscinas exclusivas para essa prática.

Temos alcançado ótimos resultados no tratamento da fibromialgia em nossa clínica com a utilização de tais protocolos”, finaliza ele.

Qual é o melhor relaxante muscular para fibromialgia?

Remédios para a Fibromialgia – Uma variedade de medicamentos pode tratar seus sintomas, mas é preciso entender que a fibromialgia não tem cura conhecida. A maioria dos remédios ajuda a tratar uma parte dos sintomas provocados pelo transtorno. Por exemplo, o médico pode receitar remédios para dormir ou antidepressivos que melhorem o humor.

  1. Com base em seus sintomas específicos, o médico elabora o plano correto de medicação para o seu caso específico.
  2. Os medicamentos podem ser apenas uma parte do tratamento da fibromialgia.
  3. O FDA aprovou três medicamentos para tratar a fibromialgia: pregabalin (nome comercial Lyrica), duloxetine (Cymbalta) e milnacipran (Savella).

A Lyrica é um antiepiléptico, enquanto a Cymbalta e a Savella são antidepressivos. Mas esses medicamentos não são a única opção. Na verdade, há uma variedade de medicações que tratam a gama de sintomas da fibromialgia, Antidepressivos Cerca de 30% das pessoas que sofrem de fibromialgia também sofrem de algum tipo de depressão ou transtorno de humor.

Em muitos casos, os antidepressivos são usados como linha de defesa no tratamento da fibromialgia. Os médicos geralmente receitam um ou uma combinação de antidepressivos destas três classes: antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação da serotonina e norepinefrina (IRSN) e inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS).

· Antidepressivos tricíclicos: Melhoram o humor, reduzem a dor e tratam dos problemas de sono elevando os níveis de neurotransmissores calmantes do cérebro. Os possíveis efeitos colaterais incluem sonolência, tontura, secura da boca e dos olhos e constipação.

O cloridrato de amitriptilina (Amytril ou Tryptanol) e a nortriptilina (Pamelor) são exemplos de antidepressivos tricíclicos. · IRSNs: Esta classe de antidepressivos eleva os níveis de serotonina e norepinefrina, interrompendo sua recaptação (reabsorção) nos neurônios cerebrais. Maiores níveis dessas substâncias químicas ajudam a manter o equilíbrio mental e o grau de dor sentido.

Os efeitos colaterais incluem tontura, insônia e sonolência diurna, portanto, o médico pode também receitar um antidepressivo tricíclico para controlar quaisquer transtornos de sono. Cymbalta e Savella são exemplos de IRSNs. No Brasil há a Nefazodona (Serzone) e a Venlafaxina (Efexor) que pertencem a esse grupo de drogas.

· ISRSs: Entre os mais novos tipos de antidepressivos, eles melhoram o humor ao permitir o transporte de mais serotonina de neurônio a neurônio. Mais serotonina significa menos percepção da dor. (Os ISRSs são muito similares aos IRSNs, sendo a principal diferença que os IRSNs lidam com a serotonina ea norepinefrina.) Os ISRSs auxiliam a reduzir a fadiga, que é um dos sintomas mais debilitantes da fibromialgia.

Entretanto, esses medicamentos não são perfeitos. Como os IRSNs, podem interferir na qualidade do sono, portanto, o médico pode receitar também um antidepressivo tricíclico para impedir distúrbios do sono. O cloridrato de fluoxetina (Prosac) e o cloridrato de sertralina (Zoloft) são ISRSs.

  1. Antiepilépticos A Lyrica é um antiepiléptico (ou anticonvulsivante) que foi o primeiro medicamento aprovado pelo FDA para o tratamento específico de fibromialgia.
  2. Outros anticonvulsivantes, como gabapentina (Neurontin), também já foram usados para tratar sintomas associados à fibromialgia, incluindo o distúrbio da articulação temporomandibular (ATM) e dor miofascial.

Relaxantes musculares O relaxante muscular ciclobenzaprina (Miosan) costuma ser usado no início do tratamento da fibromialgia para relaxar músculos tensos e promover um sono de qualidade. Este tipo de medicação também pode ter sucesso na redução da ATM e de outras dores associadas à fibromialgia.

Quanto tempo dura a dor da fibromialgia?

DOR TÍPICA DA FIBROMIALGIA – Drauzio – Quando você atende um paciente que se queixa de dor no braço ou nas costas que persiste por alguns dias quando escreve no computador por mais tempo, o que a faz suspeitar de que esse sintoma não seja resultado da má postura e da repetição dos movimentos, mas indique um processo de fibromialgia em desenvolvimento? Lin Tchie Yeng — Sabe-se que 70% a 80% das pessoas já sentiram, em algum momento, dor nas costas.

  1. Essas dores, no entanto, são benignas e costumam melhorar espontaneamente, sem tratamento.
  2. As dores da fibromialgia duram pelo menos três meses e, em geral, não apresentam resposta satisfatória aos tratamentos clássicos com analgésicos, anti-inflamatórios e fisioterapia.
  3. Por isso, quando a dor for crônica, é importante procurar um especialista para diagnóstico preciso e indicação de tratamento adequado.

Drauzio – Você acha que talvez muitos médicos ainda menosprezem esse tipo de quadro de dor migratória e generalizada? Lin Tchie Yeng – Nos Estados Unidos, até aproximadamente quatro anos atrás, apenas 25% dos profissionais reconheciam a existência de fibromialgia.

Onde se localiza a dor da fibromialgia?

Fibromialgia – Definição, Sintomas e Porque Acontece. – Sociedade Brasileira de Reumatologia Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles 20/04/2011 Definição A síndrome da fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura.

Junto com a dor, a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada) e outros sintomas como alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais. Uma característica da pessoa com FM é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura pelo examinador ou por outras pessoas.

A fibromialgia é um problema bastante comum, visto em pelo menos em 5% dos pacientes que vão a um consultório de Clínica Médica e em 10 a 15% dos pacientes que vão a um consultório de Reumatologia. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres.

  1. Não se sabe a razão porque isto acontece.
  2. Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa.
  3. Talvez os critérios utilizados hoje no diagnóstico da FM tendam a incluir mais mulheres.
  4. A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre os 30 e 60 anos.

Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes. O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de exames para comprovar que ela está presente. Se o médico fizer uma boa entrevista clínica, pode fazer o diagnóstico de fibromialgia na primeira consulta e descartar outros problemas.

Os critérios de diagnóstico da fibromialgia são: a) dor por mais de três meses em todo o corpo eb) presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré-estabelecidos).Deve-se salientar que muitas vezes, mesmo que os pacientes não apresentem todos os pontos, o diagnóstico de FM é feito e o tratamento iniciado.

Estes critérios são alvo de inúmeras críticas – como dissemos anteriormente, quanto mais pontos se exigem, mais mulheres e menos homens recebem o diagnóstico. Além disso, esses critérios não avaliam sintomas importantes na FM, como a alteração do sono e fadiga.

Provavelmente o médico pedirá alguns exames de sangue, não para comprovar a fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular esta síndrome. O DIAGNÓSTICO DE FIBROMIALGIA É CLÍNICO, NÃO HAVENDO EXAMES QUE O COMPROVEM. Sintomas O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor difusa pelo corpo.

Habitualmente, o paciente tem dificuldade de definir quando começou a dor, se ela começou de maneira localizada que depois se generalizou ou que já começou no corpo todo. O paciente sente mais dor no final do dia, mas pode haver também pela manhã. A dor é sentida “nos ossos” ou “na carne” ou ao redor das articulações.

Existe uma maior sensibilidade ao toque, sendo que muitos pacientes não toleram ser “agarrados” ou mesmo abraçados. Não há inchaço das articulações na FM, pois não há inflamação nas articulações. A sensação de inchaço pode aparecer pela contração da musculatura em resposta à dor. A alteração do sono na fibromialgia é frequente, afetando quase 95% dos pacientes.

No início da década de 80, descobriu-se que pacientes com fibromialgia apresentam um defeito típico no sono – uma dificuldade de manter um sono profundo. O sono tende a ser superficial e/ou interrompido. Com o sono profundo interrompido, a qualidade de sono cai muito e a pessoa acorda cansada, mesmo que tenha dormido por um longo tempo – “acordo mais cansada do que eu deitei” e “parece que um caminhão passou sobre mim” são frases frequentemente usadas.

  1. Esta má qualidade do sono aumenta a fadiga, a contração muscular e a dor.
  2. Outros problemas no sono afetam os pacientes com fibromialgia.
  3. Alguns referem um desconforto grande nas pernas ao deitar na cama, com necessidade de esticá-las, mexê-las ou sair andando para aliviar este desconforto.
  4. Este problema é chamado Síndrome das Pernas Inquietas e possui tratamento específico.
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Outros apresentam a Síndrome da Apneia do Sono, e param de respirar durante a noite. Isto também causa uma queda na qualidade do sono e sonolência excessiva durante o dia. A fadiga (cansaço) é outro sintoma comum na FM, e parece ir além ao causado somente pelo sono não reparador.

Os pacientes apresentam baixa tolerância ao exercício, o que é um grande problema, já que a atividade física é um dos grandes tratamentos da FM. A depressão está presente em 50% dos pacientes com fibromialgia. Isto quer dizer duas coisas: 1) a depressão é comum nestes pacientes e 2) nem todo paciente com fibromialgia tem depressão.

Por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma “depressão mascarada”. Hoje, sabemos que a dor da fibromialgia é real, e não se deve pensar que o paciente está “somatizando”, isto é, manifestando um problema psicológico através da dor. Por outro lado, não se pode deixar a depressão de lado ao avaliar um paciente com fibromialgia.

A depressão, por si só, piora o sono, aumenta a fadiga, diminui a disposição para o exercício e aumenta a sensibilidade do corpo. Ela deve ser detectada e devidamente tratada se estiver presente. Pacientes com FM queixam-se muito de alterações de memória e de atenção, e isso se deve mais ao fato da dor ser crônica do que a alguma lesão cerebral grave.

Para o corpo, a dor é sempre um sintoma importante e o cérebro dedica energia lidando com esta dor e outras tarefas, como memória e atenção, ficam prejudicadas. Como veremos a seguir, imagina-se que a principal causa dor difusa em pacientes com FM seja uma maior sensibilidade do paciente à dor, por uma ativação do sistema nervoso central.

  1. Não é de espantar, portanto, que outros estímulos também sejam amplificados e causem desconforto aos pacientes.
  2. A síndrome do intestino irritável, por exemplo, acontece em quase 60% dos pacientes com FM e caracteriza-se por dor abdominal e alteração do ritmo intestinal para mais ou para menos.
  3. Além disso, pacientes apresentam a bexiga mais sensível, sensações de amortecimentos em mãos e pés, dores de cabeça frequentes e maior sensibilidade a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos fortes.

O que causa a Fibromialgia? Não existe ainda uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas já temos algumas pistas porque as pessoas têm esta síndrome. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia.

  • Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor.
  • Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.

A fibromialgia pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.

  1. O que não mais se discute é se a dor do paciente é real ou não.
  2. Hoje, com técnicas de pesquisa que permitem ver o cérebro em funcionamento em tempo real, descobriu-se que pacientes com FM realmente estão sentindo a dor que referem.
  3. Mas é uma dor diferente, onde não há lesão na periferia do corpo, e mesmo assim a pessoa sente dor.

Toda dor é um alarme de incêndio no corpo – ela indica onde devemos ir para apagar o incêndio. Na fibromialgia é diferente – não há fogo nenhum, esse alarme dispara sem necessidade e precisa ser novamente “regulado”. Esse melhor entendimento da FM indica que muitos sintomas como a alteração do sono e do humor, que eram considerados causadores da dor, na verdade são decorrentes da dor crônica e da ativação de um sistema de stress crônico.

O que não pode comer quando se tem fibromialgia?

Bebidas açucaradas – Bebidas açucaradas, como refrigerantes, milk-shakes, sucos de caixinha, entre outros industrializados devem ser evitados. O motivo para isso é que a ingestão de açúcar em excesso representa um alto nível de produção de insulina, dessa forma, o nível de dor também aumenta.

Quem tem fibromialgia pode trabalhar normalmente?

Como comprovar a incapacidade gerada pela fibromialgia? – Para comprovar a incapacidade para o trabalho, o segurado com fibromialgia precisa apresentar documentos médicos que atestem a sua impossibilidade para o trabalho na perícia médica, tais como:

laudo médico atestados médicos com o CID da doença exames médicos prontuários médicos receituários

Esses documentos devem ser apresentados ao perito do INSS para que ele possa analisar todo o seu histórico médico e, assim, analisar a sua incapacidade para o trabalho.

Como é a fraqueza da fibromialgia?

Fraqueza, que em alguns casos pode ser o aspecto mais importante da fibromialgia. Pessoas referem cansaço, falta de energia ou fadiga muscular. Pode se tornar difícil subir escadas, ter ‘força’ para ir fazer compras ou mesmo trabalhar. Distúrbios do sono.

Quando suspeitar de fibromialgia?

Sinais e sintomas da fibromialgia – Rigidez e dor na fibromialgia começam com frequência gradual, difusamente e com qualidade dolorosa. A dor é disseminada e pode piorar com fadiga, esforço muscular ou uso excessivo. Os pacientes geralmente têm vários sintomas somáticos.

A fadiga é comum, assim como os distúrbios cognitivos, como dificuldade de concentração e uma sensação geral de confusão mental. Muitos pacientes também apresentam sintomas da síndrome do intestino irritável Sinais e sintomas A síndrome do intestino irritável é caracterizada por desconforto ou dor abdominal recorrente com pelo menos duas das características a seguir: relação com evacuação, associação com alterações.

leia mais, cistite intersticial Sinais e sintomas Cistite intersticial é uma inflamação não infecciosa da bexiga, que causa dor (suprapúbica, pélvica e abdominal), polaciúria e urgência com incontinência. O diagnóstico se faz com base na história. leia mais, enxaqueca Sinais e sintomas Enxaqueca é uma cefaleia primária episódica e crônica.

  • Tipicamente os sintomas se manifestam por 4 a 72 h e podem ser graves.
  • A dor geralmente é unilateral, pulsátil, piora com o esforço e é.
  • Leia mais ou dores de cabeça de origem tensional Sinais e sintomas A cefaleia do tipo tensional causa dor generalizada leve (normalmente compressiva) sem incapacidade, náuseas ou fotofobia associadas à enxaqueca.

(Ver também Abordagem ao paciente com cefaleia. leia mais, Parestesias podem estar presentes, geralmente bilateralmente e muitas vezes migratórias. Os sintomas podem ser exacerbados por estresse ambiental ou emocional, transtorno do sono, trauma, exposição à umidade ou ao frio, ou por um médico, familiar ou amigo que transmita para o paciente a mensagem incorreta de que “isso é coisa da sua cabeça” Os pacientes tendem a estar estressados, tensos, ansiosos, fatigados e, em alguns casos, depressivos.

Critérios clínicos Geralmente, exames laboratoriais e de imagem e um exame físico detalhado para excluir outros distúrbios

A fibromialgia é suspeita em pacientes com:

Dor e sensibilidade generalizadas, especialmente desproporcionais aos achados físicos Resultados laboratoriais negativos, apesar dos sintomas difusos Fadiga como sintoma predominante

Deve-se considerar o diagnóstico de fibromialgia para pessoas com tiveram dor generalizada durante pelo menos 3 meses, particularmente quando acompanhada de vários sintomas somáticos. Considera-se a dor como generalizada quando os pacientes têm dor no lado esquerdo e direito do corpo, acima e abaixo da cintura, e no esqueleto axial (coluna cervical, caixa torácica ou região lombar).

O diagnóstico baseia-se nos critérios clínicos do American College of Rheumatology ( 1 Referência sobre diagnóstico A fibromialgia é uma doença não articular não inflamatória comum, mal compreendida, caracterizada por dor generalizada (às vezes intensa); sensibilidade generalizada dos músculos, áreas ao redor.

leia mais ), que incluem uma combinação de dor articular ou não articular (às vezes, incluindo dor disseminada por todo o corpo) e a presença de vários outros sintomas cognitivos e somáticos, como os listados acima, que são classificados em termos de gravidade.

Critérios anteriores contavam com a presença de sensibilidades em alguns dos 18 pontos específicos. Esse critério foi eliminado porque os não especialistas às vezes têm dificuldade em avaliar consistentemente a sensibilidade, os pontos dolorosos podem flutuar em intensidade e foi considerado vantajoso ter critérios inteiramente baseados em sintomas.

No entanto, a dor à palpação é bastante comum e alguns especialistas continuam a avaliá-la sistematicamente. Os exames para avaliar outras causas para os sintomas do paciente devem ser velocidade de hemossedimentação (velocidade de hemossedimentação) ou proteína C reativa, creatinoquinase (CK) e, provavelmente, história de hipotireoidismo Diagnóstico Hipotireoidismo é causado pela deficiência do hormônio tireoidiano. e hepatite C Diagnóstico A hepatite C é causada por um vírus de RNA que é muitas vezes transmitido parentericamente. Ele às vezes causa sintomas típicos de hepatite viral, incluindo anorexia, mal-estar e icterícia,. leia mais (que pode causar fadiga e mialgia generalizada).

A fibromialgia, com frequência, não é percebida em homens, crianças e adolescentes.

A fibromialgia tende a ser crônica, mas pode remitir espontaneamente se o estresse diminuir. Ela pode recidivar com intervalos frequentes. O prognóstico funcional costuma ser favorável para os pacientes tratados com um programa abrangente e de suporte, mas algum grau dos sintomas tende a persistir. O prognóstico pode ser pior se houver transtorno de humor sobreposto que não é abordado.

Alongamento e exercício aeróbico, aplicação de calor no local e massagem Monitoramento do estresse Antidepressivos tricíclicos ou ciclobenzaprina para melhorar o sono Analgésicos não opioides

O alívio pode ser obtido por exercícios de alongamento, exercícios aeróbicos, sono sadio, aplicações locais de calor e massagem suave. O monitoramento geral do estresse é importante (p. ex., exercícios de respiração, meditação, suporte psicológico e aconselhamento, caso necessário).

  • Exercícios de alongamento suave dos músculos afetados devem ser feitos diariamente, durando aproximadamente 30 segundos e sendo repetidos cerca de 5 vezes.
  • Exercícios aeróbicos (p.
  • Ex., caminhada rápida, natação e exercício na bicicleta) podem melhorar os sintomas.
  • A melhora do sono é crítica.
  • Pode-se tomar sedativos, mas somente à noite e somente para melhorar o sono.

Baixas doses de antidepressivos tricíclicos por via oral ao deitar (p. ex., 10 a 50 mg de amitriptilina, 50 a 150 mg de trazodona, 10 a 25 mg de doxepina) ou 10 a 30 mg de ciclobenzaprina, farmacologicamente semelhante, podem promover um sono mais profundo e diminuir a dor muscular.

Deve-se utilizar a dose eficaz mais baixa. Efeitos como tontura, boca seca e outros podem fazer com que um ou mais desses fármacos sejam intoleráveis, particularmente em adultos mais velhos. Analgésicos não opioides (p. ex., paracetamol, AINEs) podem ajudar certos pacientes. Os opioides devem ser evitados.

Pregabalina, duloxetina e milnaciprana estão disponíveis para o tratamento da fibromialgia, mas devem ser utilizadas em conjunto com exercícios; as medidas para melhorar o sono e o monitoramento do estresse podem ajudar um pouco a diminuir a dor. Injeções ocasionais de 0,5% de bupivacaína ou 1% de lidocaína, 1 a 5 mL, são usadas para tratar áreas incapacitantes de sensibilidade focal, mas essas injeções não devem ser o tratamento primário porque evidências não fundamentam seu uso regular.

Os fármacos ingeridos pelo paciente devem ser revisados para identificar aqueles que podem agravar os problemas de sono. Esses fármacos devem ser evitados. Ansiedade Visão geral dos transtornos de ansiedade Todas as pessoas experimentam periodicamente medo e ansiedade. O medo é uma resposta emocional, física e comportamental a uma ameaça externa imediatamente reconhecível (p.

ex., um intruso, um. leia mais, depressão Transtornos depressivos Caracterizam-se por tristeza suficientemente grave ou persistente para interferir no funcionamento e, muitas vezes, para diminuir o interesse ou o prazer nas atividades. A causa exata é desconhecida.

  1. Leia mais e, especialmente, transtorno bipolar Transtornos bipolares Caracterizam-se por episódios de mania e depressão que podem se alternar, embora a maioria dos pacientes tenha predominância de um ou do outro.
  2. A causa exata é desconhecida, mas hereditariedade.
  3. Leia mais, se presente, devem ser tratados.
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Evidências também corroboram o uso de capsaicina, biofeedback Biofeedback No biofeedback, um tipo de medicina mente-corpo, são usados dispositivos eletrônicos para fornecer informações aos pacientes sobre suas funções fisiológicas (p. ex., frequência cardíaca, pressão.

  1. Leia mais, massagem Massoterapia Na massoterapia ( prática de manipulação corporal), os tecidos corporais são manipulados para reduzir a dor, aliviar a tensão muscular e reduzir o estresse.
  2. O valor terapêutico da massagem para.
  3. Leia mais, hipnoterapia Hipnoterapia A hipnoterapia, um tipo de medicina mente-corpo, deriva da prática psicoterápica ocidental.

Os pacientes são colocados em um estado avançado de relaxamento e concentração focada para ajudá-los. leia mais, intervenções quiropráticas Quiropraxia Na quiropraxia ( prática de manipulação corporal) acredita-se que a relação entre a estrutura da coluna vertebral e outras superfícies articulares e sua interação com o sistema nervoso é fundamental.

leia mais e outras terapias complementares e alternativas que fazem parte das recomendações da European Alliance of Associations for Rheumatology (EULAR) para o tratamento da fibromialgia ( 1 Referência sobre o tratamento A fibromialgia é uma doença não articular não inflamatória comum, mal compreendida, caracterizada por dor generalizada (às vezes intensa); sensibilidade generalizada dos músculos, áreas ao redor.

leia mais ). Embora ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas tenham avaliado alguns desses tratamentos utilizando controles, as evidências para os efeitos não são, geralmente, robustas.

1. Macfarlane GJ, Kronisch C, Dean LE, et al : EULAR revised recommendations for the management of fibromyalgia. Ann Rheum Dis,76(2):318-328, 2017. doi: 10.1136/annrheumdis-2016-209724. Epub 2016 Jul 4. PMID: 27377815.

A rigidez e a dor relacionadas com a fibromialgia podem ser exacerbadas por estresse ambiental ou emocional, transtorno do sono, trauma, exposição à umidade ou ao frio ou por um médico, familiar ou amigo que transmita ao paciente a mensagem incorreta de que “isso é coisa da sua cabeça” Suspeitar de fibromialgia quando dor generalizada, sensibilidade e fadiga são inexplicáveis, duraram anos ou são desproporcionais aos achados físicos e laboratoriais. Fazer exames de velocidade de hemossedimentação (velocidade de hemossedimentação) ou proteína C reativa, creatinoquinase (CK), hipotireoidismo Diagnóstico Hipotireoidismo é causado pela deficiência do hormônio tireoidiano. Os sintomas são intolerância ao frio, fadiga e ganho ponderal. Os sinais podem ser aparência facial típica, fala lenta e rouca. leia mais e hepatite C Diagnóstico A hepatite C é causada por um vírus de RNA que é muitas vezes transmitido parentericamente. Ele às vezes causa sintomas típicos de hepatite viral, incluindo anorexia, mal-estar e icterícia,. leia mais, e considerar síndrome de fadiga crônica Síndrome de fadiga crônica A síndrome de fadiga crônica (SFC, também chamada encefalomielite miálgica/síndrome de fadiga crônica ) é uma síndrome de fadiga que altera a vida; tem duração > 6 meses, é inexplicável. leia mais e polimialgia reumática Polimialgia reumática A polimialgia reumática é uma síndrome intimamente associada à arterite de células gigantes (artrite temporal). Ela afeta adultos com > 55 anos. Tipicamente, causa dor acentuada e rigidez. leia mais, Fazer testes adicionais à procura de outras doenças reumatológicas somente se sugerido especificamente por avaliação clínica. Tratar enfatizando os métodos físicos, controle de estresse e melhor qualidade do sono e, quando necessário para a dor, administrando analgésicos não opioides.

Quem tem fibromialgia sente tontura?

Fibromialgia e Síndrome da Fadiga Crônica 12 de maio, dia de conscientização destas enfermidades O dia 12 de maio foi reservado como o Dia Mundial da Fibromialgia e da Síndrome da Fadiga Crônica ou Encefalomielite Miálgica, O objetivo, ao reservar este dia para ambas as enfermidades, foi o de sensibilizar e consciencializar pacientes, seus familiares, médicos e demais profissionais da saúde sobre os desafios enfrentados diariamente por estes doentes.

Muitos são incompreendidos por familiares, colegas de trabalho e até por profissionais da saúde, e por isso sofrem muito. Marcar uma data para comemorar ambas as enfermidades foi uma forma de chamar a atenção da sociedade para conhecê-las melhor e compreender o grau de sofrimento que afligem os pacientes, e desta forma aumentar o apoio para que recebam um cuidado mais aprimorado e um tratamento mais digno.

O que é fibromialgia? (Crédito: ) Além destes sintomas mais frequentes podemos observar outros, como problemas de memória e concentração, ansiedade, formigamentos e dormências, depressão, dores de cabeça, tontura e alterações intestinais. A fibromialgia é uma síndrome clínica cujo principal sintoma é dor no corpo todo, por pelo menos três meses.

Sua intensidade muda entre cada paciente, podendo ser de leve a intensa. O tipo de dor também não é uniforme, podendo por exemplo ser em pontadas, facadas ou queimação. Vários outros sintomas surgem com a dor, principalmente a fadiga e a piora na qualidade do sono. Quando falamos em fadiga, nos referimos a um cansaço, a falta de energia, com intensidades variáveis, chegando por vezes a ser muito intenso a ponto de impedir o paciente de realizar suas tarefas diárias.

A piora na qualidade do sono pode se manifestar como uma dificuldade para iniciá-lo, um sono entrecortado durante a noite toda ou a sensação de acordar pela manhã como se não tivesse descansado. Crédito: ) E a Síndrome da Fadiga Crônica, como se manifesta? Seu sintoma principal é a fadiga. Ela é caracterizada como um cansaço, falta de energia intensa que pode piorar com a atividade física ou mental, mas não melhora ao repouso. O paciente sente-se cansado logo ao despertar pela manhã e por quase todo o tempo, sem uma causa aparente, e por mais que o paciente tente descansar, ele mantem a fadiga e não recupera sua energia.

Acompanhado desta fadiga intensa, o paciente pode apresentar dor de garganta, presença de gânglios linfáticos levemente aumentado e doloridos, principalmente a região do pescoço e axilas, dificuldades com a memória ou concentração, dores musculares e nas articulações, cefaleias e distúrbios na qualidade do sono.

As síndromes: causas, diagnósticos e tratamentos Frequentemente observamos a ocorrência de ambas as síndromes em um mesmo paciente. A fibromialgia e a síndrome da fadiga crônica fazem parte de uma constelação de várias outras síndromes que foram agrupadas por apresentarem alterações da função orgânica sem alterações estruturais anatômicas.

Acometem jovens e indivíduos de meia idade, e são observadas mais em pacientes do sexo feminino. No caso da fibromialgia bem como no da fadiga crônica, desconhecemos suas causas, mas sabemos que fatores estressantes orgânicos (infecções), físicos (trauma fisico, como acidente automobilístico) ou psicológicos (trauma emocional) podem desencadear o início dos sintomas.

O diagnóstico de ambas é feito clinicamente, sendo importante a experiencia do médico assistente. Não existem exames laboratoriais e tampouco de imagem que auxiliem no diagnóstico. O médico pode eventualmente solicitar exames, que servirão para afastar outras doenças.

  1. Tanto na fibromialgia como na fadiga crônica, observamos uma deterioração importante na qualidade de vida em pacientes que apresentam acometimento mais acentuado.
  2. Estes muitas vezes acabam se afastando de suas atividades profissionais e do convívio social.
  3. A prática de atividade física sob supervisão especializada é um requisito obrigatório no arsenal terapêutico, e a modalidade do exercício deve ser escolhida pelo próprio paciente.

O tratamento tem como objetivo primário melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Este deve receber o maior número de informações sobre sua doença de forma que possa planejar junto com seu médico a melhor estratégia de tratamento e aderira-las adequadamente.

  1. O emprego de medicamentos auxilia na redução da dor e outros sintomas, mas não devem ser utilizados como recursos isolados.
  2. Para muitos pacientes haverá a necessidade de suporte psicológico e de outras medidas complementares, além é claro do apoio familiar, sempre essencial para um resultado positivo.

Além da qualidade de vida deteriorada muitos isolaram-se socialmente e se afastaram de suas atividades profissionais, de forma que sua reinserção no seu meio social e laborativo, nestes casos, torna-se um dos objetivos a serem alcançados. Para que o sucesso do tratamento seja cada vez aprimorado, faz se necessário disseminar conhecimento a respeito destas síndromes, quebrando tabus, dogmas e preconceitos, que muitas vezes servem de obstáculo para a redução do sofrimento deste grupo de pacientes. Por Roberto Ezequiel Heymann Médico reumatologista. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC (1986), mestrado em Reumatologia pela Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp, 1993) e doutorado em Reumatologia (EPM/Unifesp,1997). : Fibromialgia e Síndrome da Fadiga Crônica

O que uma pessoa com fibromialgia não pode fazer?

Bebidas energéticas e ricas em cafeína – Quem tem fibromialgia, geralmente, sofre com a má qualidade do sono. Por isso, café, chás ricos em cafeína, energéticos e refrigerantes a base de cola devem ser evitados ou ingeridos apenas nas primeiras horas do dia.

Quais as piores dores da fibromialgia?

Quando questionados onde dói, os pacientes com fibromialgia respondem: dói tudo. São dores constantes, que pioram ao toque e surgem em vários pontos do corpo, tais como nuca, ombros, lombar, quadris, tornozelos, cotovelos e joelhos.

O que é bom para aliviar a dor da fibromialgia?

Atividade física regular – O reumatologista do CREB ressalta que a prática de atividade físcia regular é fundamental para o paciente de fibromialgia. O pilates pode ser uma excelente alternativa, pois é uma atividade prazerosa e que respeita a limitação de quem a pratica.

  1. Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode praticar o pilates.
  2. Caminhadas também podem ser uma boa atividade, o importante é que a prática seja regular e prazerosa”, estipula o Dr.
  3. Sérgio Rosenfeld.
  4. Segundo ele, o tratamento da fibromialgia é individualizado, também é medicamentoso e muitas vezes o uso de recursos psicológicos são muito bem-vindos.

“A fibromialgia é uma doença de longa evolução, mas a prática regular de exercícios moderados pode controlar as dores. Com a melhora da dor, da mobilidade e do humor, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, com uma rotina normal de sono e de suas atividades diárias.

  • O Dr. Sérgio Rosenfeld acrescenta que estudos de um grupo multidisciplinar do European League Against Rheumatism recomendam “fortemente” a prática de exercício físico orientado.
  • Os exercícios aeróbicos e de fortalecimento são muito importantes para o paciente.
  • O estudo também recomenda a acupuntura, para alívio da dor, e a hidroterapia, disponível no CREB em duas piscinas exclusivas para essa prática.

Temos alcançado ótimos resultados no tratamento da fibromialgia em nossa clínica com a utilização de tais protocolos”, finaliza ele.