Qual O Dia Da PScoa?

Qual é o verdadeiro dia da Páscoa?

Significado de Páscoa Cristã A Páscoa Cristã é uma das festividades mais importantes para o cristianismo, pois representa a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus. A data é comemorada anualmente no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul).

A data é sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril. Dentro do cristianismo, diferentes religiões e denominações celebram a Páscoa de maneira diferente. Por exemplo, os protestantes celebram de maneira diferente que os católicos. Enquanto os católicos são encorajados a não comer carne na Quaresma, para os protestantes não existe essa restrição.

Além disso, os protestantes não costumam celebrar todos os dias da Semana Santa como os católicos, dando mais importância à Sexta Feira Santa e Domingo de Páscoa. Durante os 40 dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa – período conhecido como Quaresma – os católicos se dedicam à penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz.

  • A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, ocasião em que as pessoas cobriam a estrada com folhas da palmeira, para comemorar a sua chegada.
  • A Sexta Feira Santa é o dia em que os cristãos celebram a morte de Jesus na cruz.
  • E por fim, com a chegada do Domingo de Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Cristo e a sua primeira aparição entre os seus discípulos.

A Páscoa já era comemorada antes do surgimento do Cristianismo. Tratava-se da comemoração do povo judeu por terem sido libertados da escravidão no Egito, que durou aproximadamente 400 anos. Segundo a Bíblia, supostamente Jesus teria participado de várias celebrações pascais.

  1. Quando tinha doze anos de idade foi levado pela primeira vez pelos seus pais, José e Maria, para comemorar a Páscoa, conforme narram algumas das histórias do Novo Testamento da Bíblia.
  2. A mais famosa participação relatada na bíblia foi a “Última Ceia”, onde Jesus e os seus discípulos fizeram a “comunhão do corpo e do sangue”, simbolizados pelo pão e pelo vinho.

: Significado de Páscoa Cristã

Qual a data do domingo da Páscoa?

Data importante no calendário católica varia de ano em ano O domingo de Páscoa, uma das datas mais importantes do calendário cristão, será celebrado no próximo domingo, 9 de abril. A tradição aponta a Páscoa como dia da ressurreição de Jesus Cristo e momento para lembrar do sacrifício da crucificação.

Por que a Páscoa não tem uma data certa?

Data da Páscoa cristã – A Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo, algo que confirma a posição divina dele para os cristãos. A celebração cristã se estabeleceu a pa rtir da celebração judaica, e sua popularização se deu pela ressignificação da festa para que ficasse mais adequada à teologia cristã.

No início do cristianismo, não havia uma data certa para celebração da Páscoa. O sistema que determina a Páscoa cristã baseia-se em práticas oriundas de hebreus, romanos e egípcios. No caso dos egípcios, a contribuição foi pelo uso do calendário solar. No caso dos hebreus, pela utilização de um calendário lunar, além de eles terem sido o povo que legou a Páscoa aos cristãos.

Os romanos, por fim, além de usarem o calendário solar, foram aqueles que criaram o sistema que define a data da Páscoa. No século IV, mais precisamente no ano de 325, foi realizado o Concílio de Niceia, e nele as autoridades da Igreja Católica reuniram-se para determinar uma data para a comemoração da Páscoa com o objetivo de unificar a celebração da ressurreição de Cristo em toda a cristandade.

A data da Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira Lua cheia que ocorre depois do equinócio de primavera/outono.

Dessa forma, a comemoração para os cristãos não é fixa, portanto acontece em data móvel e a cada ano ocorre em uma data diferente, entre 22 de março e 25 de abril,

O que é pecado na Sexta-feira Santa?

Uma das principais datas do calendário religioso do cristianismo é a Páscoa, comemoração que relembra a crucificação e celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A celebração da Páscoa acontece durante a Semana Santa, período do cristianismo que tem início no Domingo de Ramos, dia que marca a entrada de Cristo em Jerusalém.

A Semana Santa termina exatamente no domingo de Páscoa, dia da ressurreição de Cristo. Durante o período, os fiéis observam muitas práticas e tradições que são ligadas, principalmente, ao catolicismo, e uma das mais conhecidas diz respeito à abstinência de carne na Sexta-feira Santa, Afinal, por que a Igreja Católica recomenda aos fiéis não se alimentarem de carne vermelha na Sexta-Feira Santa? Não pare agora.

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O que não comer na Páscoa?

A Páscoa é uma das principais celebrações do calendário cristão e, durante a Semana Santa, existe a tradição de não consumir carne, especificamente na Sexta-Feira Santa. Durante o jejum praticado na Sexta-Feira Santa, muitas pessoas substituem a carne vermelha por peixe. Ouça o texto abaixo!

É pecado mortal comer carne na sexta?

Enquete revela equilíbrio no consumo de carne vermelha na Semana Santa: ‘ A igreja não considera como um pecado grave ‘, diz padre | Santos e Região | G1.

Porque se dá ovo de chocolate na Páscoa?

Por que presenteamos com ovos de chocolate na Páscoa? | GZH Presentear alguém com ovos de chocolate é uma das tradições da mais difundidas pelo mundo. Até mesmo adeptos de religiões que não seguem o cristianismo — e, por isso, não celebram a Páscoa cristã —, aproveitam a data como pretexto para degustar os doces feitos de cacau. : Por que presenteamos com ovos de chocolate na Páscoa? | GZH

Porque o ovo é um símbolo da Páscoa?

Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a troca de ovos começou a fazer parte da Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo. Naquela época, as pessoas trocavam ovos de galinha decorados.

Qual foi o mês que Jesus Cristo nasceu?

É impossível determinar com certeza data do nascimento de Jesus, embora historiadores concordem que poderia ter ocorrido por volta do ano 4 a.C. Poderia ter sido 13 de abril. Ou em 14 de outubro.

Qual foi a data em que Jesus nasceu?

Em que data Jesus nasceu de acordo com os evangelhos e como surgiu a convenção de 25 de dezembro? Poderia ter sido 13 de abril. Ou em 14 de outubro. Ou 3 de julho. Também é provável que, se o monge medieval encarregado de determinar a data de seu nascimento não tivesse calculado mal, estaríamos em 2026 agora.

  1. É impossível saber ao certo em que data Jesus de Nazaré nasceu.
  2. A única fonte que os historiadores têm para reconstruir sua vida são os evangelhos, escritos décadas depois de sua morte por pessoas que nunca o conheceram em vida e que eram propagandistas da fé em Jesus como messias.
  3. Sua história vem de segunda, terceira ou quinta mão, narrada por cristãos de primeira geração interessados, segundo historiadores, na morte e ressurreição de Jesus, não tanto em seu nascimento.

Os textos dos evangelistas, no entanto, fornecem pistas para situar Jesus — sobre cuja existência como personagem histórico há amplo consenso entre os pesquisadores — em um momento específico da história. As principais fontes, explica o historiador espanhol Javier Alonso à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC), são os Evangelhos de Mateus e Lucas, escritos aproximadamente por volta dos anos 80-90 d.C.

Enquanto os textos mais antigos do Novo Testamento, como o Evangelho de Marcos e as sete cartas do Apóstolo Paulo de Tarso consideradas autênticas, não fazem menção de sua juventude, os Evangelhos de Mateus e Lucas incluem o que é conhecido como a “relatos da infância” de Jesus.2 de 6 Evangelhos foram escritos décadas depois da morte de Jesus — Foto: GETTY IMAGES/BBC Evangelhos foram escritos décadas depois da morte de Jesus — Foto: GETTY IMAGES/BBC “O problema é que, do ponto de vista cronológico, eles são incompatíveis”, diz Alonso, que também é filólogo bíblico e semítico.

Marcos afirma que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, o Grande, pouco antes de sua morte. “Como agora sabemos que Herodes morreu em 4 a.C., conforme o Evangelho de Mateus, Jesus deve ter nascido em 4, 5, 6 ou 7 a.C.” Possivelmente eles perceberam a incoerência de que Jesus nasceu vários anos antes de Cristo, ou seja, dele mesmo.

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Mas paciência, chegaremos lá. Lucas, porém, não fala de Herodes, mas relaciona o nascimento de Jesus ao censo de Quirino. Segundo seu relato, Maria e José, os pais de Jesus, tiveram que viajar da Galileia a Belém para poderem se registrar no censo. O evangelista assegura que se trata do relato feito por Públio Sulpício Quirino, governador romano da Síria, que naquela época incluía a Judeia, e que o casal teve que viajar para lá, apesar do avançado estado de gravidez de Maria, porque era o lugar de nascimento de José.

O censo existiu, como testemunha o historiador Flavio Josefo, o que nos permite atribuir-lhe uma data: o ano 6 d.C. “Ou seja, há uma diferença de pelo menos 10 anos entre Mateo e Lucas”, argumenta Alonso. A tudo isso devemos acrescentar mais uma circunstância: a possibilidade de que esses capítulos, Mateus 1 e 2, e Lucas 1 e 2, tenham sido acrescentados aos respectivos evangelhos uma vez que já estavam circulando, explica à BBC News Mundo Antonio Piñero, professor emérito de Filologia Grega da Universidade Complutense de Madrid, na Espanha, cujo estudo se concentrou na língua e na literatura do cristianismo primitivo.3 de 6 Evangelho de Lucas afirma que José e Maria tiveram que viajar para Belém para se registrar no censo, mas historiadores consideram isso um recurso profético.

Foto: GETTY IMAGES/BBC Evangelho de Lucas afirma que José e Maria tiveram que viajar para Belém para se registrar no censo, mas historiadores consideram isso um recurso profético. — Foto: GETTY IMAGES/BBC “Sabemos que foram adicionados porque os personagens do evangelho posterior, de Mateus 3 e Lucas 3, não fazem ideia do que aconteceu nos capítulos anteriores, e até há dados contraditórios”, argumenta Piñero, que garante que os historiadores situam a redação desses relatos no início do século 2.

Portanto, é possível que, quando o nascimento e a infância de Jesus foram escritos, mais de 60 anos tenham se passado desde sua morte. Até então, aponta Piñero, estima-se que havia cerca de 3 mil cristãos no mundo, espalhados, aliás, em diferentes comunidades.

  • Então, qual relato está mais próximo da realidade, Mateus ou Lucas? Para determinar isso, os historiadores estudaram as outras âncoras históricas que aparecem nos Evangelhos, especialmente uma figura central na vida de Jesus: Pôncio Pilatos.
  • Sabe-se que Jesus morreu durante o governo do prefeito Pôncio Pilatos, ocorrido de 26 a 36 d.C., e que começou a pregar no 15º ano do imperador Tibério, explica Alonso.

“Se prestarmos atenção em Mateus, e Jesus nascer no ano 4 a.C., faz sentido. Ele morreria no ano 30 e teria, talvez, 34 anos”, argumenta o historiador. No entanto, se ouvirmos Lucas, a conta não fecha. “Por datas, o que faz sentido é Mateus, ou seja, que Jesus nasceu aproximadamente em 4 a.C., nos últimos anos de Herodes, o Grande.

  • Por outro lado, o censo de Quirinus não faz sentido, e entende-se que Lucas o usou como desculpa para deslocar algumas pessoas que são de Nazaré, no norte de Israel, para Belém, que é onde o messias tem que nascer, mas nada mais.
  • É um artifício literário”, conclui Javier Alonso.
  • Antonio Piñero concorda que se trata de um recurso profético: “uma vez que se acredita que Jesus é o messias, concorda-se com a profecia de Miquéias, capítulo 5:1, a de que o messias virá de Belém, cidade onde nasceu Davi”.

A profecia, que estava no Antigo Testamento, é então cumprida se Jesus nascer em Belém. Os Evangelhos oferecem outras âncoras cronológicas que permitem situar Jesus no tempo, mas não há outros textos onde a sua vida tenha sido registrada. Flavio Josefo, o historiador judeu-romano do século 1, “menciona Jesus em sua ‘História dos Judeus’, que escreveu por volta do ano 95, mas o faz de maneira geral, não menciona seu nascimento”, explica Piñero.

  • Você poderia saber o dia em que o imperador Augusto nasceu, mas não o de um pregador galileu, ninguém saberia.
  • E, na realidade, as fontes que temos não foram escritas até muito mais tarde”, acrescenta Javier Alonso.4 de 6 Historiador Flávio Josefo — Foto: GETTY IMAGES/BBC Historiador Flávio Josefo — Foto: GETTY IMAGES/BBC E por que os primeiros cristãos não se interessaram pela infância de Jesus? Como é que Paulo não contou nada sobre os primeiros anos de sua existência? Por que Marcos, que escreveu o primeiro Evangelho cerca de 40 anos após a morte de Jesus, não menciona seu nascimento? Segundo Piñero, deve-se levar em conta que, para os primeiros cristãos, a mensagem de Jesus era de que a chegada do Reino de Deus era “iminente”.

Não era algo que aconteceria no futuro, no fim dos tempos ou após o julgamento final. Por isso, não havia interesse em relembrar momentos ou fatos específicos dos ensinamentos de seu profeta. “Para o cristianismo primitivo, a chegada do Reino era muito iminente, então por que se preocupar? Nem com o túmulo de Jesus, nem com a data exata de sua morte, muito menos de seu nascimento”, diz o acadêmico.

No entanto, como os contemporâneos de Jesus morreram e as gerações seguintes perceberam que o Reino dos céus não viria, surgiu a necessidade de escrever o que se sabia sobre ele para transmiti-lo às gerações seguintes. “O nascimento de Jesus na religião cristã primitiva não tem importância porque a mensagem original é que Jesus morre pelos pecados da humanidade e ressuscita.

E isso é o triunfo sobre a morte. Tudo o mais é decorativo”, argumenta o historiador. Mas, com o aumento de sua popularidade, surge a necessidade de conhecer mais sobre o personagem, para preencher as lacunas da biografia que não estão disponíveis. “É por isso que o cristianismo escreve a biografia de Jesus ao contrário.

Os textos mais antigos referem-se à morte e à ressurreição. Depois começam a falar da sua vida pública, dos três anos de pregação. E os dois textos que falam do nascimento são os mais recentes, os de Mateus e Lucas”.5 de 6 Apenas os dois primeiros capítulos dos Evangelhos de Mateus e Lucas mencionam infância de Jesus — Foto: GETTY IMAGES/BBC Apenas os dois primeiros capítulos dos Evangelhos de Mateus e Lucas mencionam infância de Jesus — Foto: GETTY IMAGES/BBC Assim, se a evidência histórica nos aproxima do ano 4 a.C., de onde vem a data do ano 1? Aqui, um monge bizantino do século V, Dionísio, o Magro, entra em cena.

Como explica Piñero, Dionísio, estando em Roma por volta do ano 497, foi comissionado pelo Papa para determinar a data da Páscoa a fim de entrar em acordo com as igrejas orientais. E, uma vez que a data da Páscoa foi definida, ele foi convidado a descobrir exatamente quando Jesus nasceu.

Dionísio era cronógrafo, ou seja, estudava cronografia a partir dos textos da época. “Ele não tinha as fontes que um historiador tem hoje, então fez como Deus o fez entender, e errou”, argumenta Javier Alonso. O monge determinou que Jesus nasceu 753 anos após a fundação de Roma, anotando 754 como o ano 1 da era cristã.

Essa forma de contar os anos foi imposta ao longo do tempo e, com ela, o erro da data de nascimento de Jesus. Naquela época, no mundo romano, o tempo era medido pelo número de anos do imperador (por exemplo, o ano 5 de Tibério, ou o ano 4 de Nero) e, em algumas cidades, pela data de sua fundação, como o caso de Roma.6 de 6 Cristianismo adotou o feriado pagão do “sol invicto” — Foto: GETTY IMAGES/BBC Cristianismo adotou o feriado pagão do “sol invicto” — Foto: GETTY IMAGES/BBC Dionísio não teve nada a ver com isso, pois foi estabelecido antes dele.

Trata-se, explica Piñero, de uma “invenção cristã”: o imperador Teodósio Magno estabeleceu o cristianismo como religião exclusiva do Império Romano após o ano 380 “e quando a Igreja passa de perseguida a perseguidora, trata de assimilar dentro Cristianismo tanto quanto possível do paganismo.” Em 25 de dezembro, o império celebrava o festival do “sol invicto”, o dia em que Zeus, o sol, derrotou a escuridão.

Nem mais nem menos que o solstício de inverno, momento em que os dias começam a ficar mais longos. O solstício é no dia 21, “mas os antigos o celebravam no dia 25 porque era a data em que já se notava que o “sol invencível”, ou seja, Zeus, estava vencendo as trevas.

E quem era o sol invencível? Bem, Jesus. É por isso que essa data é cristianizada e está determinado que o nascimento de Jesus foi em 25 de dezembro”, explica Antonio Piñero. Nesse mês, também os romanos celebravam a Saturnalia, festa dedicada ao deus Saturno “em que se penduravam guirlandas, se distribuíam presentes e até havia árvores como a nossa no Natal.

Assim, copiam-se datas, substituem-se datas e muitos vezes costumes”, acrescenta Alonso. Portanto, foi só a partir do século 4 que o nascimento de Jesus começa a ser celebrado. E quando a data se torna relevante como feriado cristão? A arte pode servir de pista, explica o historiador: na igreja de San Vitale em Ravenna, do século VI, da época do imperador Justiniano, “já existem imagens, por exemplo, da adoração dos Reis, pelo que se dá importância a episódios nos evangelhos relacionados ao nascimento de Jesus”.

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Se a data que celebramos não é realmente aquela em que Jesus nasceu, que outros dados sobre seu nascimento os historiadores dão como certo? Antonio Piñero considera que, como os capítulos de Mateus e Lucas nos quais se fala da infância de Jesus são tão diferentes entre si, “a ponto de parecer que falam de duas pessoas diferentes”, presumivelmente poderíamos considerar no que coincidem como suposto fato histórico.

Basicamente, que seus pais se chamavam Maria e José, que era uma família muito religiosa, e que Jesus era galileu. Mas Javier Alonson discorda: “me parecem dois textos quase mitológicos”. : Em que data Jesus nasceu de acordo com os evangelhos e como surgiu a convenção de 25 de dezembro?

O que é o que é está no final da Páscoa?

O que é a Semana Santa: – A Semana Santa é um momento sagrado para os cristãos. Nela se comemoram os mistérios da salvação a partir da recordação da última semana da vida de Jesus Cristo, A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, passa pela Sexta-Feira Santa (dia da crucificação e morte de Jesus) e termina no Domingo de Páscoa, quando se celebra a ressurreição de Cristo.

O Tríduo Pascal é o momento mais importante da Semana Santa, já que representa a salvação humana e a renovação da vida. Ele começa na Quinta-Feira Santa e termina no Domingo de Páscoa. O Tríduo estabelece a ligação entre o fim da Quaresma e a Páscoa. Durante a Semana Santa, os cristãos relembram as ações e refletem sobre as mensagens de Jesus Cristo.

Também é o tempo em que os cristãos renovam sua fé e seu compromisso de viver de acordo com os ensinamentos de Cristo. Em virtude de sua importância, a Semana Santa é marcada por muitos rituais que fazem referência a eventos importantes dos últimos momentos da vida de Jesus.

A Santa Missa da Ceia do Senhor, que marca o início do Tríduo, a Encenação da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo e a Procissão do Círio Pascal são alguns desses rituais tradicionais. A Semana Santa muda de data todos os anos devido ao fato da Páscoa cristã estar relacionada com a Páscoa judaica. Eventos como a Última Ceia e a morte de Cristo aconteceram durante a Páscoa judaica, que é definida de acordo com as fases da Lua.

Como as fases da Lua não acontecem nas mesmas datas em todos os anos, essas datas também variam de ano para ano.

Como os judeus celebram a Páscoa?

Páscoa judaica começa neste sábado (27) e vai até 4 de abril Diferente da comemoração da Páscoa cristã, celebrada no domingo, que marca o sacrifício e a ressurreição de Cristo (que é a volta à vida depois da morte), a Páscoa Judaica começa neste sábado, dia 27, e vai até 04 de abril.

Conhecida pelos judeus como Pessach, que significa passagem, a Páscoa judaica é uma tradição milenar, que relembra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. Várias refeições e narrativas são intercaladas como forma de reforçar o significado da data para os judeus e ensinamento para as crianças.

A páscoa judaica começa com o Sêder, que é o jantar e segue com a leitura do Hagadá, livro que contém a história de libertação dos hebreus.

A celebração ocorre no dia 14 do mês Nissin, de acordo com o calendário próprio dos judeus e dura oito dias. *Estagiária da Rádio Nacional de Brasília com supervisão de Roberta Piza

Edição: Edgard Matsuki – Editor da Radioagência Nacional : Páscoa judaica começa neste sábado (27) e vai até 4 de abril

Porque a Páscoa é comemorada no domingo?

Depois de condenado, Cristo foi crucificado em uma colina conhecida como Gólgota. Ainda na Semana Santa, o dia seguinte à crucificação de Cristo é conhecido como Sábado de Aleluia, e o domingo no qual ele ressuscitou é o Domingo de Páscoa.

O que a Bíblia diz sobre o domingo de Ramos?

Domingo de Ramos: Entrada triunfal de Cristo em Jerusalém – O domingo antes da Páscoa é o que o mundo cristão tradicionalmente chama de Domingo de Ramos. Este dia comemora a entrada triunfal de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém, no domingo antes de Sua morte.

Antes de entrar em Jerusalém pela última vez, Jesus pediu a dois de Seus discípulos que Lhe trouxessem um jumento (ver Mateus 21:1–7 ). Em cumprimento da profecia do Velho Testamento, Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumento (ver Zacarias 9:9 ). Muitas pessoas vieram ao encontro de Jesus e cobriram Seu caminho com folhas de palmeira, ramos floridos e panos.

Reconhecendo-O como seu Rei, eles exclamaram louvores como “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor” ( Lucas 19:38 ) e “Hosana ao Filho de Davi” ( Mateus 21:9 ).

Qual foi a data em que Jesus nasceu?

Também é provável que, se o monge medieval encarregado de determinar a data de seu nascimento não tivesse calculado mal, estaríamos em 2026 agora. É impossível saber ao certo em que data Jesus de Nazaré nasceu. A única fonte que os historiadores têm para reconstruir sua vida são os evangelhos, escritos décadas depois de sua morte por pessoas que nunca o conheceram em vida e que eram propagandistas da fé em Jesus como messias.

Sua história vem de segunda, terceira ou quinta mão, narrada por cristãos de primeira geração interessados, segundo historiadores, na morte e ressurreição de Jesus, não tanto em seu nascimento. Os textos dos evangelistas, no entanto, fornecem pistas para situar Jesus — sobre cuja existência como personagem histórico há amplo consenso entre os pesquisadores — em um momento específico da história.

As principais fontes, explica o historiador espanhol Javier Alonso à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC), são os Evangelhos de Mateus e Lucas, escritos aproximadamente por volta dos anos 80-90 d.C. Enquanto os textos mais antigos do Novo Testamento, como o Evangelho de Marcos e as sete cartas do Apóstolo Paulo de Tarso consideradas autênticas, não fazem menção de sua juventude, os Evangelhos de Mateus e Lucas incluem o que é conhecido como a “relatos da infância” de Jesus.

  • Evangelhos foram escritos décadas depois da morte de Jesus — Foto: GETTY IMAGES/BBC “O problema é que, do ponto de vista cronológico, eles são incompatíveis”, diz Alonso, que também é filólogo bíblico e semítico.
  • Marcos afirma que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, o Grande, pouco antes de sua morte.

“Como agora sabemos que Herodes morreu em 4 a.C., conforme o Evangelho de Mateus, Jesus deve ter nascido em 4, 5, 6 ou 7 a.C.” Possivelmente eles perceberam a incoerência de que Jesus nasceu vários anos antes de Cristo, ou seja, dele mesmo. Mas paciência, chegaremos lá.

Lucas, porém, não fala de Herodes, mas relaciona o nascimento de Jesus ao censo de Quirino. Segundo seu relato, Maria e José, os pais de Jesus, tiveram que viajar da Galileia a Belém para poderem se registrar no censo. O evangelista assegura que se trata do relato feito por Públio Sulpício Quirino, governador romano da Síria, que naquela época incluía a Judeia, e que o casal teve que viajar para lá, apesar do avançado estado de gravidez de Maria, porque era o lugar de nascimento de José.

O censo existiu, como testemunha o historiador Flavio Josefo, o que nos permite atribuir-lhe uma data: o ano 6 d.C. “Ou seja, há uma diferença de pelo menos 10 anos entre Mateo e Lucas”, argumenta Alonso. A tudo isso devemos acrescentar mais uma circunstância: a possibilidade de que esses capítulos, Mateus 1 e 2, e Lucas 1 e 2, tenham sido acrescentados aos respectivos evangelhos uma vez que já estavam circulando, explica à BBC News Mundo Antonio Piñero, professor emérito de Filologia Grega da Universidade Complutense de Madrid, na Espanha, cujo estudo se concentrou na língua e na literatura do cristianismo primitivo.

  • Evangelho de Lucas afirma que José e Maria tiveram que viajar para Belém para se registrar no censo, mas historiadores consideram isso um recurso profético.
  • Foto: GETTY IMAGES/BBC “Sabemos que foram adicionados porque os personagens do evangelho posterior, de Mateus 3 e Lucas 3, não fazem ideia do que aconteceu nos capítulos anteriores, e até há dados contraditórios”, argumenta Piñero, que garante que os historiadores situam a redação desses relatos no início do século 2.
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Portanto, é possível que, quando o nascimento e a infância de Jesus foram escritos, mais de 60 anos tenham se passado desde sua morte. Até então, aponta Piñero, estima-se que havia cerca de 3 mil cristãos no mundo, espalhados, aliás, em diferentes comunidades.

Então, qual relato está mais próximo da realidade, Mateus ou Lucas? Para determinar isso, os historiadores estudaram as outras âncoras históricas que aparecem nos Evangelhos, especialmente uma figura central na vida de Jesus: Pôncio Pilatos. Sabe-se que Jesus morreu durante o governo do prefeito Pôncio Pilatos, ocorrido de 26 a 36 d.C., e que começou a pregar no 15º ano do imperador Tibério, explica Alonso.

“Se prestarmos atenção em Mateus, e Jesus nascer no ano 4 a.C., faz sentido. Ele morreria no ano 30 e teria, talvez, 34 anos”, argumenta o historiador. No entanto, se ouvirmos Lucas, a conta não fecha. “Por datas, o que faz sentido é Mateus, ou seja, que Jesus nasceu aproximadamente em 4 a.C., nos últimos anos de Herodes, o Grande.

  1. Por outro lado, o censo de Quirinus não faz sentido, e entende-se que Lucas o usou como desculpa para deslocar algumas pessoas que são de Nazaré, no norte de Israel, para Belém, que é onde o messias tem que nascer, mas nada mais.
  2. É um artifício literário”, conclui Javier Alonso.
  3. Antonio Piñero concorda que se trata de um recurso profético: “uma vez que se acredita que Jesus é o messias, concorda-se com a profecia de Miquéias, capítulo 5:1, a de que o messias virá de Belém, cidade onde nasceu Davi”.

A profecia, que estava no Antigo Testamento, é então cumprida se Jesus nascer em Belém. Os Evangelhos oferecem outras âncoras cronológicas que permitem situar Jesus no tempo, mas não há outros textos onde a sua vida tenha sido registrada. Flavio Josefo, o historiador judeu-romano do século 1, “menciona Jesus em sua ‘História dos Judeus’, que escreveu por volta do ano 95, mas o faz de maneira geral, não menciona seu nascimento”, explica Piñero.

  1. Você poderia saber o dia em que o imperador Augusto nasceu, mas não o de um pregador galileu, ninguém saberia.
  2. E, na realidade, as fontes que temos não foram escritas até muito mais tarde”, acrescenta Javier Alonso.
  3. Historiador Flávio Josefo — Foto: GETTY IMAGES/BBC E por que os primeiros cristãos não se interessaram pela infância de Jesus? Como é que Paulo não contou nada sobre os primeiros anos de sua existência? Por que Marcos, que escreveu o primeiro Evangelho cerca de 40 anos após a morte de Jesus, não menciona seu nascimento? Segundo Piñero, deve-se levar em conta que, para os primeiros cristãos, a mensagem de Jesus era de que a chegada do Reino de Deus era “iminente”.

Não era algo que aconteceria no futuro, no fim dos tempos ou após o julgamento final. Por isso, não havia interesse em relembrar momentos ou fatos específicos dos ensinamentos de seu profeta. “Para o cristianismo primitivo, a chegada do Reino era muito iminente, então por que se preocupar? Nem com o túmulo de Jesus, nem com a data exata de sua morte, muito menos de seu nascimento”, diz o acadêmico.

  1. No entanto, como os contemporâneos de Jesus morreram e as gerações seguintes perceberam que o Reino dos céus não viria, surgiu a necessidade de escrever o que se sabia sobre ele para transmiti-lo às gerações seguintes.
  2. O nascimento de Jesus na religião cristã primitiva não tem importância porque a mensagem original é que Jesus morre pelos pecados da humanidade e ressuscita.

E isso é o triunfo sobre a morte. Tudo o mais é decorativo”, argumenta o historiador. Mas, com o aumento de sua popularidade, surge a necessidade de conhecer mais sobre o personagem, para preencher as lacunas da biografia que não estão disponíveis. “É por isso que o cristianismo escreve a biografia de Jesus ao contrário.

Os textos mais antigos referem-se à morte e à ressurreição. Depois começam a falar da sua vida pública, dos três anos de pregação. E os dois textos que falam do nascimento são os mais recentes, os de Mateus e Lucas”. Apenas os dois primeiros capítulos dos Evangelhos de Mateus e Lucas mencionam infância de Jesus — Foto: GETTY IMAGES/BBC Assim, se a evidência histórica nos aproxima do ano 4 a.C., de onde vem a data do ano 1? Aqui, um monge bizantino do século V, Dionísio, o Magro, entra em cena.

Como explica Piñero, Dionísio, estando em Roma por volta do ano 497, foi comissionado pelo Papa para determinar a data da Páscoa a fim de entrar em acordo com as igrejas orientais. E, uma vez que a data da Páscoa foi definida, ele foi convidado a descobrir exatamente quando Jesus nasceu.

  1. Dionísio era cronógrafo, ou seja, estudava cronografia a partir dos textos da época.
  2. Ele não tinha as fontes que um historiador tem hoje, então fez como Deus o fez entender, e errou”, argumenta Javier Alonso.
  3. O monge determinou que Jesus nasceu 753 anos após a fundação de Roma, anotando 754 como o ano 1 da era cristã.

Essa forma de contar os anos foi imposta ao longo do tempo e, com ela, o erro da data de nascimento de Jesus. Naquela época, no mundo romano, o tempo era medido pelo número de anos do imperador (por exemplo, o ano 5 de Tibério, ou o ano 4 de Nero) e, em algumas cidades, pela data de sua fundação, como o caso de Roma.

Cristianismo adotou o feriado pagão do “sol invicto” — Foto: GETTY IMAGES/BBC Dionísio não teve nada a ver com isso, pois foi estabelecido antes dele. Trata-se, explica Piñero, de uma “invenção cristã”: o imperador Teodósio Magno estabeleceu o cristianismo como religião exclusiva do Império Romano após o ano 380 “e quando a Igreja passa de perseguida a perseguidora, trata de assimilar dentro Cristianismo tanto quanto possível do paganismo.” Em 25 de dezembro, o império celebrava o festival do “sol invicto”, o dia em que Zeus, o sol, derrotou a escuridão.

Nem mais nem menos que o solstício de inverno, momento em que os dias começam a ficar mais longos. O solstício é no dia 21, “mas os antigos o celebravam no dia 25 porque era a data em que já se notava que o “sol invencível”, ou seja, Zeus, estava vencendo as trevas.

E quem era o sol invencível? Bem, Jesus. É por isso que essa data é cristianizada e está determinado que o nascimento de Jesus foi em 25 de dezembro”, explica Antonio Piñero. Nesse mês, também os romanos celebravam a Saturnalia, festa dedicada ao deus Saturno “em que se penduravam guirlandas, se distribuíam presentes e até havia árvores como a nossa no Natal.

Assim, copiam-se datas, substituem-se datas e muitos vezes costumes”, acrescenta Alonso. Portanto, foi só a partir do século 4 que o nascimento de Jesus começa a ser celebrado. E quando a data se torna relevante como feriado cristão? A arte pode servir de pista, explica o historiador: na igreja de San Vitale em Ravenna, do século VI, da época do imperador Justiniano, “já existem imagens, por exemplo, da adoração dos Reis, pelo que se dá importância a episódios nos evangelhos relacionados ao nascimento de Jesus”.

Se a data que celebramos não é realmente aquela em que Jesus nasceu, que outros dados sobre seu nascimento os historiadores dão como certo? Antonio Piñero considera que, como os capítulos de Mateus e Lucas nos quais se fala da infância de Jesus são tão diferentes entre si, “a ponto de parecer que falam de duas pessoas diferentes”, presumivelmente poderíamos considerar no que coincidem como suposto fato histórico.

Basicamente, que seus pais se chamavam Maria e José, que era uma família muito religiosa, e que Jesus era galileu. Mas Javier Alonson discorda: “me parecem dois textos quase mitológicos”.