Qual O Valor Do DLar?

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  • 19.31.

  • USD/RUB:

    Quanto é que tá o preço do dólar para compra?

    1 USD = R$ 5,224. IOF (1.1%) = R$ 57,46. Valores para São Paulo/SP, com IOF incluso. Taxa de câmbio referente à compra pelo site com pagamento via TED/PIX.

    Qual o valor do dólar hoje em São Paulo?

    R$ 5,08.

    Quando o dólar vai subir?

    O dólar vai subir até o fim do ano? Veja o que o mercado espera – Estadão E-Investidor – As principais notícias do mercado financeiro

    O Boletim Focus desta segunda-feira (11) mostrou que o mercado brasileiro voltou a esperar por um dólar mais alto ao final de 2023 Há quatro semanas, a expectativa era que o câmbio encerrasse o ano a R$ 4,93; agora, a projeção voltou a casa dos R$ 5 Especialistas explicam que a alta da projeção acompanha a alta a própria cotação, com o plano de fundo de aversão a risco global e alta de juros nos Estados Unidos

    O desta segunda-feira (11) trouxe a confirmação de uma tendência que já vinha aparecendo nas últimas semanas: o brasileiro voltou a precificar um mais elevado para o final de 2023.

    Qual foi o valor mais alto do dólar?

    Ptax fecha a R$ 5,17 – A taxa de câmbio calculada durante o dia pelo Banco Central teve alta de 1,68% nesta 3ª feira (8.nov.2022). O indicador é referência para realização de transações internacionais que envolvem a conversão da moeda nacional por dólares americanos. O valor de venda passou de R$ 5,09 para R$ 5,17. O pico nominal mensal foi registrado em outubro de 2020, quando era de R$ 5,77. Quando o Plano Real foi lançado, em junho de 1994, a moeda norte-americana era cotada a R$ 1. O valor equivalia a R$ 3,70 a preços atuais –quando considera a correção pela inflação dos EUA e do Brasil retrospectivamente. Na prática, o real registrou desvalorização em relação ao dólar desde 1994.

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    Por que o dólar está caindo?

    Na manhã da segunda-feira (12) a moeda americana chegou a ser cotada a R$4,91, o menor nível desde o dia 9 de junho de 2022. Isso representa uma valorização de 5,3% em relação à cotação da moeda no fechamento do último dia útil do ano passado. Depois de um começo de ano conturbado, marcado por falências de empresas domésticas e por uma potencial crise financeira que levou a falências bancos regionais do Estados Unidos, o real parece finalmente ter encontrado um caminho mais sólido de valorização. O fato de o Brasil ter a taxa real de juros mais alta do mundo explica boa parte do movimento de queda do dólar. A taxa real de juros ex-post, diferença entre os juros nominais (13,75%) e a inflação esperada para março do ano que vem (5,66%), está em (8,1%), e isso, indiscutivelmente, atrai mais capital estrangeiro para o país, tornando a moeda americana e, consequentemente mais barata à que demanda este ativo.

    Apesar da expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece o ciclo de cortes de juros entre as reuniões de maio e junho, ainda sim o Brasil deterá o título de país com a taxa real de juro mais alta do mundo, o que deve contribuir para que esses capitais estrangeiros continuem fluindo ao país pelos próximos meses.

    Outro ponto importante vem do comportamento recente da inflação. Sabemos que continua tudo muito caro ao consumidor brasileiro, mas em linhas gerais, os dados anualizados, apontam para um movimento de desinflação que deve perdurar até o mês de junho deste ano. A expectativa de o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) ter encerrado o ciclo de alta de juros na sua última reunião de política monetária, em março, contribui para a queda do valor do dólar no mundo inteiro. Parte da desvalorização registrada pelas moedas não conversíveis é fruto do súbito aumento da taxa de juros nos Estados Unidos.

    E o fim do ciclo de aumento de juros por lá pode representar um forte movimento de correção. O Fed decidiu aumentar a taxa básica de juros norte-americana de 0,25% para 5,0% depois que uma onda inflacionária varreu as economias ocidentais. Países europeus se viram diante de processos inflacionários que não eram vistos desde a Segunda Guerra Mundial e isso os obrigou a mudar completamente a direção das suas políticas monetárias.

    Esse comportamento hawkish dos bancos comerciais dos países desenvolvidos trouxe uma movimento coordenado de desvalorização das divisas não conversíveis como o real brasileiro, o peso mexicano e a lira turca, por exemplo. O fim dos aumentos de juros por parte do Fed e do Banco Central Europeu prometem reverter, em parte, essas desvalorizações das moedas de países em desenvolvimento.

    No caso do Brasil, essa reversão deve ser mais forte, porque temos elementos domésticos importantes na conta, como o novo arcabouço fiscal. Com a possibilidade de o novo arcabouço fiscal resolver os problemas fiscais brasileiros o dólar tende a cair. A nova âncora fiscal acabou produzindo um ambiente benigno para a divisa brasileira, já que parte do movimento de desvalorização da moeda brasileira foi provocado, desde o ano passado, pela desidratação do teto de gastos.

    Esse movimento, de desvalorização do real a partir de condições domésticas, começou com a decretação do estado de emergência, em meados do ano passado. Essa condição permitiu ao governo gastar recursos que não estavam previstos no orçamento e driblar as amarras colocadas pelo teto de gastos e outras leis que tratam das contas públicas.

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    A situação ficou ainda mais nebulosa depois que o novo governo prometeu substituir o teto de gastos por outra regra. Não que o teto de gastos fosse bom ou ruim ao país. Porque não era bom e, tanto o governo atual quanto o anterior concordam com isso. Mas o clima de incerteza em relação às novas regras acabou provocando mais desvalorização da moeda nacional.

    Bem, passado todo esse imbróglio, o novo arcabouço está a poucos dias de ser entregue de fato ao Congresso Nacional, mas o pouco que se sabe sobre a nova âncora fiscal foi bem recebido pelo mercado financeiro e colaborou, em grande medida, para o mercado de câmbio doméstico. A queda no valor da moeda americana deve colaborar com o processo de desinflação pelo qual o Brasil está passando. Como grande parte daquilo que se consome por aqui tem origem estrangeira, quanto mais valorizado o real, mais barato ficam os insumos, matérias primas e produtos comprados por importadores brasileiros.

    Como o problema da inflação é maior e mais urgente do que as contas externas do país que, diga-se de passagem, estão sob total controle neste momento, a queda do valor do dólar em reais é algo a se comemorar. Ao menos em teoria, quanto mais valorizada estiver a moeda brasileira, mais barato fica tudo aquilo que é comprado em dólar, como parte da gasolina consumida no país, produtos derivados do trigo (pães e massas) e diversos componentes eletrônicos que vão de carros a celulares.

    Difícil prever um limite, mas enquanto as variáveis em jogo permanecerem como estão, a tendência de queda deve se manter e, com isso, podemos ver o dólar em torno de R$4,80. Essa valorização do real pode ser suavizada e até revertida considerando todos os riscos que ainda temos na economia mundial.

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    Não podemos esquecer que há cerca de um mês nós estávamos diante de uma potencial crise financeira com o desaparecimento do Credit Suisse e bancos regionais norte-americanos. Além disso, ainda temos desajustes nas cadeias produtivas globais provocados sobretudo pela situação geopolítica do leste europeu.

    No Brasil, ainda esperamos pela reforma tributária e pela aprovação do novo arcabouço fiscal por parte do parlamento brasileiro. Até lá encontraremos muitos ruídos e desajustes pelo caminho. A boa notícia é que, no longo prazo, deve prevalecer o movimento de valorização da moeda brasileira.