Quem Iansã?

O que o orixá Iansã faz?

Iansã – Brasil Escola Tão poderosa quanto o seu marido Xangô, Iansã é uma deusa que percorreu vários reinos em busca da sabedoria de outros orixás. Utilizando de sua ampla capacidade de despertar a paixão, aprendeu várias habilidades pertencentes a outras divindades.

  1. Só não conseguiu tal feito quando se deparou com Obaluaê, orixá que jamais se rendeu aos encantos de outro alguém.
  2. Irrequieta tal qual o marido, Iansã tem forte espírito guerreiro e já foi de grande serventia quando Oxalá precisava vencer uma batalha.
  3. Nessa ocasião, ele contava com a ajuda de Ogum, feitor de armas.

Contudo, mesmo se dedicando o máximo que podia, o orixá ferreiro não conseguia atender a demanda de Oxalá. Ao notar a reclamação do guerreiro, Iansã, que ainda não havia se casado com Xangô, se pôs a ajudar na fabricação das armas soprando o fogo que as forjavam.

  • Por meio desse mito, vemos que Iansã tem sua força ligada à participação nas guerras e no domínio dos ventos.
  • Toda vez que um grande deslocamento de ar acontece, os devotos desse orixá reconhecem o seu poder de atuação.
  • Dessa forma, sendo portadora dos ventos e senhora de batalhas, esse orixá feminino se destaca ao se mostrar detentora de habilidades e comportamentos tradicionalmente masculinos.

Oyá, outro nome comum para Iansã, também está ligada ao mundo dos mortos. Através de um instrumento litúrgico, feito com rabo de cavalo, ela conduz a trilha que estabelece esse contato entre os que não estão mais vivos. Além disso, é esse mesmo orixá que prepara roupas especiais para os mortos, chamadas de egungum.

Por meio desse traje, os mortos adquirem a capacidade de voltar à Terra para entrar em contato com os seus descendentes. Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Ao mesmo tempo em que é ligada ao fogo, por sua capacidade de despertar paixões, Oyá também está costumeiramente associada ao poder dos trovões e da eletricidade.

Esse último poder foi adquirido junto a Xangô, que lhe ensinou tal habilidade em sinal do arrebatador sentimento que lhe tomou ao conhecer a bela divindade. Tal gesto de devoção seria crucial para que Iansã aprendesse a diferença entre um amor verdadeiro e a simples paixão.

  1. No âmbito sincrético, a mitologia de Iansã é usualmente associada à Santa Bárbara, divindade católica que foi morta pelo pai ao se converter ao cristianismo.
  2. Após a execução de Bárbara, um raio atingiu a cabeça de seu progenitor.
  3. Pela razão do óbito, muitos equiparam a santidade católica ao poder que Oyá tem de controlar os ventos e raios.

Além disso, o fato de Santa Bárbara ser representada com uma espada nas mãos reforça ainda mais a aproximação junto à divindade afro. Por Rainer Sousa Graduado em História : Iansã – Brasil Escola

Quem é o Santo Iansã?

Na igreja católica Iansã é sincretizada por SANTA BARBARA. É a única que se relaciona com os espíritos dos mortos a tornando conhecida senhora do cemitério.

Quem Iansã protege?

Quem é Santa Bárbara, conhecida como Iansã? No dia da orixá, saiba mais sobre a história dela e quem são os famosos devotos da santidade Santa Bárbara / Crédito: Divulgação Hoje é dia de Santa Bárbara ou, seguindo o sincretismo religioso, Dia de Iansã, a orixá Guerreira, senhora das almas, dos ventos, das tempestades, dos raios e relâmpagos. Iansã é um Orixá que teve seu culto nascido na Nigéria, mais especificamente nas margens do Rio Niger que chegou ao Brasil juntamente com os negros escravos.

  • Na juventude, Iansã viajou por muitos reinos e foi a paixão de muitos reis, entre eles Exu, Oxossi, Ogum, Logun-Edé.
  • O seu objetivo era aprender o máximo que pudesse sobre todos os reinos e conhecer melhor o universo.
  • Na umbanda, Iansã protege e livra os fiéis de todos os tipos de ataques, sejam de origem física, espiritual ou mental.

Com uma história tão inspiradora, a Santa/Orixá tem os seus devotos no Brasil, entre eles Maria Bethânia. A cantora possui até mesmo uma música dedicada à Iansã, chamada ‘Senhora do Raio e do Vento’. Mas Bethânia não é a única. Na lista, Camila Pitante e Regina Casé, que usou o Instagram para comemorar esse dia.

O que quer dizer ser filha de Iansã?

A espiritualidade na vida dos filhos de Iansã Mãe e Cigana Lira Curiosa(o), gosta de conhecer coisa e lugares diferentes? Tem um comportamento otimista e está sempre de bom humor? Pode se dar bem ao dar aulas, já que gosta de aprender e ensinar. Senhora das tempestades, Iansã e a Orixá de paixões fortes e emoções intensas.

  • Auxilia no despertar da consciência e no equilíbrio das ações humanas.
  • Iansã tem na natureza o domínio sobre os ventos, furacões, tufões, raios e as chuvas torrenciais. Domina na espiritualidade os Eguns, espíritos recém incarnados entregues
  • nas mãos de Obaluaiê, que presidie o desencarne.
  • Quando o corpo for entregue ao barro de Nanã, é Iansã, a Senhora dos Cemitérios, quem conduzira o espírito a evolução do plano superior. Por isso; Iansã utiliza eruexin, instrumento magico que conduz e subjuga os espíritos em evolução entre os parâmetros
  • está a espada pois trata-se de uma Orixá guerreira.

Iansã é filha de Iemanjá e Oxalá. Irmã de Oxum, Orixá a quem rivaliza espiritualmente em seu romance com Xangô. No âmbito do sincretismo: A mitologia de Iansã é usualmente associada a Santa Bárbara, divindade católica que foi morta pelo pai ao se converter ao cristianismo. Após a execução de Bárbara, um raio atingiu a cabeça de seu progenitor. Pela razão do óbito, muitos equiparam a santidade

  1. católica ao poder que Oyá tem de controlar os ventos e raios.
  2. Culto a Iansã Orixá: Dia: Quarta- feira; Cores: Marrom, vermelho e rosa; Símbolos: espada, eruexim, chifre de boi; Elementos: Ar em movimento, fogo; Domínios: Bambuzal, tempestades, ventanias, raios, morte;
  3. Saudação: Epahei Oyá.
  4. Característica dos filhos de Oyá Vencem grandes batalhas de vida, mudanças é a palavra de ordem, dificuldade em
  5. dominar os impulsos, paixões avassaladoras, grandes e caridosos amigos.

Ficou curioso, quer saber mais, aprender mais? Procure a Mãe e Cigana Lira. ■ Mãe e Cigana Lira Tem 46 anos de espiritualidade. Tem o propósito de ajudar e orientar a todos que precisarem.

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: A espiritualidade na vida dos filhos de Iansã

Qual é o lado negativo de Iansã?

Iansã possui sincretismo religioso com Santa Bárbara. É considerada a senhora dos ventos e das tempestades. Como Orixá altiva, poderosa, guerreira, Iansã tem força que aplaca raios e trovões. Junto com Omulu é a dona dos cemitérios. Características dos filhos (as) de Iansã: Lado positivo : em geral são pessoas de personalidade forte, intensos – não medem consequências para defender os seus, decididos, carismáticos e atraentes.

Outra característica marcante, é a paixão pela liberdade, impulsivos, não têm medo de correr atras das oportunidades que aparecem, mesmo que quebrem a cara, desse modo, apresentam pensamento à frente do seu tempo, nunca deixando de ascender profissionalmente. Lado negativo: considerando a personalidade forte, em desequilíbrio, os filhos e filhas de Iansã são instáveis, tendem a perder a cabeça com facilidade, brigam e falam o que lhes vem a cabeça sem pensar nas consequências.

Cor: Laranja Dia da semana: segunda-feira, mas também divide a energia de quarta-feira com Xangô. Data comemorativa: 04/12 Entrega/oferenda: Acarajé (principal), Velas: 7 velas laranja; Bebida: usar água mineral; Não vai fumo. ***entregar na gamela de madeira.

O que devemos pedir a Iansã?

Orações para Iansã ‘Ó gloriosa Mãe Guerreira, dona das tempestades, Protegei-me eu e minha família contra os maus espíritos, Para que eles não tenham forças de atrapalhar minha caminhada, E que não se apossem da minha luz.

Qual é a cor da Iansã?

Umbanda: Cores das velas e Orixás | Velas Dom Bosco Olá, seja bem-vindo à Velas Dom Bosco! No contexto umbandista, as velas desempenham um papel importante em rituais e cerimônias. As cores das velas podem variar de acordo com a intenção do ritual ou com o orixá (divindade) que está sendo reverenciado. Aqui estão algumas das cores de velas mais utilizadas na Umbanda e seus significados associados:

Ogum: A cor da vela associada a Ogum é o vermelho, simbolizando a força, a coragem, a determinação e a proteção. Ogum é um guerreiro e protetor, sendo reverenciado com velas vermelhas. Oxóssi: A cor da vela associada a Oxóssi é o verde, representando a natureza, a renovação, a cura e a conexão com as matas. Oxóssi é considerado o orixá das florestas e dos caçadores. Xangô: A cor da vela associada a Xangô é o marrom ou o vermelho-alaranjado. Xangô é o orixá da justiça, do poder, da sabedoria e do equilíbrio. Essas cores representam a energia vibrante e firmeza de propósito associadas a Xangô. Iemanjá: A cor da vela associada a Iemanjá é o branco ou azul, simbolizando a pureza, a paz, a harmonia e a maternidade. Iemanjá é a orixá dos mares e das águas, considerada a mãe protetora. Oxum: A cor da vela associada a Oxum é o amarelo ou o dourado, representando a prosperidade, o amor, a fertilidade e a sensualidade. Oxum é a orixá das águas doces e é reverenciada por sua energia feminina e poder de sedução. Iansã: A cor da vela associada a Iansã é o rosa ou o laranja, simbolizando a transformação, a força dos ventos, a liderança e a proteção. Iansã é a orixá dos raios, dos ventos e das tempestades. Oxalá: A cor da vela associada a Oxalá é o branco, representando a paz, a pureza, a espiritualidade e a luz divina. Oxalá é o orixá da criação, considerado o pai de todos os orixás.

É importante lembrar que essas são associações gerais de cores aos orixás, e podem haver variações nas tradições e nos rituais de diferentes linhas e casas de Umbanda e até mesmo entre diferentes terreiros. Além disso, outros fatores, como a intuição do praticante e a orientação espiritual, também podem influenciar a escolha das cores das velas em rituais específicos.

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Agradecemos por ler este post e esperamos que você possa encontrar a vela certa para se conectar com seu ritual. Tenha um dia abençoado! : Umbanda: Cores das velas e Orixás | Velas Dom Bosco

Como foi a morte de Iansã?

Foi executada pelo próprio pai, que lhe cortou a cabeça com uma espada. Logo após sua morte, um raio fulminou seu assassino.

Qual é a cor da guia de Iansã?

Guia de Proteção para Iansã, Protetora de Sagitário Contas nas cores: vermelho, branco, marrom e amarelo.

Qual a força de Iansã?

Sua energia é de força, guerra e solução. Yansã jamais abandona um filho, pois é a grande mãe que nos educa em caminhos retos e corretos, fazendo com que seus filhos sejam tementes à lei da ação e reação, eliminando erros e retomando trajetórias sob influência da lei divina.

Como saber se eu sou de Iansã?

Iansã – Sagitário (22/11 a 21/12) Você é muito curioso(a) e gosta de conhecer coisas e lugares diferentes. Tem um comportamento otimista e está sempre de bom humor. Pode se dar bem ao dar aulas, já que gosta de aprender e ensinar. Senhora das tempestades, Iansã é a Orixá de paixões fortes e emoções intensas.

Qual a energia de Iansã?

Yansã | Orixás | Templo do Vale do Sol e da Lua | Umbanda “Conhecida também como Oiá, Yansã é a Senhora dos Ventos e Tempestades. Sua energia está fortemente relacionada com as intempéries, com os ventos e ainda com os raios. Num plano mais específico, Yansã rege o aparelho respiratório e o sistema glandular humanos.

  1. Isso demonstra a forte ligação deste Orixá com o elemento ar e o elemento fogo, respectivamente.
  2. Sua atuação no elemento fogo determina sua atuação sobre a energia fundamental que compõe a bioenergética humana e que o hinduísmo chama kundalini.
  3. Esse fluxo está localizado na base da coluna, sede do primeiro chakra.

Ensinam os Vedas, livros sagrados da ciência do Yoga, que na kundalini reside tal serpente recolhida no primeiro chakra. O caminho espiritual de qualquer sacerdote estaria profundamente relacionado com a subida desta força do primeiro até o sétimo chakra passando por todos os outros e abrindo, para o praticante, as portas de todos os mistérios da iniciação e da iluminação.

  • Nossa Umbanda entende essa mesma energia chamada kundalini com o nome de Yansã.
  • Sua relação com os outros Orixás é marcante e podemos citar alguns exemplos.
  • Em sua relação com Ogum, ela tem nove filhos que simbolizam sua atuação nos nove planos de manifestação e explicam seu nome Yansã (Iá Messan Orun, ou seja, a Mãe dos Nove espaços do Orum).

Sua relação mitológica com Ogum termina com uma briga violenta na qual ele é divido em sete partes e ela em nove quando suas armas se tocam simultaneamente. Ambos os casos são alusões simbólicas ao domínio de Yansã sobre os nove planos e de Ogum sobre as sete formas, simbolizadas pelas suas sete ferramentas.

Essa briga ocorre quando, conforme narram alguns mitos, Yansã abandona Ogum para viver com Xangô. A relação desses dois Orixás é bastante forte uma vez que Yansã representa os raios que sempre são acompanhados dos trovões, manifestações da força de Xangô. Yansã é considerada a única esposa que acompanha Xangô em todas as suas batalhas e inclusive em sua “morte” quando ambos se tornam Orixás.

Aqui podemos realizar um comentário pertinente quanto à possibilidade de muitas figuras de Orixás terem recebido influência em seus mitos de figuras humanas reais. Xangô, por exemplo, é sabido ter sido o nome de um rei africano. Sua louvação após a morte levou seus súditos à realizarem seu culto de forma divinizada levando à mistura de suas qualidades com qualidades dos seus deuses.

  1. Assim também ocorre nas tradições católicas e orientais quando um ser humano através da nobreza de seus atos recebe culto ou se confunde com alguma divindade particular.
  2. Em sua atuação junto à Omolu, Yansã recebe o controle sobre os mortos e recebe o nome de Yansã Igbalé.
  3. A força de Oiá é tão rápida e revela tanto movimento que ela estabelece ligações com todos os Orixás.

Alguns a consideram um Orixá “jovem” e através de sua relação com os outros Orixás ela aprende tudo que sabe. Com Ogum a luta, capacidade demonstrada pela utilização do alfanje, com Omolu o segredo dos mortos, com Xangô o poder do fogo, com Oxóssi a caça, e assim por diante.

  1. Essa característica mitológica demonstra uma inclinação dos filhos de Yansã pelo aprendizado do que quer que seja.
  2. Eles demonstram grande facilidade e interesse nas mais diversas áreas do conhecimento.
  3. Diz Verger que “O arquétipo de Oiá-Yansã é o das mulheres audaciosas, poderosas e autoritárias.
  4. Mulheres que podem ser fiéis e de lealdade absoluta em certas circunstâncias, mas que, em outros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar a manifestações a mais extrema cólera.

Mulheres, enfim, cujo temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decências, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados”.

Ao que Beniste complementa com “audaciosas, poderosas, astutas e ciumentas – dedicadas ao companheiro, não admitindo ser enganadas – fieis e leais, podendo mudar, caso sejam contrariadas em seus projetos – vistosas, bonitas, possessivas – atividade sexual – são do momento – sentem-se bem diante dos problemas – sabem viver na tempestade – irrequieta – energia e dinamismo.”Seus filhos apresentam o arquétipo da impaciência, ambição e boa memória.

São hábeis, se expressam com facilidade, julgando-se superiores aos demais. São exuberantes, extrovertidos, engraçados, francos, firmes e honestos. São independentes e casadoiros, tendendo à infidelidade. São bastante ciumentos e sensuais. São rancorosos, ríspidos, exigentes e gostam dos jogos de azar.

  • Não são organizados.
  • Não gostam muito dos afazeres domésticos, mas são trabalhadores.
  • São temperamentais em excesso e autoritários.Também conhecida como Oyá, é uma das três esposas de Xangô; as outras são Oxum e Obá.
  • Representa mais a amante do que a esposa, satisfazendo-se com diversões, folguedos e danças.

Por sua instabilidade, alguns a colocam participando da natureza da Pombagira. É sincretizada com Santa Bárbara. Bela, até vaidosa, desperta o ciúme das outras mulheres, embora prefira viver isolada fora da cidade. Lá, no silêncio e em segredo, ela tudo observa e percebe.

  1. Yansã é um Orixá feminino com energia masculina.
  2. É a dona das paixões violentas.
  3. Suas filhas falam sem pensar.
  4. Sabem usar da clareza, sendo, muitas vezes agressivas.
  5. Seus filhos têm sede de aprender, não parando muito tempo em um lugar.
  6. São dinâmicos.
  7. Não toleram a rotina.
  8. Como energia viva, pulsante e vibrante, é o desejo sexual.

Seus filhos costumam ser viris, se apaixonam violentamente, têm desejos incontidos e sentimentos mais fortes que a razão. Primeiro agem e depois é que pensam. É o Orixá que faz nossos corações baterem com força e cria em nossas mentes sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados.

É a total falta do medo das conseqüências. É o ciúme doentio, a inveja suave (a inveja mais pesada é da Oxum). Busca a justiça em favor das mulheres, conferindo liderança à suas filhas. Confere às suas filhas, multiplicidade de parceiros, mas não vivendo ao mesmo tempo, pois são fiéis no momento em que estão se relacionando.

Não são pessoas fáceis de serem moldadas e não se curvam ante as exigências dos outros. Sentem raiva, mas não são dadas à mágoas. Perdoam com muita facilidade. Seus filhos mudam repentinamente de temperamento. São bastante vingativas quando sentem raiva.

Às vezes, ferem por ingenuidade, pois não percebem que a sinceridade ao extremo pode ferir, sendo, muitas vezes mal educadas. Precisam de resultados imediatos em tudo o que fazem, pois são impacientes. São bastante sinceros, porém têm dificuldade em receber críticas sinceras. São tão independentes que acabam se tornando auto-suficientes.

Gostam do trabalho em grupo. São prestativos, trabalhadores, organizados, capazes e francos, ao extremo. Captam a falsidade dos outros e não sabem fingir. Não duvidam de si mesmos. São metódicos, gostam de tudo no lugar. Não costumam ter problemas psicológicos profundos pois colocam para fora aquilo que pensam.

Chegam e saem de um lugar sem avisar, nem dar satisfação. Costumam falar alto. São rápidos em suas decisões, pensam rápido e organizam, com facilidade, tudo à sua volta. São extrovertidos, leais e alegres, mas quando estão aborrecidos, cospem fogo. Detestam se sentir presos e acuados. Não fazem amor por fazer.

Detestam a vulgaridade. : Yansã | Orixás | Templo do Vale do Sol e da Lua | Umbanda

Quem combina com filha de Iansã?

IANSÃ – 22/11 a 21/12 Combina com os filhos de: Ogum, Xangô e Oxóssi.

Porque as pessoas de Iansã chora muito?

Não é um choro de tristeza, é um choro de felicidade. e mandando suas vibrações. naquele momento, nos abençoando. Um choro que significa o amor materno das Yabás.

Qual é a bebida de Iansã?

Também gosta de champanhe branca, licor de menta, anis ou cerejas, rosas e palmas amarelas, que devem ser deixados em campo aberto, pedreiras, praias ou cachoeiras.

Quais as entidades da linha de Iansã?

– É a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seus campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos “emocional”. No comentário sobre o orixá Egunitá já abordamos nossa amada mãe lansã.

Logo, aqui seremos breves em nosso comentário sobre ela, que também foi analisada no capitulo reservado ao orixá Ogum. Como dissemos antes, lansã, em seu primeiro elemento, e ar e forma com Ogum um par energético onde ele rege o pólo positivo e é passivo pois suas irradiações magnéticas são retas. lansã é negativa e ativa, e suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas.

Observem que lansã se irradia de formas diferentes: é cósmica (ativa) e é o orixá que ocupa o pólo negativo da linha elemental pura do ar, onde polariza com Ogum. Já em seu segundo elemento ela polariza com Xangô, e atua como o pólo ativo da linha da Justiça, que é uma das sete irradiações divinas.

Na linha da Justiça, lansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos. lansã aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.

As energias irradiadas por lansã densificam o mental, diminuindo seu magnetismo, e estimulam o emocional, acelerando suas vibrações. Com isso, o ser se torna mais emotivo e mais facilmente é redirecionado. Mas quando não é possível reconduzi-lo à linha reta da evolução, então uma de suas sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.

Nossa amada mãe Iansã possui vinte e uma lansãs intermediárias, que são assim distribuídas: Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da orixá planetária Iansã.

Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da orixá planetária Iansã. Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde, regidas pelos princípios da Lei, ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.

Enfim, são vinte e uma orixás lansãs intermediárias aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda. Como seus campos preferenciais de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa amada mãe lansã intermediária para a linha da Fé nos campos do Tempo seja confundida com a própria Oiá, já que é ela quem envia ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade.

lansã do Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo onde serão esgotados. Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em todos os sete sentidos é necessário.

E isto o Tempo faz muito bem! Já lansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa mãe maior lansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.

Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo. Mas também são muito conhecidas as lansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (lansã pura). As outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas.

  • Temos: • uma Iansã do Ar.
  • Uma Iansã Cristalina.
  • Uma lansã Mineral.
  • Uma Iansã Vegetal.
  • Uma lansã Ígnea.
  • Uma lansã Telúrica.
  • Uma lansã Aquática.
  • Bom, só por esta amostra dos múltiplos aspectos de nossa amada regente feminina do ar, já deu para se ter uma idéia do imenso campo de ação do mistério “Iansã”.

O fato é que ela aplica a Lei nos campos da Justiça Divina e transforma os seres desequilibrados com suas irradiações espiraladas, que o fazem girar até que tenham descarregado seus emocionais desvirtuados e suas consciências desordenadas! Não vamos nos alongar mais, pois muito já foi dito e escrito sobre a “Senhora dos Ventos”.

  • Mãe YANSÃ é a Divindade que está assentada no pólo negativo (absorvedor) e cósmico da Linha da Lei, onde atua de forma ativa, para absorver os desequilíbrios cometidos no campo da Lei e da Justiça Divinas e reconduzir os seres ao equilíbrio.
  • A Divindade Yansã é a Qualidade Direcionadora de Deus, que atua de forma permanente em toda a Criação para que tudo e todos possam evoluir.

Tudo na Criação Divina é direcionado para um caminho de evolução. Assim, Yansã é a força móvel que direciona a Fé (campo de Oxalá), a Justiça (campo de Xangô), a Evolução (campo de Obaluayê), a Geração (campo de Iemanjá), a Agregação (campo de Oxum), a Lei (campo de Ogum).

Pai Ogum é o aspecto fixo da Lei, a irradiar continuamente as Vibrações Divinas da Lei Maior e com elas amparando e sustentando a tudo e todos de forma passiva (sem forçar ninguém). E Mãe Yansã é o aspecto móvel da Lei, que entra em ação para corrigir os desvirtuamentos dos seres neste Sentido da Vida e recolocá-los no caminho reto, de modo que também a Justiça Divina seja obedecida e aplicada.

Pois quando a Lei não é cumprida, a Justiça também é desrespeitada. Como Orixá Cósmico, Yansã pune quem desvirtua ou se aproveita dessas Qualidades Divinas com más intenções. Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres. Como Divindade Direcionadora e Movimentadora, Mãe Yansã retira os seres de um caminho de estagnação evolutiva (provocada por seus desequilíbrios emocionais) e ajuda a encaminhá-los, cortando os seus excessos emocionais e colocando-os no caminho correto a seguir.

Além de corrigir excessos no campo da Lei e da Justiça, Yansã é o Orixá que dá amparo àqueles que vivem em obediência à Lei e à Justiça Maiores, protegendo-os e combatendo as injustiças que estejam enfrentando (projeções mentais negativas externas, magias negativas etc.). Sua atuação é Cósmica, ativa, negativa, mobilizadora e emocional, mas não é inconseqüente ou emotiva, porque Ela é o Sentido da Lei, e a Lei não é apenas punidora, mas também direcionadora.

É a mais guerreira de todos os Orixás Femininos. Yansã atua na Linha da Justiça ao lado de Xangô, e também na Linha da Lei ao lado de Ogum. Com Pai Xangô, Ela forma uma Linha polarizada ou mista Justiça/Lei, na qual Ele atua pelo elemento Fogo e Ela atua pelo elemento Ar.

  • Já com Pai Ogum, Yansã forma um par puro na Linha da Lei, ambos atuando pelo elemento Ar.
  • Na Lei: Mãe Yansã é Movimentadora, é a Lei atuando para redirecionar os seres que se desequilibraram; e Pai Ogum é o princípio ordenador inquebrantável.
  • Nos elementos: Pai Ogum é o ar que refresca e a brisa que acalenta; e Mãe Yansã é o vendaval que desaba, e a ventania que faz tudo balançar.

Na Fé: Ogum é o princípio a ser obedecido; e Yansã é a novidade que renova a Fé na mente e no coração dos seres. Na vida: Yansã é a busca de melhores condições de vida para os seres. Na Criação Divina: Ogum é a defesa de tudo o que foi criado; e Yansã é a busca de adaptação do ser ao meio onde vive.

  • Na Irradiação da Lei, Ogum é passivo.
  • Seu magnetismo irradia-se em ondas retas, em corrente contínua, e seu núcleo magnético gira para a direita (sentido horário).
  • Seu Fator é Ordenador.
  • Já Yansã é ativa, pois seu magnetismo irradia-se em ondas curvas, em corrente alternada, e seu núcleo magnético gira para a esquerda (sentido anti-horário).

Seu Fator é Direcionador. Ogum é a Lei, a via reta. Mas Yansã é o próprio sentido de direção da Lei, pois Ela é um Mistério que só entra na vida de um ser caso a direção que ele esteja dando à sua evolução e à sua religiosidade não siga a linha reta traçada pela Lei Maior.

Neste caso, a Qualidade Direcionadora de Mãe Yansã envolve o ser numa de suas espirais, impondo-lhe um giro completo e transformador dos seus sentimentos viciados. Com isso, Ela o recoloca no caminho reto da vida; ou então, se necessário, o lança no Tempo, onde a sua religiosidade desvirtuada será paralisada e esgotada.

Neste último caso, os seres ficam retidos “no Tempo”, até esgotarem os vícios e desequilíbrios que afetavam suas mentes, seu emocional e seus campos energéticos. Por esse motivo é que a Divina Mãe Yansã tem uma atuação importantíssima sobre os eguns, que são espíritos endurecidos no mal: Ela os recolhe, paralisa, e os remete ao Tempo, nos domínios da Mãe Oyá-Tempo (Logunan), para que ali eles sejam completamente esgotados dos seus desequilíbrios.

Só depois disso é que aquele ser- que deliberadamente praticou o mal por muitas e muitas vezes, ao ponto de “endurecer no mal”, como se costuma dizer-, somente depois de esgotado ou esvaziado da maldade que criou, é que o ser estará em condições de ser redirecionado, para recomeçar sua caminhada evolutiva.

Na Linha da Justiça, Yansã é seu aspecto móvel, pois atua na transformação dos seres, absorvendo seus magnetismos negativos; e Xangô é seu aspecto passivo, assentado ou imutável, a irradiar continuamente a Vibração da Justiça e do Equilíbrio Divinos para toda a Criação.

Sempre que a Justiça Divina é ativada, tanto o seu pólo passivo quanto o seu pólo ativo são ativados, e aí surge Yansã, a Regente da Lei nos campos da Justiça. A natureza eólica (=do ar) de Yansã expande o fogo de Xangô. Assim, logo que o ser é purificado de seus vícios (pelo fogo de Xangô), Yansã entra na vida daquele ser e o redireciona e o reconduz para outro campo, no qual retomará sua evolução.

O primeiro elemento de Yansã é o Ar, que movimenta e sustenta o Fogo. Pois Yansã é movimento o tempo todo. O Fogo é, portanto, o segundo elemento de atuação desta Divindade. Como aplicadora da Lei nos campos da Justiça, Yansã é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora da Lei, alterar todo o seu emocional, mental e consciencial, para então redirecioná-los numa outra linha de evolução, que os aquietará e facilitará suas caminhadas pela linha reta da evolução.

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Quando não é possível reconduzi-los, então uma das Intermediárias Cósmicas de Yansã paralisa os seres desequilibrados, retendo-os num dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até que eles tenham sido completamente esgotados dos seus negativismos e tenham descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.

Mãe Yansã Maior (ou Yansã Planetária) possui vinte e uma Yansãs Intermediárias, que são assim distribuídas: – Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes, auxiliando os Orixás Regentes dos pólos positivos (Orixás Universais), como aplicadoras da Lei, recorrendo aos aspectos positivos do Orixá Yansã Planetário; – Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes, auxiliando os Orixás Regentes dos pólos negativos (Orixás Cósmicos), como aplicadoras da Lei, recorrendo aos aspectos negativos do Orixá Yansã Planetário; – Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, regidas pelos princípios da Lei, onde ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.

São vinte e uma Yansãs Intermediárias, aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda, e seus campos preferenciais de atuação são os religiosos. Justamente por atuarem de modo especial no campo religioso, Mãe Yansã Intermediária para a Linha da Fé nos campos do Tempo (Yansã do Tempo) às vezes é confundida com o Orixá Oyá-Tempo, já que é Yansã quem envia ao Tempo os eguns fora da Lei no campo da religiosidade.

Yansã do Tempo tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo, onde serão esgotados. Antes disso, Ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total nos sete Sentidos é necessário.

  • Outra Intermediária de Mãe Yansã Maior é Yansã Balé (do Balê ou das Almas), que é muito solicitada e muito conhecida porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida.
  • E como vida é Geração e Omolu atua no pólo negativo (Cósmico) da Linha da Geração, então Yansã Balé envia aos domínios de Tatá Omolu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.

Também são muito conhecidas as Yansãs Intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Yansã pura). As outras Yansãs Intermediárias assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros Orixás.

E assim temos: uma Yansã do Ar, uma Yansã Cristalina, uma Yansã Mineral, uma Yansã Vegetal, uma Yansã Ígnea, uma Yansã Telúrica, uma Yansã Aquática. Este resumo pode nos dar uma idéia do quanto somos amparados, protegidos e sustentados pelo Divino Criador, por Seus Tronos e Suas Divindades, de uma forma tão Perfeita que a nossa mente limitada não alcança.

Acontece, às vezes, de nos sentirmos desanimados, diante de situações que nos parecem injustas (traições, magias negativas, difamações, injúrias, ataques gratuitos contra o nosso trabalho religioso etc.). Nesses momentos, é importante lembrar que os Sagrados Orixás da Lei e da Justiça Divinas e todos os Sagrados Regentes dos demais Sentidos da Vida e Seus respectivos Intermediários estão em permanente atuação para nos defender e proteger, retendo nas malhas da Lei e da Justiça todo aquele que atentar contra a nossa vida, o nosso equilíbrio e a nossa evolução.

Para o nosso próprio equilíbrio e bem-estar, que possamos cultivar o hábito de fazer orações diárias em louvor e gratidão ao Divino Criador, aos Seus Divinos Tronos, aos Sagrados Orixás e a todas as Divindades presentes na Criação, velando por nós, nos guiando, nos direcionando, nos corrigindo, nos amparando, nos protegendo e nos defendendo, a cada instante da nossa existência.

Isto nos dá uma dimensão da importância de nossas vidas perante o Supremo Arquiteto do Universo e nos ajuda a valorizar também a importância de cada momento vivido. História Na Nigéria, Yansã é a Divindade do Rio Niger. Impetuosa, guerreira e de forte personalidade, é considerada a rainha dos espíritos dos mortos, sendo reverenciada no culto dos eguns.

  • Foi a principal esposa de Xangô, acompanhando-o em toda a sua jornada, em cujo final ambos se tornaram Orixás, tendo Ela se transformado nas águas turbulentas do Rio Níger.
  • O Níger é o maior e mais importante rio da Nigéria, pois seus afluentes atravessam as principais cidades do país, motivo pelo qual ficou conhecido com o nome Odò Oyá (em yorubá, ya significa rasgar, espalhar).

Esse rio é a morada da mulher mais poderosa da África negra, a mãe dos nove oruns, dos nove filhos, do rio de nove braços, a mãe do nove, Ìyá Mésàn, Iansã, Yánsàn. O nome Yansã (ou Iansã), como é reverenciado na Umbanda, tem origem provável numa dessas formas: Oyamésàn (que significa as nove Oyàs); Ìyá Mésàn (a mãe transformada em nove); Ìyá Omo Mésàn (a mãe de nove crianças).

Cada uma delas está ligada a uma lenda, como será visto mais à frente. Na tradição africana, embora seja saudada como a deusa do rio Níger, Mãe Yansã está relacionada ao elemento fogo, o que indica a união de elementos contraditórios: Yansã nasce da água e do fogo, da tempestade, de um raio que corta o céu no meio de uma chuva, é a filha do fogo- Omo Iná.

A tempestade é o poder manifesto de Yansã, rainha dos raios, das ventanias, do tempo que se fecha sem chover. Ela é uma guerreira por vocação, sabe ir à luta e defender o que é seu, e a batalha do dia-a-dia é a sua felicidade. Sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor.

  1. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiantes na mesma proporção que exterioriza o seu descontentamento.
  2. Dessa forma, passou a identificar-se muito mais com atividades habitualmente relacionadas ao homem, que são desenvolvidas fora do lar, rejeitando o papel feminino tradicional.
  3. Algumas lendas a relacionam a antigos cultos agrários africanos ligados à fecundidade, e daí é que vem a menção aos chifres de novilho ou de búfalo, símbolos de virilidade, que sempre surgem nas suas histórias.

Yansã é a única que pode segurar os chifres de um búfalo porque, sendo cheia de encantos, foi capaz de transformar-se em búfalo e tornar-se mulher da guerra e da caça. Associada ao ar, ao vento, à tempestade, ao relâmpago ou raio e aos ancestrais (eguns), é o Orixá que domina os furacões e ciclones.

  1. É o Orixá do fogo, do calor.
  2. É guerreira e regente das paixões.
  3. É o raio, a eletricidade, a energia viva.
  4. Yansã também tem ligação com a floresta, onde se esconde, entra como mulher e se transforma num búfalo, animal considerado sagrado por muitas tribos, porque sua carne alimentava o povo, seu couro fornecia roupas e abrigos e seus ossos forneciam ferramentas.

Yansã propicia a caça e alimento abundante. No Candomblé, suas contas costumam ser vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica) e seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, uma adaga de cobre e o eruexin (ou eruesin ou iruquerê, uma espécie de chicote confeccionado com pelos de rabo de cavalo encravados num cabo de cobre, que a Divina Mãe utiliza para espantar os eguns) Afefe, que é o vento, a tempestade, acompanha Oyà.

  1. Os tornados e tempestades são as marcas de seu descontentamento.
  2. Seus adeptos não podem sequer “encostar” em carneiro.
  3. E isso tem fundamento numa lenda, que será vista adiante.
  4. Lendas de Yansã 1-Yansã é dividida em nove partes Diz uma lenda que Ogum preparou-se para ir à guerra.
  5. Oyá, sua esposa, também guerreira, quis acompanhá-lo, mas Ogum proibiu-a.

Usando de sua astúcia, e sem que Ogum soubesse, Oyá vestiu uma das roupas dele, prendeu os cabelos por baixo de um capacete e seguiu-o. A luta foi grande. Ogum estava sendo derrotado, quando Oyá levantou sua espada, lutou por ele e venceu a batalha. Então, Ogum quis saber quem era aquele guerreiro.

E foi quando Oyá, muito orgulhosa, tirou o capacete e soltou os cabelos, revelando-se. Mas Ogum não quis admitir que uma mulher o salvasse, e levantou sua espada para matá-la. Oyá, ao mesmo tempo, também levantou a sua, para defender-se. As duas espadas tinham o poder de dividir os seres em várias partes.

As espadas tocaram-se no ar. Travaram então uma grande luta, na qual Ogum cortou Oyá em nove partes e Oyá cortou Ogum em sete. Outra lenda conta que Oyá era a companheira de Ogum e o ajudava a forjar o ferro. Por essa ajuda, Ogum ofereceu-lhe uma vara de ferro, semelhante à que ele possuía e que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove, se por ela fossem tocados no decorrer de uma briga.

Xangô gostava de sentar-se próximo, a fim de apreciar o trabalho de Ogum, e de vez em quando lançava olhares para Oyá, que também olhava para Xangô. Xangô era belo e seu poder fascinava Oyá. Um dia, Oyá fugiu com Xangô. Ogum perseguiu-os. Encontrou-os e brandiu sua vara mágica. Oyá fez o mesmo. Suas armas se tocaram ao mesmo tempo.

Assim, Ogum foi dividido em sete e Oyá em nove, recebendo Ele o nome de Ogum Méjeje (sete), enquanto Oyá recebeu o nome de Yámessan (nove).2- O Casamento de Yansã e Ogum. Oyá se transforma em búfalo. Ogum foi um dia caçar na floresta. Ficou à espreita e viu um búfalo vindo em sua direção.

Preparou-se para matar o animal com sua espada. Mas o búfalo parou e, de repente, baixou a cabeça e despiu-se de sua pele. Da pele saiu uma linda mulher. Era Yansã. Sem saber que Ogum a observava, Yansã enrolou a pele de búfalo e os chifres que vestira, fez uma trouxa e a escondeu num formigueiro. Em seguida, partiu em direção ao mercado da cidade.

Assim que ela partiu, Ogum apoderou-se da trouxa, foi para casa e guardou-a no celeiro de milho, seguindo também para o mercado. Lá, encontrou Yansã, a mais bela mulher do mundo. Ogum foi subjugado pela sua beleza e pediu-a em casamento. Yansã apenas sorriu e recusou.

  • Ogum insistiu e disse que a esperaria, pois não duvidava que ela aceitasse a proposta.
  • Yansã voltou à floresta e não encontrou os chifres e nem a pele de búfalo.
  • O quê teria se passado? O quê fazer? Voltou ao mercado, já vazio, e viu Ogum que a esperava.
  • Perguntou-lhe o que havia feito da trouxa que ela deixara no formigueiro.

Ogum fingiu inocência e declarou que nada sabia. Yansã afirmou que sabia que ele escondera a pele e os chifres, insistindo para que mostrasse o esconderijo. Disse que se casaria com Ogum e viveria em sua casa, impondo algumas condições: “- Ninguém poderá me dizer: “Você é um animal!”Ninguém poderá utilizar cascas de dendê para fazer fogo.

  1. Ninguém poderá rolar um pilão pelo chão da casa”.
  2. Ogum concordou e levou Yansã casa, onde reuniu suas outras mulheres e explicou-lhes como deveriam comportar-se.
  3. Ninguém deveria discutir com Yansã, nem insultá-la.
  4. A vida organizou-se.
  5. Ogum saía para caçar ou cultivar o campo.
  6. Yansã, em vão, procurava sua pele e seus chifres de búfalo.

Ela deu à luz uma criança, depois uma segunda e uma terceira. Ao final, teve nove filhos. Mas as outras mulheres viviam enciumadas da beleza de Yansã e decidiram desvendar o mistério da sua origem. Uma delas embriagou Ogum com vinho de palma e ele revelou o segredo: contou que Yansã era, na realidade, um animal e que sua pele e chifres estavam escondidos no celeiro de milho.

Depois disso, logo que Ogum saía para o campo, as mulheres insultavam Yansã: “- Você é um animal! Você é um animal! Pode exibir-se, mas sua pele está no celeiro de milho!” Um dia, todas as mulheres saíram para o mercado. Yansã correu para o celeiro e lá encontrou sua pele e chifres de búfalo. Vestiu-os e se sacudiu com energia.

Quando as mulheres voltaram, investiu contra elas. Foi um massacre. Yansã poupou apenas os filhos, dizendo-lhes que voltaria para a floresta, onde eles não poderiam viver. Mas deu-lhes os chifres de búfalo, com esta recomendação: “- Quando estiverem em perigo, ou precisarem dos meus conselhos, esfreguem estes chifres um no outro.

Em qualquer lugar que estiverem, e de onde eu estiver, escutarei suas queixas e virei socorrê-los”. Eis por que dois chifres de búfalo estão sempre presentes nos assentamentos e firmezas de Yansã.3- Yansã e o Macaco Ijimeré Em certa época, as mulheres eram relegadas a um segundo plano, nas suas relações com os homens.

Então, resolveram punir os maridos. Oyá era a líder das mulheres, e elas se reuniam na floresta. Oyá havia domado e treinado um macaco marrom chamado Ijimeré, utilizando para isso um galho de atori (ixan), e o vestia com uma roupa feita com tiras de pano coloridas, de modo que ninguém via o macaco sob os panos.

  1. Conforme Oyá brandia o ixan no solo, o macaco pulava de uma árvore e aparecia de forma alucinante, movimentando-se como fora treinado a fazer.
  2. Durante a noite, quando os homens por lá passavam, as mulheres (escondidas) faziam o macaco aparecer, e os homens fugiam, apavorados.
  3. Cansados de tanta humilhação, os homens foram ver o babalaô para descobrir o que estava acontecendo.

Através do jogo de Ifá, o babalaô conta-lhes a verdade e os ensina como vencer as mulheres através de sacrifícios e astúcia. Ogum foi o encarregado da missão. Ele chegou ao local das aparições, vestiu-se com vários panos, ficando totalmente encoberto, e se escondeu.

Quando as mulheres chegaram, ele apareceu subitamente, correndo, berrando e brandindo sua espada pelos ares. Todas fugiram apavoradas, inclusive Oyá. Desde então os homens dominaram as mulheres e as expulsaram para sempre do culto de Egun. Hoje, eles são os únicos a invocá-lo e cultuá-lo. Mesmo assim, rendem homenagem a Oyá, na qualidade de Igbalé, como criadora do culto de Egun.4- Oyá ganha de Obaluayê o reino dos mortos Certa vez, houve uma festa com todas as divindades presentes.

Omolu-Obaluayê chegou vestindo seu capucho de palha. Ninguém o podia reconhecer sob o disfarce e nenhuma mulher quis dançar com ele. Só Oyá, corajosa, atirou-se na dança com o Senhor da Terra. Tanto girava Oyá, na sua dança, que provocava vento. E o vento levantou as palhas e descobriu o corpo de Obaluayê.

  1. Para surpresa geral, ele era um belo homem.
  2. E o povo o aclamou por sua beleza.
  3. Obaluayê ficou mais do que contente, ficou grato.
  4. Em recompensa, dividiu com ela o seu reino, fez de Oyá a rainha dos espíritos dos mortos: Oyá Igbalé, a condutora dos eguns.
  5. Oyá então dançou e dançou de alegria.
  6. Para mostrar a todos seu poder sobre os mortos, ao dançar, Ela agora agitava no ar o iruquerê, o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo.

(Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001) 5-Oyá Recebe o Nome de Yansã, a Mãe dos Nove Filhos Oyá desejava ter filhos, mas não podia conceber. Consultou um babalaô, que lhe recomendou um ebó. Ela deveria oferecer um carneiro, um agutã, muitos búzios e muitas roupas coloridas.

Oyá fez o sacrifício e teve nove filhos. Depois disso, quando ela passava em direção ao mercado, o povo dizia: – Lá vai Yansã!- que quer dizer: a mãe de nove filhos. E lá ia ela, orgulhosa,vender azeite de dendê. Oyá não podia ter filhos, mas teve nove, depois de sacrificar um carneiro. Em sinal de respeito, por ter seu pedido atendido, Yansã, a mãe dos nove filhos, nunca mais comeu carneiro.

E é por isso que seus adeptos também não tocam em carneiro.6- Yansã percorre vários reinos para aprender Yansã foi a paixão de Ogum, de Oxaguian e de Exu. Conviveu e seduziu Oxóssi e Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluayê. Em Ifé, terra de Ogum, foi a grande paixão do guerreiro.

  • Aprendeu com ele e ganhou o direito do manuseio e uso da espada.
  • No auge da paixão por Ogum, Yansã partiu para Oxogbô, terra de Oxaguian, onde aprendeu e recebeu o direito de usar o escudo para se proteger.
  • Quando Oxaguian estava tomado de paixão por Oyá, ela partiu.
  • Pelas estradas, ela se deparou com Exu, com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia.

No reino de Oxóssi, Oyá seduziu o deus da caça, aprendendo a caçar, a tirar a pele do búfalo e a se transformar naquele animal, com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-Edé, filho de Oxóssi e Oxum, e com ele aprendeu a pescar. Depois, Oyá partiu para o reino de Obaluayê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto.

  • Lá chegando, tratou de insinuar-se, dizendo: – Como vai, Senhor das chagas? Obaluayê responde: – O que Oyá quer em meu reino? Yansã lhe diz: – Ser sua amiga, conhecer e aprender, somente isso.
  • E para provar minha amizade, dançarei para você a dança dos ventos! (Dança que usara para seduzir reis como Oxóssi, Oxaguian e Ogum).

Durante horas Yansã dançou, sem conseguir atrair a atenção de Obaluayê, pois ele jamais se relacionou com alguém. Yansã então procurou apenas aprender, fosse o que fosse. E assim dirigiu-se ao homem palha: – Obaluayê, com Ogum aprendi a usar a espada; com Oxaguian, a usar o escudo; com Oxóssi, aprendi a caçar; com Logun-Edé, a pescar; com Exu, aprendi os mistérios do fogo e da magia.

  1. Falta-me apenas aprender algo contigo.
  2. Obaluayê retrucou: – Você quer mesmo aprender, Oyá? Então lhe ensinarei como tratar os mortos! De início, Yansã relutou.
  3. Mas seu desejo de aprender foi mais forte, e com Obaluayê ela aprendeu a conviver com os eguns (espíritos de baixa luz) e a controlá-los.
  4. Depois, Oyá partiu para o reino de Xangô, pois acreditava que lá teria o mais vaidoso dos reis e aprenderia a viver ricamente.

Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Yansã aprendeu muito mais que isso Aprendeu a amar verdadeiramente e com paixão, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e lhe seu coração 7- As origens do acarajé Segundo uma antiga história da África, Xangô, marido de Yansã, certa vez a enviou para uma aventura especial na terra dos baribas: buscar um preparado que daria a ele o poder de cuspir fogo.

Ao invés de obedecer ao marido, Yansã bebeu a alquimia mágica, adquirindo para si a capacidade de soltar labaredas de fogo pela boca. Mais tarde, os africanos inventaram cerimônias que saudavam divindades como Yansã através do fogo. E, para isso, usavam o àkàrà, um algodão embebido em azeite de dendê, num ritual que lembra muito o preparo do acarajé.

O acarajé, que abastece o tabuleiro das baianas, é o alimento sagrado de Iansã. Divindades assemelhadas: Themis, Atena e Astréia- Divindades guerreiras da cultura grega, ligadas à Justiça e à ética Nike- da cultura grega (equivalente a Victória, da cultura romana) Bellona, Justitia- da cultura romana Maat, Anat- da cultura egípcia Durga, Indrani- da cultura hindu Valquírias- Divindades guerreiras da cultura nórdica.

Conhecidas pela luminosidade das suas armaduras, também chamadas “luzes do norte” Maeve, Nehelenia, Andrasta- Divindades da cultura celta Irnini, Inanna- Divindades guerreiras da cultura sumeriana Ishtar- Divindade babilônica equivalente à Inanna sumeriana Mah- Divindade da guerra da Capadócia Daena- Divindade persa Anat- Divindade mesopotâmica da guerra, da vida e da morte Rauni- Divindade da cultura finlandesa Perkune Tete- Divindade eslava Características dos filhos de Yansã Para os filhos de Yansã, viver é uma grande aventura.

Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas. Escolhem seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Não ficam em casa, vão à luta e conquistam o que desejam. São atiradas, extrovertidas e diretas, jamais escondem seus sentimentos.

Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. São extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam. Os relacionamentos longos só acontecem em suas vidas quando controlam seus impulsos, sendo então capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa.

São audaciosas e ciumentas. Vaidosas, altruístas e inteligentes, são tagarelas, alegres e animadas, fazem festa com tudo. Comunicam-se facilmente e falam alto. Otimistas, despachadas e carinhosas, têm excelente disposição. Tomam decisões rápidas e têm alto poder de imaginação.

  • Têm um forte dom para a magia e uma incrível capacidade de adaptação.
  • Trabalhadeiras, dedicam-se inteiramente àquilo que gostam.
  • Tendem a ser autoritárias e possessivas.
  • Seu temperamento muda repentinamente, sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas.
  • Na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis.

Mas, cuidado: os mais prudentes não ousariam confiar-lhes um segredo, pois se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Oyá não pensará antes de usar, como arma, tudo o que lhe foi contado. Seu comportamento pode ser explosivo como uma tempestade, ou calmo como uma brisa de fim de tarde.

Só uma coisa os tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte, pois na defesa dos filhos batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, não têm medida Quando oferendar: Para pedir direcionamento em qualquer setor da nossa vida; para obter equilíbrio emocional (quando a pessoa está muito alterada em suas emoções); para obter o amparo da Lei e da Justiça Divinas em qualquer situação conflituosa; para pedir proteção contra atuações negativas externas; para não ceder à tentação de revidar o mal que alguém nos tenha feito; para fazer movimentar e superar situações de estagnação que estejam se arrastando em algum setor da vida da pessoa.

Onde oferendar: Numa pedreira, num campo aberto, à beira-mar ou à beira de uma cachoeira (no encontro pedras/águas). Oferendas: 1- Três velas brancas, três amarelas e três vermelhas; champanhe branco; licor de menta e licor de anis ou de cereja; rosas e palmas amarelas.

Montagem: Dispor as flores em círculo. Se a pessoa está pedindo auxílio para problemas internos (bloqueios íntimos, excessos emocionais etc.), as flores devem ser colocadas voltadas para dentro. Se a pessoa pede auxílio para problemas externos a ela, colocar as flores apontando para fora. Dentro do círculo das flores, despejar os licores.

Em torno, firmar as velas, alternando as cores (1 branca/1 amarela/1 vermelha). Circundando toda a oferenda, derramar o champanhe.2- 7 velas amarelas (ou vermelhas); 7 bananas descascadas e cortadas no sentido do comprimento; 7 pedaços de canela colocados em volta ou então sobre as bananas; mel para regar as bananas; palmas amarelas e/ou girassóis circundando as frutas; champanhe branco; 1 prato de papelão, pétalas de rosas amarelas e/ou vermelhas e folhas de laranjeira.

Dispor as frutas no prato de papelão forrado com pétalas de rosas e as folhas de laranjeira (ou diretamente sobre as pétalas e ervas). Colocar as flores em volta. Circundar tudo com champanhe branco (ou então colocar a bebida em 7 metades de maracujás limpas, sem a polpa).3- Uma folha de bananeira; mel; canela em pó; 7 mangas descascadas e inteiras, regadas com mel; 7 maracujás inteiros; 7 copinhos com água de chuva; 7 velas brancas, 7 velas amarelas e 7 vermelhas.

Montar a oferenda sobre a folha de bananeira regada com mel e canela em pó (ou então sobre folhas de laranjeira ou até sobre pétalas de rosas na cores branca, amarela e vermelha). Colocar as frutas no centro, circular com os 7 copos com água de chuva.

Circundar tudo com 7 velas brancas, 7 velas amarelas e 7 vermelhas (alternar: 1 vela branca/1 vela amarela/ 1 vela vermelha). Amaci: Água de cachoeira, de rio, de fonte ou então água de chuva com rosas brancas, guiné e alecrim, macerados e curtidos por sete dias. Cozinha ritualística: 1-Acarajé: 500g feijão fradinho, 3 cebolas raladas, 1 colher de sopa de sal, 1 garrafa de dendê.

Deixar o feijão de molho de véspera. Retirar o olhinho preto e a pele. Triturar. Temperar com cebola e sal. Bater bem, com colher de pau, até virar um creme. Reservar a massa para fritar. Fazer um molho: 500g de camarão seco, torrado e moído; 2 pimentas malaguetas, 1 cebola ralada, coentro fresco bem batido, 2 xícaras de dendê.

Misturar tudo muito bem. Levar ao fogo por uns 10 minutos. Fritar a massa às colheradas, em azeite de dendê quente, dourando os dois lados. Abrir os acarajés com uma faca e rechear com o molho. Servir quente. Oferendar num prato de papelão coberto com folhas de alface. Ou colocar diretamente sobre a alface (ou outra verdura).2- Bobó de camarão: Temperar cerca de 1 quilo e meio de camarões médios com sal, pimenta, o suco de 2 limões, 1 maço de cheiro verde, 1 folha de louro picada e 2 cebolas raladas.

Deixar em repouso por uns 30 minutos. Depois, refogar em 5 colheres (sopa) de óleo. Acrescentar 2 pimentões (sem pele e picadinhos) e 8 tomates (picados, sem pele e sem semente). Tampar e deixar apurar em fogo baixo por uns 15 minutos. Cozinhar cerca de 1 kg de mandioca e 500g de mandioquinha, separadamente.

  • Depois bater no liquidificador, com 2 copos de leite de coco.
  • Juntar esse creme ao refogado de camarão e apurar mais um pouco.
  • Acrescentar 2 colheres (sopa) de dendê e um pouco de molho de pimenta vermelha, a gosto.
  • Deixar apurar por uns 5 minutos.
  • Servir quente, com arroz branco ou com acaçá.3- Abará: – Ingredientes: 500 g feijão fradinho; 6 folhas médias de bananeira cortadas em pedaços de 10 x 20 cm; 2 cebolas em pedaços; 250 gramas de camarão seco defumado, sem casca; 1 colher (chá) de gengibre ralado; dendê.

Deixar o feijão de molho na véspera. Retirar as cascas que se soltarem, lavar bem e coar. Bater no liquidificador até ficar bem quebrado Reservar. Cozinhar a folha de bananeira no vapor por uns 4 minutos (até começar a murchar) e reservar. Bater o feijão, a cebola, o camarão e o gengibre no liquidificador, até ficar uma massa homogênea.

Juntar o dendê e misturar bem. Enxugar bem as folhas de bananeira. Em cada uma, colocar uma colher da massa. Numa das pontas, sobreponha um lado da folha sobre o outro. Dobre as laterais para o centro, como uma flecha. Dobre para baixo. Repita a operação com a outra extremidade. Cozinhar os abarás no vapor por 30 minutos, ou até dobrarem de volume.

Recheio: Passar o camarão no liquidificador. Fritar a cebola no dendê, até murchar. Juntar o camarão e refogar por uns 10 minutos, em fogo baixo. Se secar, junte um pouco de água. Cortar o abará ao meio e rechear. Servir frio ou quente, na folha de bananeira.4- Nove espigas de milho ligeiramente cozidas e regadas com mel.

  • Oferendar sobre folha de bananeira.5-Maçãs: Nove maçãs inteiras, com casca e bem lavadas; rosas vermelhas e pedaços de canela para decorar; mel o suficiente para regar.
  • Colocar as maçãs numa panela com água apenas para uma leve fervura (amolecer levemente).
  • Retirar as maçãs, colocar numa bandeja ou prato de vidro ou de louça.

Regar com mel e enfeitar com as rosas vermelhas e a canela.6-Pepinos: Nove pepinos (do tipo gordinho), azeite de oliva, azeite de dendê e flores do campo amarelas e vermelhas (ou rosas) para decorar. Cortar os pepinos (com casca e já lavados) em rodelas de espessura média.

Colocar o pepino fatiado num alguidar, em camadas. Cada camada de pepino precisar ser regada: primeiro, com um fio de azeite de oliva; depois, com um fio de dendê. Enfeitar com as flores. Alguns Caboclos de Iansã: Caboclo 7 Ventanias (de Oxalá e Yansã), Caboclo Ventania, Caboclo Gira-mundo (de Oxalá e Yansã- “mundo”=espaço= Oxalá; e “gira”=movimento=Yansã), Caboclo ou Cabocla dos Ventos, Caboclo 7 Pedreiras (de Oxalá e Yansã), Caboclo Pedra Amarela (de Oxalá e Yansã).

Alguns Exus de Iansã : Exu 7 Chifres (de Oxalá=7; e de Yansã= chifre), Exu 7 Fagulhas (Oxalá, Xangô e Yansã), Exu Gira-mundo (de Oxalá e Yansã), Exu 7 Giras (de Oxalá e Yansã), Exu 7 Poeiras (de Oxalá, Omolu e Yansã), Exu Mangueira, Exu Corta Ferro (de Yansã e Ogum), Exu 7 Pedreiras (de Oxalá e Yansã).

TRONO Feminino da Lei
Linha/Sentido Lei
Campos de atuação Lei e Justiça Divinas
Atributo Lei/Direcionamento
Fator Fator puro: Movimentador Fator composto ou misto: Ordenador
Essência Eólica (Ar)
Elemento Ar
Polariza com Ogum, na Linha da Lei, formando um par puro no elemento Ar. Também polariza com Xangô, na Linha da Justiça, formando um par misto nos elementos Fogo/Ar
Cor Amarelo. Também o vermelho.
Fio de Contas Amarelas; ou amarelas e brancas; ou amarelas e vermelhas
Ferramentas -Eruexim ou iruexim (chibata feita de rabo de cavalo e/ou de búfalo e atada a um cabo de osso, de madeira ou de metal, que Yansã segura em uma das mãos, quando dança, para impor respeito, proporcionar vento e espantar e/ou encaminhar os eguns. É o signo de poder yorubá); -Espada flamejante de cobre, que faz dela a guerreira do fogo. (O cobre é um elemento metálico, de cor castanho-avermelhada, maleável, sendo um condutor de eletricidade e de calor.); -Dois chifres de búfalo- Símbolos de virilidade. Quando emitem som, eles proporcionam a fecundidade.
Ervas Alfavaca, arruda, buchinha do norte, calêndula, camomila, cana do brejo, cânfora, capuchinha, casca de laranja, cavalinha, chapéu de couro, cidreira, cipó cravo, cipó São João, erva de Santa Luzia, espada de Santa Bárbara, eucalipto, folhas de pitanga, folha de fogo, folhas de bambu, fumo (tabaco), hortelã, imburana, jurubeba, laranjeira, losna, mamona, picão preto, pára-raio, tiririca, vence demanda, pinhão roxo, peregum rajado (dracena verde e amarela), pinhão branco, quebra-demanda, semente de girassol, sabugueiro, semente de imburana (cf. Adriano Camargo). Mais ervas: Açucena, alfazema de caboclo, anil, brinco de princesa (a flor), catinga de mulata, colônia, cordão de frade (ou cordão de São Francisco), cerejeira, cipó azougue, cravo da índia, dormideira, erva prata, folhas de cajueiro, folhas de canela, folhas de cenoura, folha de louro, folha de manga, folhas de rosa branca, gervão roxo, gerânio rosa, gerânio vermelho, hibisco, mal-me-quer, menta (é um tipo de hortelã), orquídea, pessegueiro, samambaia, violeta, mitanlea, parietária.
Símbolos Espada, cálice, raio, os chifres de búfalo, alfanje, adaga de cobre, eruesin ou eruexin (espécie de chicote confeccionado com pelos de rabo de cavalo e encravados em um cabo de cobre, utilizado pela Divindade para “espantar os eguns”).
Ponto de força na Natureza As pedreiras e os caminhos.
Flores Palmas amarelas e vermelhas, rosas amarelas e vermelhas, açucena, tulipa, primavera, impatiens.
Essências Mirra, canela, cravo, pitanga
Pedras Citrino, cristal com enxofre. Dia indicado para a consagração da pedra: 5ª-feira. Hora indicada: 16 horas.
Metais e Minérios Metal: Cobre. Minério: Níquel. Dia indicado para a consagração: domingo. Hora indicada: 16 horas.
Saudação “Salve a nossa Mãe Yansã!”- Resposta: “EPARREI, YANSÃ!”
Planeta Marte e o Sol
Dia da Semana Terça-feira
Chacra Laríngeo ou da garganta
Saúde Portais de Cura Glândula tireóide, garganta, ouvidos, pescoço, voz, maxilares, tubos branquiais, traquéia, parte superior dos pulmões, braços, esôfago. No aspecto emocional, diz respeito à nossa capacidade de comunicar e expressar a nossa vontade (saber dizer “sim” e “não”) e de nos colocarmos perante a sociedade. Água de chuva, velas amarelas e vermelhas, pimentas amarelas, pedaços de bambu, flores (cf. Adriano Camargo).
Bebida Champanhe branco, licor de cereja, licor de anis, licor de menta, vinho rosê, água de chuva.
Animais Búfalo, borboleta,
Comidas Abacaxi, manga rosa, romã, pitanga, maçã vermelha, cereja, mamão, melão, moranga, pêssego, pitanga, caju, melancia, banana ouro, banana nanica, cenoura com mel, jambo, tangerina, laranja Bahia (laranja de umbigo), limão, uva rosa, cereja, grãos. (Obs.: A banana tem um simbolismo particular, pela cor amarela da casca e pelo formato da fruta, que lembra as “espirais” de Yansã.)
Números 13 e 09
Data Comemorativa O dia 04 de dezembro.
Sincretismo Santa Bárbara, celebrada em 04 de dezembro. Também é sincretizada com Santa Brígida.
Incompatibilidades Carneiro
Qualidades 1-Oyà Biniká; 2-Oyà Seno; 3-Oyà Abomi; 4-Oyà Gunán; 5- Oyà Bagán; 6- Oyà Onìrá; 7- Oyà Kodun; 8- Oyà Maganbelle; 9- Oyà Yapopo; 10- Oyà Onisoni; 11- Oyà Bagbure; 12- Oyà Tope; 13- Oyà Filiaba; 14- Oyà Semi; 15- Oyà Sinsirá; 16- Oyà Sire; e 17- Oyà Gbale ou Igbale (aquela que retorna à terra), que se subdivide em: Oyà Gbale Funán; Oyà Gbale Fure; Oyà Gbale Guere; Oyà Gbale Toningbe; Oyà Gbale Fakarebo; Oyà Gbale De; Oyà Gbale Min; Oyà Gbale Lario; Oyà Gbale Adagangbará. Estas Oyàs estão ligadas ao culto dos mortos. Quando dançam, parecem expulsar as almas errantes com seus braços. Têm forte fundamento com Omolu, Ogum e Exu.
See also:  Quando Que O Paysandu Joga?

Extraído de: www.seteporteiras.org.br/ www.colegiodeumbanda.com.br

Como ativar Iansã?

Após o banho de higiene, jogue o banho de ervas sobre você, preferivelmente do pescoço para baixo. As ervas quentes na força de mãe Yansã são: espada de santa Bárbara, dandá da costa, para raio, eucalipto, pinhão roxo e quebra demanda.

Qual o nome de Iansã na Igreja Católica?

Na igreja católica Iansã é sincretizada por SANTA BARBARA. É a única que se relaciona com os espíritos dos mortos a tornando conhecida senhora do cemitério. Também era conhecida por suas trocas de parceiros, que se tornar uma de suas lendas, sendo conhecida como arrebatadora das paixões.

Qual é o mês de Iansã?

04 / 12 / 2022 Canoas é pioneira no Estado e no país ao contar com as datas comemorativas de todos os orixás instituídas de forma oficial Neste domingo, 4 de dezembro, as comunidades religiosas de matriz africana comemoram em Canoas, pela primeira vez, o dia da orixá Oyá, ou Iansã.

A data foi incluída neste ano no calendário oficial do Município, a partir da iniciativa da Secretaria Municipal Adjunta de Diversidade e Comunidades Tradicionais. A divindade é associada ao poder dos trovões, ventos e tempestades, e até mesmo à eletricidade, representada como Santa Bárbara no catolicismo – ambas trazem uma espada em suas imagens.

Outras duas datas em homenagem aos orixás incluídas no calendário municipal também são celebradas em dezembro: na próxima quinta-feira, 8, o dia de Oxum, deusa da beleza, do ouro, das cachoeiras e águas doces, sincretizada com Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Conceição, e, no dia 25, o dia de Oxalá, que representa Jesus Cristo.

  1. Canoas é pioneira no Estado e no país ao contar com as datas comemorativas de todos os orixás instituídas de forma oficial, a partir do decreto nº 295/2022.
  2. De acordo com o secretário da pasta, Pai Santiago Buavas, Canoas é reconhecida como cidade livre de preconceito e com respeito às diversidades e múltiplas crenças.

“É uma conquista muito significativa para as comunidades de terreiro e um marco e contra a intolerância religiosa e o racismo”, afirma. “Mesmo tendo se passado mais de 500 anos da diáspora africana, em que os negros tornaram-se escravizados, persiste uma visão preconceituosa e discriminatória sobre a cultura afro-brasileira”, conclui.

Qual é a cor da vela de Iansã?

Umbanda: Cores das velas e Orixás Olá, seja bem-vindo à Velas Dom Bosco! No contexto umbandista, as velas desempenham um papel importante em rituais e cerimônias. As cores das velas podem variar de acordo com a intenção do ritual ou com o orixá (divindade) que está sendo reverenciado. Aqui estão algumas das cores de velas mais utilizadas na Umbanda e seus significados associados:

Ogum: A cor da vela associada a Ogum é o vermelho, simbolizando a força, a coragem, a determinação e a proteção. Ogum é um guerreiro e protetor, sendo reverenciado com velas vermelhas. Oxóssi: A cor da vela associada a Oxóssi é o verde, representando a natureza, a renovação, a cura e a conexão com as matas. Oxóssi é considerado o orixá das florestas e dos caçadores. Xangô: A cor da vela associada a Xangô é o marrom ou o vermelho-alaranjado. Xangô é o orixá da justiça, do poder, da sabedoria e do equilíbrio. Essas cores representam a energia vibrante e firmeza de propósito associadas a Xangô. Iemanjá: A cor da vela associada a Iemanjá é o branco ou azul, simbolizando a pureza, a paz, a harmonia e a maternidade. Iemanjá é a orixá dos mares e das águas, considerada a mãe protetora. Oxum: A cor da vela associada a Oxum é o amarelo ou o dourado, representando a prosperidade, o amor, a fertilidade e a sensualidade. Oxum é a orixá das águas doces e é reverenciada por sua energia feminina e poder de sedução. Iansã: A cor da vela associada a Iansã é o rosa ou o laranja, simbolizando a transformação, a força dos ventos, a liderança e a proteção. Iansã é a orixá dos raios, dos ventos e das tempestades. Oxalá: A cor da vela associada a Oxalá é o branco, representando a paz, a pureza, a espiritualidade e a luz divina. Oxalá é o orixá da criação, considerado o pai de todos os orixás.

É importante lembrar que essas são associações gerais de cores aos orixás, e podem haver variações nas tradições e nos rituais de diferentes linhas e casas de Umbanda e até mesmo entre diferentes terreiros. Além disso, outros fatores, como a intuição do praticante e a orientação espiritual, também podem influenciar a escolha das cores das velas em rituais específicos.

Nós da Velas Dom Bosco estamos aqui para ajudar você a encontrar a vela certa para se conectar com seus rituais e cerimônias. Nossa loja tem uma grande variedade de velas, incluindo, e, Se você ainda não possui uma vela para acender, não se esqueça de visitar nossa loja e escolher a vela certa para se conectar com seu ritual.

Agradecemos por ler este post e esperamos que você possa encontrar a vela certa para se conectar com seu ritual. Tenha um dia abençoado! : Umbanda: Cores das velas e Orixás

Onde Iansã ajuda?

Iansã tem domínio sobre os ventos e todos os fenômenos naturais como furacão, chuva e raios. Além disso, Iansã é responsável por conduzir os espíritos desencarnados que lhe foram entregues por Obaluaiê.

Qual a energia de Iansã?

“Conhecida também como Oiá, Yansã é a Senhora dos Ventos e Tempestades. Sua energia está fortemente relacionada com as intempéries, com os ventos e ainda com os raios. Num plano mais específico, Yansã rege o aparelho respiratório e o sistema glandular humanos.

  • Isso demonstra a forte ligação deste Orixá com o elemento ar e o elemento fogo, respectivamente.
  • Sua atuação no elemento fogo determina sua atuação sobre a energia fundamental que compõe a bioenergética humana e que o hinduísmo chama kundalini.
  • Esse fluxo está localizado na base da coluna, sede do primeiro chakra.

Ensinam os Vedas, livros sagrados da ciência do Yoga, que na kundalini reside tal serpente recolhida no primeiro chakra. O caminho espiritual de qualquer sacerdote estaria profundamente relacionado com a subida desta força do primeiro até o sétimo chakra passando por todos os outros e abrindo, para o praticante, as portas de todos os mistérios da iniciação e da iluminação.

  • Nossa Umbanda entende essa mesma energia chamada kundalini com o nome de Yansã.
  • Sua relação com os outros Orixás é marcante e podemos citar alguns exemplos.
  • Em sua relação com Ogum, ela tem nove filhos que simbolizam sua atuação nos nove planos de manifestação e explicam seu nome Yansã (Iá Messan Orun, ou seja, a Mãe dos Nove espaços do Orum).

Sua relação mitológica com Ogum termina com uma briga violenta na qual ele é divido em sete partes e ela em nove quando suas armas se tocam simultaneamente. Ambos os casos são alusões simbólicas ao domínio de Yansã sobre os nove planos e de Ogum sobre as sete formas, simbolizadas pelas suas sete ferramentas.

  1. Essa briga ocorre quando, conforme narram alguns mitos, Yansã abandona Ogum para viver com Xangô.
  2. A relação desses dois Orixás é bastante forte uma vez que Yansã representa os raios que sempre são acompanhados dos trovões, manifestações da força de Xangô.
  3. Yansã é considerada a única esposa que acompanha Xangô em todas as suas batalhas e inclusive em sua “morte” quando ambos se tornam Orixás.

Aqui podemos realizar um comentário pertinente quanto à possibilidade de muitas figuras de Orixás terem recebido influência em seus mitos de figuras humanas reais. Xangô, por exemplo, é sabido ter sido o nome de um rei africano. Sua louvação após a morte levou seus súditos à realizarem seu culto de forma divinizada levando à mistura de suas qualidades com qualidades dos seus deuses.

  • Assim também ocorre nas tradições católicas e orientais quando um ser humano através da nobreza de seus atos recebe culto ou se confunde com alguma divindade particular.
  • Em sua atuação junto à Omolu, Yansã recebe o controle sobre os mortos e recebe o nome de Yansã Igbalé.
  • A força de Oiá é tão rápida e revela tanto movimento que ela estabelece ligações com todos os Orixás.

Alguns a consideram um Orixá “jovem” e através de sua relação com os outros Orixás ela aprende tudo que sabe. Com Ogum a luta, capacidade demonstrada pela utilização do alfanje, com Omolu o segredo dos mortos, com Xangô o poder do fogo, com Oxóssi a caça, e assim por diante.

Essa característica mitológica demonstra uma inclinação dos filhos de Yansã pelo aprendizado do que quer que seja. Eles demonstram grande facilidade e interesse nas mais diversas áreas do conhecimento. Diz Verger que “O arquétipo de Oiá-Yansã é o das mulheres audaciosas, poderosas e autoritárias. Mulheres que podem ser fiéis e de lealdade absoluta em certas circunstâncias, mas que, em outros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar a manifestações a mais extrema cólera.

Mulheres, enfim, cujo temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decências, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados”.

Ao que Beniste complementa com “audaciosas, poderosas, astutas e ciumentas – dedicadas ao companheiro, não admitindo ser enganadas – fieis e leais, podendo mudar, caso sejam contrariadas em seus projetos – vistosas, bonitas, possessivas – atividade sexual – são do momento – sentem-se bem diante dos problemas – sabem viver na tempestade – irrequieta – energia e dinamismo.” Seus filhos apresentam o arquétipo da impaciência, ambição e boa memória.

São hábeis, se expressam com facilidade, julgando-se superiores aos demais. São exuberantes, extrovertidos, engraçados, francos, firmes e honestos. São independentes e casadoiros, tendendo à infidelidade. São bastante ciumentos e sensuais. São rancorosos, ríspidos, exigentes e gostam dos jogos de azar.

  • Não são organizados.
  • Não gostam muito dos afazeres domésticos, mas são trabalhadores.
  • São temperamentais em excesso e autoritários.
  • Também conhecida como Oyá, é uma das três esposas de Xangô; as outras são Oxum e Obá.
  • Representa mais a amante do que a esposa, satisfazendo-se com diversões, folguedos e danças.

Por sua instabilidade, alguns a colocam participando da natureza da Pombagira. É sincretizada com Santa Bárbara. Bela, até vaidosa, desperta o ciúme das outras mulheres, embora prefira viver isolada fora da cidade. Lá, no silêncio e em segredo, ela tudo observa e percebe.

Yansã é um Orixá feminino com energia masculina. É a dona das paixões violentas. Suas filhas falam sem pensar. Sabem usar da clareza, sendo, muitas vezes agressivas. Seus filhos têm sede de aprender, não parando muito tempo em um lugar. São dinâmicos. Não toleram a rotina. Como energia viva, pulsante e vibrante, é o desejo sexual.

Seus filhos costumam ser viris, se apaixonam violentamente, têm desejos incontidos e sentimentos mais fortes que a razão. Primeiro agem e depois é que pensam. É o Orixá que faz nossos corações baterem com força e cria em nossas mentes sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados.

  • É a total falta do medo das conseqüências.
  • É o ciúme doentio, a inveja suave (a inveja mais pesada é da Oxum).
  • Busca a justiça em favor das mulheres, conferindo liderança à suas filhas.
  • Confere às suas filhas, multiplicidade de parceiros, mas não vivendo ao mesmo tempo, pois são fiéis no momento em que estão se relacionando.

Não são pessoas fáceis de serem moldadas e não se curvam ante as exigências dos outros. Sentem raiva, mas não são dadas à mágoas. Perdoam com muita facilidade. Seus filhos mudam repentinamente de temperamento. São bastante vingativas quando sentem raiva.

Às vezes, ferem por ingenuidade, pois não percebem que a sinceridade ao extremo pode ferir, sendo, muitas vezes mal educadas. Precisam de resultados imediatos em tudo o que fazem, pois são impacientes. São bastante sinceros, porém têm dificuldade em receber críticas sinceras. São tão independentes que acabam se tornando auto-suficientes.

Gostam do trabalho em grupo. São prestativos, trabalhadores, organizados, capazes e francos, ao extremo. Captam a falsidade dos outros e não sabem fingir. Não duvidam de si mesmos. São metódicos, gostam de tudo no lugar. Não costumam ter problemas psicológicos profundos pois colocam para fora aquilo que pensam.

Chegam e saem de um lugar sem avisar, nem dar satisfação. Costumam falar alto. São rápidos em suas decisões, pensam rápido e organizam, com facilidade, tudo à sua volta. São extrovertidos, leais e alegres, mas quando estão aborrecidos, cospem fogo. Detestam se sentir presos e acuados. Não fazem amor por fazer.

Detestam a vulgaridade. Origem do Nome Teria origem em três expressões distintas: a) Aborí Amésan – aquela que possui nove cabeças, referência ao delta do rio Níger e suas nove divisões; b) Iyá mésan orun – mãe dos nove filhos, alusão ao mito em que tem nove filhos com Ogum, que seriam os nove espaços do Orun; c) Iyá osan – mãe da tarde; expressão dita por Xangô para comparar a beleza de Yansã à beleza do crepúsculo africano.3 Mantra Epa Heyi! “Chamemos por Heyi!” Heyi é um ajudante mitológico de Oiá que a acalma quando ela está encolerizada.

  • Epa é uma interjeição exclamativa.4 Qualidade Divina Força Cósmica das decisões corretas no momento certo e que nos afasta de todos os nossos medos perante a vida.
  • Resolve tudo, eliminando a nossa prostração e inércia perante a vida.
  • A energia de Yansã é utilizada em todos os processos de disputas, problemas materiais, vitalidade das pessoas.

Utilizada também em problemas sexuais e de poder. Usa-se no fortalecimento da energia de kundalini, a qual está relacionada com a nossa auto-estima, com o fortalecimento da disposição e da vontade. Campo de Ressonância Bambuzal e águas revoltas Chakra no qual Atua Chakra Datas Comemorativas 04 de dezembro Dia da Semana Quarta-feira Horário Vibratório 15h às 21h Imã (Comidas) Acarajé, Feijão fradinho, Pimenta vermelha, Tamarindo, Cereja e Farinha de arroz feita no dendê.

Libação (Bebidas) Suco de tamarindo, suco de cereja e sumo de Espada de Yansã Ervas Pata-de-vaca (Abafè); Fedegoso (Àgbólà); Pinhão-roxo (Bòtúje Pupa); Bambu (Dankó); Trombeta (Èsó Feleje); Espada-de-Santa-Bárbara (Ewé Idà Oyá); Gerânio (Ewé Púpayo); Fruta-pão (Gbèrèfútú); Abacateiro (Igi Itobí); Pára-raio (Igí Mésàn); Flamboyant (Igi Ògun Bèrèkè); Casuarina (Igi Oyá); Cróton ou Brasileirinho; Tamarindo e Umbaúba.

Sincretismo Santa Bárbara (Catolicismo); Bastet ou Sekhemet (Egito Antigo) Mandala Oferecer nove acarajés enfeitados com pimenta vermelha. Ladear com uma vela coral e um copinho com essência de benjoim. Enfeitar com flores correspondentes.

Onde atua Iansã?

– É a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seus campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos “emocional”. No comentário sobre o orixá Egunitá já abordamos nossa amada mãe lansã.

Logo, aqui seremos breves em nosso comentário sobre ela, que também foi analisada no capitulo reservado ao orixá Ogum. Como dissemos antes, lansã, em seu primeiro elemento, e ar e forma com Ogum um par energético onde ele rege o pólo positivo e é passivo pois suas irradiações magnéticas são retas. lansã é negativa e ativa, e suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas.

Observem que lansã se irradia de formas diferentes: é cósmica (ativa) e é o orixá que ocupa o pólo negativo da linha elemental pura do ar, onde polariza com Ogum. Já em seu segundo elemento ela polariza com Xangô, e atua como o pólo ativo da linha da Justiça, que é uma das sete irradiações divinas.

  1. Na linha da Justiça, lansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos.
  2. Lansã aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa.
  3. Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.

As energias irradiadas por lansã densificam o mental, diminuindo seu magnetismo, e estimulam o emocional, acelerando suas vibrações. Com isso, o ser se torna mais emotivo e mais facilmente é redirecionado. Mas quando não é possível reconduzi-lo à linha reta da evolução, então uma de suas sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.

Nossa amada mãe Iansã possui vinte e uma lansãs intermediárias, que são assim distribuídas: Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da orixá planetária Iansã.

Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da orixá planetária Iansã. Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde, regidas pelos princípios da Lei, ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.

  • Enfim, são vinte e uma orixás lansãs intermediárias aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda.
  • Como seus campos preferenciais de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa amada mãe lansã intermediária para a linha da Fé nos campos do Tempo seja confundida com a própria Oiá, já que é ela quem envia ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade.

lansã do Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo onde serão esgotados. Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em todos os sete sentidos é necessário.

E isto o Tempo faz muito bem! Já lansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa mãe maior lansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.

Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo. Mas também são muito conhecidas as lansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (lansã pura). As outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas.

  1. Temos: • uma Iansã do Ar.
  2. Uma Iansã Cristalina.
  3. Uma lansã Mineral.
  4. Uma Iansã Vegetal.
  5. Uma lansã Ígnea.
  6. Uma lansã Telúrica.
  7. Uma lansã Aquática.
  8. Bom, só por esta amostra dos múltiplos aspectos de nossa amada regente feminina do ar, já deu para se ter uma idéia do imenso campo de ação do mistério “Iansã”.

O fato é que ela aplica a Lei nos campos da Justiça Divina e transforma os seres desequilibrados com suas irradiações espiraladas, que o fazem girar até que tenham descarregado seus emocionais desvirtuados e suas consciências desordenadas! Não vamos nos alongar mais, pois muito já foi dito e escrito sobre a “Senhora dos Ventos”.

  1. Mãe YANSÃ é a Divindade que está assentada no pólo negativo (absorvedor) e cósmico da Linha da Lei, onde atua de forma ativa, para absorver os desequilíbrios cometidos no campo da Lei e da Justiça Divinas e reconduzir os seres ao equilíbrio.
  2. A Divindade Yansã é a Qualidade Direcionadora de Deus, que atua de forma permanente em toda a Criação para que tudo e todos possam evoluir.

Tudo na Criação Divina é direcionado para um caminho de evolução. Assim, Yansã é a força móvel que direciona a Fé (campo de Oxalá), a Justiça (campo de Xangô), a Evolução (campo de Obaluayê), a Geração (campo de Iemanjá), a Agregação (campo de Oxum), a Lei (campo de Ogum).

Pai Ogum é o aspecto fixo da Lei, a irradiar continuamente as Vibrações Divinas da Lei Maior e com elas amparando e sustentando a tudo e todos de forma passiva (sem forçar ninguém). E Mãe Yansã é o aspecto móvel da Lei, que entra em ação para corrigir os desvirtuamentos dos seres neste Sentido da Vida e recolocá-los no caminho reto, de modo que também a Justiça Divina seja obedecida e aplicada.

Pois quando a Lei não é cumprida, a Justiça também é desrespeitada. Como Orixá Cósmico, Yansã pune quem desvirtua ou se aproveita dessas Qualidades Divinas com más intenções. Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres. Como Divindade Direcionadora e Movimentadora, Mãe Yansã retira os seres de um caminho de estagnação evolutiva (provocada por seus desequilíbrios emocionais) e ajuda a encaminhá-los, cortando os seus excessos emocionais e colocando-os no caminho correto a seguir.

Além de corrigir excessos no campo da Lei e da Justiça, Yansã é o Orixá que dá amparo àqueles que vivem em obediência à Lei e à Justiça Maiores, protegendo-os e combatendo as injustiças que estejam enfrentando (projeções mentais negativas externas, magias negativas etc.). Sua atuação é Cósmica, ativa, negativa, mobilizadora e emocional, mas não é inconseqüente ou emotiva, porque Ela é o Sentido da Lei, e a Lei não é apenas punidora, mas também direcionadora.

É a mais guerreira de todos os Orixás Femininos. Yansã atua na Linha da Justiça ao lado de Xangô, e também na Linha da Lei ao lado de Ogum. Com Pai Xangô, Ela forma uma Linha polarizada ou mista Justiça/Lei, na qual Ele atua pelo elemento Fogo e Ela atua pelo elemento Ar.

  1. Já com Pai Ogum, Yansã forma um par puro na Linha da Lei, ambos atuando pelo elemento Ar.
  2. Na Lei: Mãe Yansã é Movimentadora, é a Lei atuando para redirecionar os seres que se desequilibraram; e Pai Ogum é o princípio ordenador inquebrantável.
  3. Nos elementos: Pai Ogum é o ar que refresca e a brisa que acalenta; e Mãe Yansã é o vendaval que desaba, e a ventania que faz tudo balançar.

Na Fé: Ogum é o princípio a ser obedecido; e Yansã é a novidade que renova a Fé na mente e no coração dos seres. Na vida: Yansã é a busca de melhores condições de vida para os seres. Na Criação Divina: Ogum é a defesa de tudo o que foi criado; e Yansã é a busca de adaptação do ser ao meio onde vive.

Na Irradiação da Lei, Ogum é passivo. Seu magnetismo irradia-se em ondas retas, em corrente contínua, e seu núcleo magnético gira para a direita (sentido horário). Seu Fator é Ordenador. Já Yansã é ativa, pois seu magnetismo irradia-se em ondas curvas, em corrente alternada, e seu núcleo magnético gira para a esquerda (sentido anti-horário).

Seu Fator é Direcionador. Ogum é a Lei, a via reta. Mas Yansã é o próprio sentido de direção da Lei, pois Ela é um Mistério que só entra na vida de um ser caso a direção que ele esteja dando à sua evolução e à sua religiosidade não siga a linha reta traçada pela Lei Maior.

Neste caso, a Qualidade Direcionadora de Mãe Yansã envolve o ser numa de suas espirais, impondo-lhe um giro completo e transformador dos seus sentimentos viciados. Com isso, Ela o recoloca no caminho reto da vida; ou então, se necessário, o lança no Tempo, onde a sua religiosidade desvirtuada será paralisada e esgotada.

Neste último caso, os seres ficam retidos “no Tempo”, até esgotarem os vícios e desequilíbrios que afetavam suas mentes, seu emocional e seus campos energéticos. Por esse motivo é que a Divina Mãe Yansã tem uma atuação importantíssima sobre os eguns, que são espíritos endurecidos no mal: Ela os recolhe, paralisa, e os remete ao Tempo, nos domínios da Mãe Oyá-Tempo (Logunan), para que ali eles sejam completamente esgotados dos seus desequilíbrios.

Só depois disso é que aquele ser- que deliberadamente praticou o mal por muitas e muitas vezes, ao ponto de “endurecer no mal”, como se costuma dizer-, somente depois de esgotado ou esvaziado da maldade que criou, é que o ser estará em condições de ser redirecionado, para recomeçar sua caminhada evolutiva.

Na Linha da Justiça, Yansã é seu aspecto móvel, pois atua na transformação dos seres, absorvendo seus magnetismos negativos; e Xangô é seu aspecto passivo, assentado ou imutável, a irradiar continuamente a Vibração da Justiça e do Equilíbrio Divinos para toda a Criação.

Sempre que a Justiça Divina é ativada, tanto o seu pólo passivo quanto o seu pólo ativo são ativados, e aí surge Yansã, a Regente da Lei nos campos da Justiça. A natureza eólica (=do ar) de Yansã expande o fogo de Xangô. Assim, logo que o ser é purificado de seus vícios (pelo fogo de Xangô), Yansã entra na vida daquele ser e o redireciona e o reconduz para outro campo, no qual retomará sua evolução.

O primeiro elemento de Yansã é o Ar, que movimenta e sustenta o Fogo. Pois Yansã é movimento o tempo todo. O Fogo é, portanto, o segundo elemento de atuação desta Divindade. Como aplicadora da Lei nos campos da Justiça, Yansã é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora da Lei, alterar todo o seu emocional, mental e consciencial, para então redirecioná-los numa outra linha de evolução, que os aquietará e facilitará suas caminhadas pela linha reta da evolução.

Quando não é possível reconduzi-los, então uma das Intermediárias Cósmicas de Yansã paralisa os seres desequilibrados, retendo-os num dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até que eles tenham sido completamente esgotados dos seus negativismos e tenham descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.

Mãe Yansã Maior (ou Yansã Planetária) possui vinte e uma Yansãs Intermediárias, que são assim distribuídas: – Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes, auxiliando os Orixás Regentes dos pólos positivos (Orixás Universais), como aplicadoras da Lei, recorrendo aos aspectos positivos do Orixá Yansã Planetário; – Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes, auxiliando os Orixás Regentes dos pólos negativos (Orixás Cósmicos), como aplicadoras da Lei, recorrendo aos aspectos negativos do Orixá Yansã Planetário; – Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, regidas pelos princípios da Lei, onde ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.

São vinte e uma Yansãs Intermediárias, aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda, e seus campos preferenciais de atuação são os religiosos. Justamente por atuarem de modo especial no campo religioso, Mãe Yansã Intermediária para a Linha da Fé nos campos do Tempo (Yansã do Tempo) às vezes é confundida com o Orixá Oyá-Tempo, já que é Yansã quem envia ao Tempo os eguns fora da Lei no campo da religiosidade.

Yansã do Tempo tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo, onde serão esgotados. Antes disso, Ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total nos sete Sentidos é necessário.

Outra Intermediária de Mãe Yansã Maior é Yansã Balé (do Balê ou das Almas), que é muito solicitada e muito conhecida porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida. E como vida é Geração e Omolu atua no pólo negativo (Cósmico) da Linha da Geração, então Yansã Balé envia aos domínios de Tatá Omolu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.

Também são muito conhecidas as Yansãs Intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Yansã pura). As outras Yansãs Intermediárias assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros Orixás.

E assim temos: uma Yansã do Ar, uma Yansã Cristalina, uma Yansã Mineral, uma Yansã Vegetal, uma Yansã Ígnea, uma Yansã Telúrica, uma Yansã Aquática. Este resumo pode nos dar uma idéia do quanto somos amparados, protegidos e sustentados pelo Divino Criador, por Seus Tronos e Suas Divindades, de uma forma tão Perfeita que a nossa mente limitada não alcança.

Acontece, às vezes, de nos sentirmos desanimados, diante de situações que nos parecem injustas (traições, magias negativas, difamações, injúrias, ataques gratuitos contra o nosso trabalho religioso etc.). Nesses momentos, é importante lembrar que os Sagrados Orixás da Lei e da Justiça Divinas e todos os Sagrados Regentes dos demais Sentidos da Vida e Seus respectivos Intermediários estão em permanente atuação para nos defender e proteger, retendo nas malhas da Lei e da Justiça todo aquele que atentar contra a nossa vida, o nosso equilíbrio e a nossa evolução.

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Para o nosso próprio equilíbrio e bem-estar, que possamos cultivar o hábito de fazer orações diárias em louvor e gratidão ao Divino Criador, aos Seus Divinos Tronos, aos Sagrados Orixás e a todas as Divindades presentes na Criação, velando por nós, nos guiando, nos direcionando, nos corrigindo, nos amparando, nos protegendo e nos defendendo, a cada instante da nossa existência.

Isto nos dá uma dimensão da importância de nossas vidas perante o Supremo Arquiteto do Universo e nos ajuda a valorizar também a importância de cada momento vivido. História Na Nigéria, Yansã é a Divindade do Rio Niger. Impetuosa, guerreira e de forte personalidade, é considerada a rainha dos espíritos dos mortos, sendo reverenciada no culto dos eguns.

  1. Foi a principal esposa de Xangô, acompanhando-o em toda a sua jornada, em cujo final ambos se tornaram Orixás, tendo Ela se transformado nas águas turbulentas do Rio Níger.
  2. O Níger é o maior e mais importante rio da Nigéria, pois seus afluentes atravessam as principais cidades do país, motivo pelo qual ficou conhecido com o nome Odò Oyá (em yorubá, ya significa rasgar, espalhar).

Esse rio é a morada da mulher mais poderosa da África negra, a mãe dos nove oruns, dos nove filhos, do rio de nove braços, a mãe do nove, Ìyá Mésàn, Iansã, Yánsàn. O nome Yansã (ou Iansã), como é reverenciado na Umbanda, tem origem provável numa dessas formas: Oyamésàn (que significa as nove Oyàs); Ìyá Mésàn (a mãe transformada em nove); Ìyá Omo Mésàn (a mãe de nove crianças).

  • Cada uma delas está ligada a uma lenda, como será visto mais à frente.
  • Na tradição africana, embora seja saudada como a deusa do rio Níger, Mãe Yansã está relacionada ao elemento fogo, o que indica a união de elementos contraditórios: Yansã nasce da água e do fogo, da tempestade, de um raio que corta o céu no meio de uma chuva, é a filha do fogo- Omo Iná.

A tempestade é o poder manifesto de Yansã, rainha dos raios, das ventanias, do tempo que se fecha sem chover. Ela é uma guerreira por vocação, sabe ir à luta e defender o que é seu, e a batalha do dia-a-dia é a sua felicidade. Sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor.

Mostra o seu amor e a sua alegria contagiantes na mesma proporção que exterioriza o seu descontentamento. Dessa forma, passou a identificar-se muito mais com atividades habitualmente relacionadas ao homem, que são desenvolvidas fora do lar, rejeitando o papel feminino tradicional. Algumas lendas a relacionam a antigos cultos agrários africanos ligados à fecundidade, e daí é que vem a menção aos chifres de novilho ou de búfalo, símbolos de virilidade, que sempre surgem nas suas histórias.

Yansã é a única que pode segurar os chifres de um búfalo porque, sendo cheia de encantos, foi capaz de transformar-se em búfalo e tornar-se mulher da guerra e da caça. Associada ao ar, ao vento, à tempestade, ao relâmpago ou raio e aos ancestrais (eguns), é o Orixá que domina os furacões e ciclones.

É o Orixá do fogo, do calor. É guerreira e regente das paixões. É o raio, a eletricidade, a energia viva. Yansã também tem ligação com a floresta, onde se esconde, entra como mulher e se transforma num búfalo, animal considerado sagrado por muitas tribos, porque sua carne alimentava o povo, seu couro fornecia roupas e abrigos e seus ossos forneciam ferramentas.

Yansã propicia a caça e alimento abundante. No Candomblé, suas contas costumam ser vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica) e seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, uma adaga de cobre e o eruexin (ou eruesin ou iruquerê, uma espécie de chicote confeccionado com pelos de rabo de cavalo encravados num cabo de cobre, que a Divina Mãe utiliza para espantar os eguns) Afefe, que é o vento, a tempestade, acompanha Oyà.

  • Os tornados e tempestades são as marcas de seu descontentamento.
  • Seus adeptos não podem sequer “encostar” em carneiro.
  • E isso tem fundamento numa lenda, que será vista adiante.
  • Lendas de Yansã 1-Yansã é dividida em nove partes Diz uma lenda que Ogum preparou-se para ir à guerra.
  • Oyá, sua esposa, também guerreira, quis acompanhá-lo, mas Ogum proibiu-a.

Usando de sua astúcia, e sem que Ogum soubesse, Oyá vestiu uma das roupas dele, prendeu os cabelos por baixo de um capacete e seguiu-o. A luta foi grande. Ogum estava sendo derrotado, quando Oyá levantou sua espada, lutou por ele e venceu a batalha. Então, Ogum quis saber quem era aquele guerreiro.

E foi quando Oyá, muito orgulhosa, tirou o capacete e soltou os cabelos, revelando-se. Mas Ogum não quis admitir que uma mulher o salvasse, e levantou sua espada para matá-la. Oyá, ao mesmo tempo, também levantou a sua, para defender-se. As duas espadas tinham o poder de dividir os seres em várias partes.

As espadas tocaram-se no ar. Travaram então uma grande luta, na qual Ogum cortou Oyá em nove partes e Oyá cortou Ogum em sete. Outra lenda conta que Oyá era a companheira de Ogum e o ajudava a forjar o ferro. Por essa ajuda, Ogum ofereceu-lhe uma vara de ferro, semelhante à que ele possuía e que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove, se por ela fossem tocados no decorrer de uma briga.

Xangô gostava de sentar-se próximo, a fim de apreciar o trabalho de Ogum, e de vez em quando lançava olhares para Oyá, que também olhava para Xangô. Xangô era belo e seu poder fascinava Oyá. Um dia, Oyá fugiu com Xangô. Ogum perseguiu-os. Encontrou-os e brandiu sua vara mágica. Oyá fez o mesmo. Suas armas se tocaram ao mesmo tempo.

Assim, Ogum foi dividido em sete e Oyá em nove, recebendo Ele o nome de Ogum Méjeje (sete), enquanto Oyá recebeu o nome de Yámessan (nove).2- O Casamento de Yansã e Ogum. Oyá se transforma em búfalo. Ogum foi um dia caçar na floresta. Ficou à espreita e viu um búfalo vindo em sua direção.

Preparou-se para matar o animal com sua espada. Mas o búfalo parou e, de repente, baixou a cabeça e despiu-se de sua pele. Da pele saiu uma linda mulher. Era Yansã. Sem saber que Ogum a observava, Yansã enrolou a pele de búfalo e os chifres que vestira, fez uma trouxa e a escondeu num formigueiro. Em seguida, partiu em direção ao mercado da cidade.

Assim que ela partiu, Ogum apoderou-se da trouxa, foi para casa e guardou-a no celeiro de milho, seguindo também para o mercado. Lá, encontrou Yansã, a mais bela mulher do mundo. Ogum foi subjugado pela sua beleza e pediu-a em casamento. Yansã apenas sorriu e recusou.

  1. Ogum insistiu e disse que a esperaria, pois não duvidava que ela aceitasse a proposta.
  2. Yansã voltou à floresta e não encontrou os chifres e nem a pele de búfalo.
  3. O quê teria se passado? O quê fazer? Voltou ao mercado, já vazio, e viu Ogum que a esperava.
  4. Perguntou-lhe o que havia feito da trouxa que ela deixara no formigueiro.

Ogum fingiu inocência e declarou que nada sabia. Yansã afirmou que sabia que ele escondera a pele e os chifres, insistindo para que mostrasse o esconderijo. Disse que se casaria com Ogum e viveria em sua casa, impondo algumas condições: “- Ninguém poderá me dizer: “Você é um animal!”Ninguém poderá utilizar cascas de dendê para fazer fogo.

Ninguém poderá rolar um pilão pelo chão da casa”. Ogum concordou e levou Yansã casa, onde reuniu suas outras mulheres e explicou-lhes como deveriam comportar-se. Ninguém deveria discutir com Yansã, nem insultá-la. A vida organizou-se. Ogum saía para caçar ou cultivar o campo. Yansã, em vão, procurava sua pele e seus chifres de búfalo.

Ela deu à luz uma criança, depois uma segunda e uma terceira. Ao final, teve nove filhos. Mas as outras mulheres viviam enciumadas da beleza de Yansã e decidiram desvendar o mistério da sua origem. Uma delas embriagou Ogum com vinho de palma e ele revelou o segredo: contou que Yansã era, na realidade, um animal e que sua pele e chifres estavam escondidos no celeiro de milho.

  • Depois disso, logo que Ogum saía para o campo, as mulheres insultavam Yansã: “- Você é um animal! Você é um animal! Pode exibir-se, mas sua pele está no celeiro de milho!” Um dia, todas as mulheres saíram para o mercado.
  • Yansã correu para o celeiro e lá encontrou sua pele e chifres de búfalo.
  • Vestiu-os e se sacudiu com energia.

Quando as mulheres voltaram, investiu contra elas. Foi um massacre. Yansã poupou apenas os filhos, dizendo-lhes que voltaria para a floresta, onde eles não poderiam viver. Mas deu-lhes os chifres de búfalo, com esta recomendação: “- Quando estiverem em perigo, ou precisarem dos meus conselhos, esfreguem estes chifres um no outro.

  • Em qualquer lugar que estiverem, e de onde eu estiver, escutarei suas queixas e virei socorrê-los”.
  • Eis por que dois chifres de búfalo estão sempre presentes nos assentamentos e firmezas de Yansã.3- Yansã e o Macaco Ijimeré Em certa época, as mulheres eram relegadas a um segundo plano, nas suas relações com os homens.

Então, resolveram punir os maridos. Oyá era a líder das mulheres, e elas se reuniam na floresta. Oyá havia domado e treinado um macaco marrom chamado Ijimeré, utilizando para isso um galho de atori (ixan), e o vestia com uma roupa feita com tiras de pano coloridas, de modo que ninguém via o macaco sob os panos.

  1. Conforme Oyá brandia o ixan no solo, o macaco pulava de uma árvore e aparecia de forma alucinante, movimentando-se como fora treinado a fazer.
  2. Durante a noite, quando os homens por lá passavam, as mulheres (escondidas) faziam o macaco aparecer, e os homens fugiam, apavorados.
  3. Cansados de tanta humilhação, os homens foram ver o babalaô para descobrir o que estava acontecendo.

Através do jogo de Ifá, o babalaô conta-lhes a verdade e os ensina como vencer as mulheres através de sacrifícios e astúcia. Ogum foi o encarregado da missão. Ele chegou ao local das aparições, vestiu-se com vários panos, ficando totalmente encoberto, e se escondeu.

Quando as mulheres chegaram, ele apareceu subitamente, correndo, berrando e brandindo sua espada pelos ares. Todas fugiram apavoradas, inclusive Oyá. Desde então os homens dominaram as mulheres e as expulsaram para sempre do culto de Egun. Hoje, eles são os únicos a invocá-lo e cultuá-lo. Mesmo assim, rendem homenagem a Oyá, na qualidade de Igbalé, como criadora do culto de Egun.4- Oyá ganha de Obaluayê o reino dos mortos Certa vez, houve uma festa com todas as divindades presentes.

Omolu-Obaluayê chegou vestindo seu capucho de palha. Ninguém o podia reconhecer sob o disfarce e nenhuma mulher quis dançar com ele. Só Oyá, corajosa, atirou-se na dança com o Senhor da Terra. Tanto girava Oyá, na sua dança, que provocava vento. E o vento levantou as palhas e descobriu o corpo de Obaluayê.

Para surpresa geral, ele era um belo homem. E o povo o aclamou por sua beleza. Obaluayê ficou mais do que contente, ficou grato. Em recompensa, dividiu com ela o seu reino, fez de Oyá a rainha dos espíritos dos mortos: Oyá Igbalé, a condutora dos eguns. Oyá então dançou e dançou de alegria. Para mostrar a todos seu poder sobre os mortos, ao dançar, Ela agora agitava no ar o iruquerê, o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo.

(Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001) 5-Oyá Recebe o Nome de Yansã, a Mãe dos Nove Filhos Oyá desejava ter filhos, mas não podia conceber. Consultou um babalaô, que lhe recomendou um ebó. Ela deveria oferecer um carneiro, um agutã, muitos búzios e muitas roupas coloridas.

  • Oyá fez o sacrifício e teve nove filhos.
  • Depois disso, quando ela passava em direção ao mercado, o povo dizia: – Lá vai Yansã!- que quer dizer: a mãe de nove filhos.
  • E lá ia ela, orgulhosa,vender azeite de dendê.
  • Oyá não podia ter filhos, mas teve nove, depois de sacrificar um carneiro.
  • Em sinal de respeito, por ter seu pedido atendido, Yansã, a mãe dos nove filhos, nunca mais comeu carneiro.

E é por isso que seus adeptos também não tocam em carneiro.6- Yansã percorre vários reinos para aprender Yansã foi a paixão de Ogum, de Oxaguian e de Exu. Conviveu e seduziu Oxóssi e Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluayê. Em Ifé, terra de Ogum, foi a grande paixão do guerreiro.

Aprendeu com ele e ganhou o direito do manuseio e uso da espada. No auge da paixão por Ogum, Yansã partiu para Oxogbô, terra de Oxaguian, onde aprendeu e recebeu o direito de usar o escudo para se proteger. Quando Oxaguian estava tomado de paixão por Oyá, ela partiu. Pelas estradas, ela se deparou com Exu, com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia.

No reino de Oxóssi, Oyá seduziu o deus da caça, aprendendo a caçar, a tirar a pele do búfalo e a se transformar naquele animal, com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-Edé, filho de Oxóssi e Oxum, e com ele aprendeu a pescar. Depois, Oyá partiu para o reino de Obaluayê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto.

  • Lá chegando, tratou de insinuar-se, dizendo: – Como vai, Senhor das chagas? Obaluayê responde: – O que Oyá quer em meu reino? Yansã lhe diz: – Ser sua amiga, conhecer e aprender, somente isso.
  • E para provar minha amizade, dançarei para você a dança dos ventos! (Dança que usara para seduzir reis como Oxóssi, Oxaguian e Ogum).

Durante horas Yansã dançou, sem conseguir atrair a atenção de Obaluayê, pois ele jamais se relacionou com alguém. Yansã então procurou apenas aprender, fosse o que fosse. E assim dirigiu-se ao homem palha: – Obaluayê, com Ogum aprendi a usar a espada; com Oxaguian, a usar o escudo; com Oxóssi, aprendi a caçar; com Logun-Edé, a pescar; com Exu, aprendi os mistérios do fogo e da magia.

Falta-me apenas aprender algo contigo. Obaluayê retrucou: – Você quer mesmo aprender, Oyá? Então lhe ensinarei como tratar os mortos! De início, Yansã relutou. Mas seu desejo de aprender foi mais forte, e com Obaluayê ela aprendeu a conviver com os eguns (espíritos de baixa luz) e a controlá-los. Depois, Oyá partiu para o reino de Xangô, pois acreditava que lá teria o mais vaidoso dos reis e aprenderia a viver ricamente.

Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Yansã aprendeu muito mais que isso Aprendeu a amar verdadeiramente e com paixão, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e lhe seu coração 7- As origens do acarajé Segundo uma antiga história da África, Xangô, marido de Yansã, certa vez a enviou para uma aventura especial na terra dos baribas: buscar um preparado que daria a ele o poder de cuspir fogo.

Ao invés de obedecer ao marido, Yansã bebeu a alquimia mágica, adquirindo para si a capacidade de soltar labaredas de fogo pela boca. Mais tarde, os africanos inventaram cerimônias que saudavam divindades como Yansã através do fogo. E, para isso, usavam o àkàrà, um algodão embebido em azeite de dendê, num ritual que lembra muito o preparo do acarajé.

O acarajé, que abastece o tabuleiro das baianas, é o alimento sagrado de Iansã. Divindades assemelhadas: Themis, Atena e Astréia- Divindades guerreiras da cultura grega, ligadas à Justiça e à ética Nike- da cultura grega (equivalente a Victória, da cultura romana) Bellona, Justitia- da cultura romana Maat, Anat- da cultura egípcia Durga, Indrani- da cultura hindu Valquírias- Divindades guerreiras da cultura nórdica.

Conhecidas pela luminosidade das suas armaduras, também chamadas “luzes do norte” Maeve, Nehelenia, Andrasta- Divindades da cultura celta Irnini, Inanna- Divindades guerreiras da cultura sumeriana Ishtar- Divindade babilônica equivalente à Inanna sumeriana Mah- Divindade da guerra da Capadócia Daena- Divindade persa Anat- Divindade mesopotâmica da guerra, da vida e da morte Rauni- Divindade da cultura finlandesa Perkune Tete- Divindade eslava Características dos filhos de Yansã Para os filhos de Yansã, viver é uma grande aventura.

Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas. Escolhem seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Não ficam em casa, vão à luta e conquistam o que desejam. São atiradas, extrovertidas e diretas, jamais escondem seus sentimentos.

Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. São extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam. Os relacionamentos longos só acontecem em suas vidas quando controlam seus impulsos, sendo então capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa.

São audaciosas e ciumentas. Vaidosas, altruístas e inteligentes, são tagarelas, alegres e animadas, fazem festa com tudo. Comunicam-se facilmente e falam alto. Otimistas, despachadas e carinhosas, têm excelente disposição. Tomam decisões rápidas e têm alto poder de imaginação.

  1. Têm um forte dom para a magia e uma incrível capacidade de adaptação.
  2. Trabalhadeiras, dedicam-se inteiramente àquilo que gostam.
  3. Tendem a ser autoritárias e possessivas.
  4. Seu temperamento muda repentinamente, sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas.
  5. Na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis.

Mas, cuidado: os mais prudentes não ousariam confiar-lhes um segredo, pois se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Oyá não pensará antes de usar, como arma, tudo o que lhe foi contado. Seu comportamento pode ser explosivo como uma tempestade, ou calmo como uma brisa de fim de tarde.

Só uma coisa os tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte, pois na defesa dos filhos batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, não têm medida Quando oferendar: Para pedir direcionamento em qualquer setor da nossa vida; para obter equilíbrio emocional (quando a pessoa está muito alterada em suas emoções); para obter o amparo da Lei e da Justiça Divinas em qualquer situação conflituosa; para pedir proteção contra atuações negativas externas; para não ceder à tentação de revidar o mal que alguém nos tenha feito; para fazer movimentar e superar situações de estagnação que estejam se arrastando em algum setor da vida da pessoa.

Onde oferendar: Numa pedreira, num campo aberto, à beira-mar ou à beira de uma cachoeira (no encontro pedras/águas). Oferendas: 1- Três velas brancas, três amarelas e três vermelhas; champanhe branco; licor de menta e licor de anis ou de cereja; rosas e palmas amarelas.

Montagem: Dispor as flores em círculo. Se a pessoa está pedindo auxílio para problemas internos (bloqueios íntimos, excessos emocionais etc.), as flores devem ser colocadas voltadas para dentro. Se a pessoa pede auxílio para problemas externos a ela, colocar as flores apontando para fora. Dentro do círculo das flores, despejar os licores.

Em torno, firmar as velas, alternando as cores (1 branca/1 amarela/1 vermelha). Circundando toda a oferenda, derramar o champanhe.2- 7 velas amarelas (ou vermelhas); 7 bananas descascadas e cortadas no sentido do comprimento; 7 pedaços de canela colocados em volta ou então sobre as bananas; mel para regar as bananas; palmas amarelas e/ou girassóis circundando as frutas; champanhe branco; 1 prato de papelão, pétalas de rosas amarelas e/ou vermelhas e folhas de laranjeira.

  1. Dispor as frutas no prato de papelão forrado com pétalas de rosas e as folhas de laranjeira (ou diretamente sobre as pétalas e ervas).
  2. Colocar as flores em volta.
  3. Circundar tudo com champanhe branco (ou então colocar a bebida em 7 metades de maracujás limpas, sem a polpa).3- Uma folha de bananeira; mel; canela em pó; 7 mangas descascadas e inteiras, regadas com mel; 7 maracujás inteiros; 7 copinhos com água de chuva; 7 velas brancas, 7 velas amarelas e 7 vermelhas.

Montar a oferenda sobre a folha de bananeira regada com mel e canela em pó (ou então sobre folhas de laranjeira ou até sobre pétalas de rosas na cores branca, amarela e vermelha). Colocar as frutas no centro, circular com os 7 copos com água de chuva.

Circundar tudo com 7 velas brancas, 7 velas amarelas e 7 vermelhas (alternar: 1 vela branca/1 vela amarela/ 1 vela vermelha). Amaci: Água de cachoeira, de rio, de fonte ou então água de chuva com rosas brancas, guiné e alecrim, macerados e curtidos por sete dias. Cozinha ritualística: 1-Acarajé: 500g feijão fradinho, 3 cebolas raladas, 1 colher de sopa de sal, 1 garrafa de dendê.

Deixar o feijão de molho de véspera. Retirar o olhinho preto e a pele. Triturar. Temperar com cebola e sal. Bater bem, com colher de pau, até virar um creme. Reservar a massa para fritar. Fazer um molho: 500g de camarão seco, torrado e moído; 2 pimentas malaguetas, 1 cebola ralada, coentro fresco bem batido, 2 xícaras de dendê.

Misturar tudo muito bem. Levar ao fogo por uns 10 minutos. Fritar a massa às colheradas, em azeite de dendê quente, dourando os dois lados. Abrir os acarajés com uma faca e rechear com o molho. Servir quente. Oferendar num prato de papelão coberto com folhas de alface. Ou colocar diretamente sobre a alface (ou outra verdura).2- Bobó de camarão: Temperar cerca de 1 quilo e meio de camarões médios com sal, pimenta, o suco de 2 limões, 1 maço de cheiro verde, 1 folha de louro picada e 2 cebolas raladas.

Deixar em repouso por uns 30 minutos. Depois, refogar em 5 colheres (sopa) de óleo. Acrescentar 2 pimentões (sem pele e picadinhos) e 8 tomates (picados, sem pele e sem semente). Tampar e deixar apurar em fogo baixo por uns 15 minutos. Cozinhar cerca de 1 kg de mandioca e 500g de mandioquinha, separadamente.

  • Depois bater no liquidificador, com 2 copos de leite de coco.
  • Juntar esse creme ao refogado de camarão e apurar mais um pouco.
  • Acrescentar 2 colheres (sopa) de dendê e um pouco de molho de pimenta vermelha, a gosto.
  • Deixar apurar por uns 5 minutos.
  • Servir quente, com arroz branco ou com acaçá.3- Abará: – Ingredientes: 500 g feijão fradinho; 6 folhas médias de bananeira cortadas em pedaços de 10 x 20 cm; 2 cebolas em pedaços; 250 gramas de camarão seco defumado, sem casca; 1 colher (chá) de gengibre ralado; dendê.

Deixar o feijão de molho na véspera. Retirar as cascas que se soltarem, lavar bem e coar. Bater no liquidificador até ficar bem quebrado Reservar. Cozinhar a folha de bananeira no vapor por uns 4 minutos (até começar a murchar) e reservar. Bater o feijão, a cebola, o camarão e o gengibre no liquidificador, até ficar uma massa homogênea.

Juntar o dendê e misturar bem. Enxugar bem as folhas de bananeira. Em cada uma, colocar uma colher da massa. Numa das pontas, sobreponha um lado da folha sobre o outro. Dobre as laterais para o centro, como uma flecha. Dobre para baixo. Repita a operação com a outra extremidade. Cozinhar os abarás no vapor por 30 minutos, ou até dobrarem de volume.

Recheio: Passar o camarão no liquidificador. Fritar a cebola no dendê, até murchar. Juntar o camarão e refogar por uns 10 minutos, em fogo baixo. Se secar, junte um pouco de água. Cortar o abará ao meio e rechear. Servir frio ou quente, na folha de bananeira.4- Nove espigas de milho ligeiramente cozidas e regadas com mel.

Oferendar sobre folha de bananeira.5-Maçãs: Nove maçãs inteiras, com casca e bem lavadas; rosas vermelhas e pedaços de canela para decorar; mel o suficiente para regar. Colocar as maçãs numa panela com água apenas para uma leve fervura (amolecer levemente). Retirar as maçãs, colocar numa bandeja ou prato de vidro ou de louça.

Regar com mel e enfeitar com as rosas vermelhas e a canela.6-Pepinos: Nove pepinos (do tipo gordinho), azeite de oliva, azeite de dendê e flores do campo amarelas e vermelhas (ou rosas) para decorar. Cortar os pepinos (com casca e já lavados) em rodelas de espessura média.

Colocar o pepino fatiado num alguidar, em camadas. Cada camada de pepino precisar ser regada: primeiro, com um fio de azeite de oliva; depois, com um fio de dendê. Enfeitar com as flores. Alguns Caboclos de Iansã: Caboclo 7 Ventanias (de Oxalá e Yansã), Caboclo Ventania, Caboclo Gira-mundo (de Oxalá e Yansã- “mundo”=espaço= Oxalá; e “gira”=movimento=Yansã), Caboclo ou Cabocla dos Ventos, Caboclo 7 Pedreiras (de Oxalá e Yansã), Caboclo Pedra Amarela (de Oxalá e Yansã).

Alguns Exus de Iansã : Exu 7 Chifres (de Oxalá=7; e de Yansã= chifre), Exu 7 Fagulhas (Oxalá, Xangô e Yansã), Exu Gira-mundo (de Oxalá e Yansã), Exu 7 Giras (de Oxalá e Yansã), Exu 7 Poeiras (de Oxalá, Omolu e Yansã), Exu Mangueira, Exu Corta Ferro (de Yansã e Ogum), Exu 7 Pedreiras (de Oxalá e Yansã).

TRONO Feminino da Lei
Linha/Sentido Lei
Campos de atuação Lei e Justiça Divinas
Atributo Lei/Direcionamento
Fator Fator puro: Movimentador Fator composto ou misto: Ordenador
Essência Eólica (Ar)
Elemento Ar
Polariza com Ogum, na Linha da Lei, formando um par puro no elemento Ar. Também polariza com Xangô, na Linha da Justiça, formando um par misto nos elementos Fogo/Ar
Cor Amarelo. Também o vermelho.
Fio de Contas Amarelas; ou amarelas e brancas; ou amarelas e vermelhas
Ferramentas -Eruexim ou iruexim (chibata feita de rabo de cavalo e/ou de búfalo e atada a um cabo de osso, de madeira ou de metal, que Yansã segura em uma das mãos, quando dança, para impor respeito, proporcionar vento e espantar e/ou encaminhar os eguns. É o signo de poder yorubá); -Espada flamejante de cobre, que faz dela a guerreira do fogo. (O cobre é um elemento metálico, de cor castanho-avermelhada, maleável, sendo um condutor de eletricidade e de calor.); -Dois chifres de búfalo- Símbolos de virilidade. Quando emitem som, eles proporcionam a fecundidade.
Ervas Alfavaca, arruda, buchinha do norte, calêndula, camomila, cana do brejo, cânfora, capuchinha, casca de laranja, cavalinha, chapéu de couro, cidreira, cipó cravo, cipó São João, erva de Santa Luzia, espada de Santa Bárbara, eucalipto, folhas de pitanga, folha de fogo, folhas de bambu, fumo (tabaco), hortelã, imburana, jurubeba, laranjeira, losna, mamona, picão preto, pára-raio, tiririca, vence demanda, pinhão roxo, peregum rajado (dracena verde e amarela), pinhão branco, quebra-demanda, semente de girassol, sabugueiro, semente de imburana (cf. Adriano Camargo). Mais ervas: Açucena, alfazema de caboclo, anil, brinco de princesa (a flor), catinga de mulata, colônia, cordão de frade (ou cordão de São Francisco), cerejeira, cipó azougue, cravo da índia, dormideira, erva prata, folhas de cajueiro, folhas de canela, folhas de cenoura, folha de louro, folha de manga, folhas de rosa branca, gervão roxo, gerânio rosa, gerânio vermelho, hibisco, mal-me-quer, menta (é um tipo de hortelã), orquídea, pessegueiro, samambaia, violeta, mitanlea, parietária.
Símbolos Espada, cálice, raio, os chifres de búfalo, alfanje, adaga de cobre, eruesin ou eruexin (espécie de chicote confeccionado com pelos de rabo de cavalo e encravados em um cabo de cobre, utilizado pela Divindade para “espantar os eguns”).
Ponto de força na Natureza As pedreiras e os caminhos.
Flores Palmas amarelas e vermelhas, rosas amarelas e vermelhas, açucena, tulipa, primavera, impatiens.
Essências Mirra, canela, cravo, pitanga
Pedras Citrino, cristal com enxofre. Dia indicado para a consagração da pedra: 5ª-feira. Hora indicada: 16 horas.
Metais e Minérios Metal: Cobre. Minério: Níquel. Dia indicado para a consagração: domingo. Hora indicada: 16 horas.
Saudação “Salve a nossa Mãe Yansã!”- Resposta: “EPARREI, YANSÃ!”
Planeta Marte e o Sol
Dia da Semana Terça-feira
Chacra Laríngeo ou da garganta
Saúde Portais de Cura Glândula tireóide, garganta, ouvidos, pescoço, voz, maxilares, tubos branquiais, traquéia, parte superior dos pulmões, braços, esôfago. No aspecto emocional, diz respeito à nossa capacidade de comunicar e expressar a nossa vontade (saber dizer “sim” e “não”) e de nos colocarmos perante a sociedade. Água de chuva, velas amarelas e vermelhas, pimentas amarelas, pedaços de bambu, flores (cf. Adriano Camargo).
Bebida Champanhe branco, licor de cereja, licor de anis, licor de menta, vinho rosê, água de chuva.
Animais Búfalo, borboleta,
Comidas Abacaxi, manga rosa, romã, pitanga, maçã vermelha, cereja, mamão, melão, moranga, pêssego, pitanga, caju, melancia, banana ouro, banana nanica, cenoura com mel, jambo, tangerina, laranja Bahia (laranja de umbigo), limão, uva rosa, cereja, grãos. (Obs.: A banana tem um simbolismo particular, pela cor amarela da casca e pelo formato da fruta, que lembra as “espirais” de Yansã.)
Números 13 e 09
Data Comemorativa O dia 04 de dezembro.
Sincretismo Santa Bárbara, celebrada em 04 de dezembro. Também é sincretizada com Santa Brígida.
Incompatibilidades Carneiro
Qualidades 1-Oyà Biniká; 2-Oyà Seno; 3-Oyà Abomi; 4-Oyà Gunán; 5- Oyà Bagán; 6- Oyà Onìrá; 7- Oyà Kodun; 8- Oyà Maganbelle; 9- Oyà Yapopo; 10- Oyà Onisoni; 11- Oyà Bagbure; 12- Oyà Tope; 13- Oyà Filiaba; 14- Oyà Semi; 15- Oyà Sinsirá; 16- Oyà Sire; e 17- Oyà Gbale ou Igbale (aquela que retorna à terra), que se subdivide em: Oyà Gbale Funán; Oyà Gbale Fure; Oyà Gbale Guere; Oyà Gbale Toningbe; Oyà Gbale Fakarebo; Oyà Gbale De; Oyà Gbale Min; Oyà Gbale Lario; Oyà Gbale Adagangbará. Estas Oyàs estão ligadas ao culto dos mortos. Quando dançam, parecem expulsar as almas errantes com seus braços. Têm forte fundamento com Omolu, Ogum e Exu.

Extraído de: www.seteporteiras.org.br/ www.colegiodeumbanda.com.br

O que o Orixá Iansã gosta?

Oferenda. A senhora das emoções intensas recebe com prazer velas brancas, amarelas e vermelhas. Também gosta de champanhe branca, licor de menta, anis ou cerejas, rosas e palmas amarelas, que devem ser deixados em campo aberto, pedreiras, praias ou cachoeiras.